Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

DESTAQUE NEGATIVO

Magazine Luiza, Via e Americanas não param de cair; veja 4 razões para o tombo do e-commerce no ano

A queda se intensificou após os resultados fracos do terceiro trimestre e, até o momento, os piores desempenhos do ano ficam com o trio de ouro do e-commerce brasileiro, que amargam quedas de mais de 60% em 2021

Jasmine Olga
Jasmine Olga
9 de dezembro de 2021
18:04 - atualizado às 19:07
compra online e-commerce
Imagem: Shutterstock

Os piores momentos da pandemia do coronavírus trouxeram uma forte necessidade de adaptação e mudanças permanentes dos hábitos sociais e de consumo que começaram em 2020 e seguiram ao longo de todo o ano de 2021. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma das mais perceptíveis foi o crescimento acelerado do e-commerce. Com as lojas físicas fechadas e a circulação de pessoas restrita apenas aos serviços essenciais, a digitalização forçada fez com que as empresas investissem pesado nos novos canais de venda. 

Os clientes também precisaram se habituar à nova realidade, o que gerou um otimismo renovado para o comércio online, apontado como o grande vencedor da crise. Do grande varejista ao pequeno negócio familiar, quem não estava pronto para atender a demanda dos consumidores acabou patinando.

O Magazine Luiza (MGLU3), que já vinha investindo no segmento online bem antes do restante das principais concorrentes e que não esperou o coronavírus bater na porta para apostar no formato, liderou a corrida.

Até mesmo empresas com menos fôlego chegaram a ver crescimentos próximos ou superiores a três dígitos no volume de vendas e número de clientes. Se em 2020 as listas de ações que mais subiram foram dominadas por players do setor de varejo, em 2021 a história não irá se repetir. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A queda nos papéis do setor se intensificou após os resultados fracos do terceiro trimestre e, até o momento, os três piores desempenhos do ano ficam com o trio de ouro do e-commerce brasileiro: Magazine Luiza (MGLU3), Americanas (AMER3/LAME4) e Via (VIIA3), todas em queda de mais de 60% no ano.

Leia Também

Enquanto Magalu e Via repercutem principalmente os resultados fracos e prognósticos ruins, as Lojas Americanas também sofreram com o efeito de uma reestruturação societária mal recebida pelo mercado e que castigou os papéis nos últimos meses. Mas afinal, por qual motivo as ações não param de cair? 

Nesta quinta-feira (09), as ações das Lojas Americanas amargaram as duas maiores quedas do Ibovespa, de 9,24% para LAME4, que fechou em R$ 5,11, e 8,56% para AMER3, que fechou em R$ 27,97.

O Magazine Luiza (MGLU3) teve o terceiro pior desempenho do índice, recuando 7,78%, a R$ 6,28, enquanto a VIA (VIIA3) ficou com a quinta maior baixa, de 7,11%, a R$ 5,36.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

1) Renda em queda histórica

Para contornar os efeitos da crise do coronavírus, diversas medidas foram tomadas pelos governos e Bancos Centrais, como um auxílio emergencial para famílias afetadas pela pandemia. No Brasil, a medida se prolongou até meados deste ano, mas o valor inicial de R$ 600 foi cortado pela metade.

Os últimos dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada no início de dezembro, mostram que, embora o desemprego tenha recuado para 12,6%, a renda sofreu a maior queda anual desde a criação da série histórica iniciada em 2012 - 11,1%. O país ainda registra mais de 13 milhões de desempregados. 

2) Pesando no bolso

A inflação não é um problema exclusivamente brasileiro. A interrupção nas cadeias de produção e escoamento de produtos e matérias-primas por conta da covid-19 gerou um movimento inflacionário em escala global, mas que parece atingir os países emergentes com mais força. 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses é de 10,67% até outubro. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O dado pressiona as empresas do varejo, e estamos mais uma vez às vésperas da divulgação dos números de novembro. 

Além das pressões inflacionárias tradicionais, o setor de eletrodomésticos e eletrônicos também é afetado pela forte desvalorização do real frente ao dólar. No ano, a moeda americana avança mais de 7%. 

3) Dificuldade de acesso a crédito e trava no crescimento

Como resposta aos itens anteriores, o Banco Central brasileiro entrou em ação para segurar a elevação dos preços. Assim, a taxa básica de juros saiu de 2% ao ano em janeiro para 9,25% na reunião do Copom da última quarta-feira (08). 

Embora a elevação vista já fosse esperada, o BC empregou um tom mais duro no comunicado, já sinalizando que a primeira reunião de 2022 elevará a Selic acima do patamar de 10%, passando ao território significativamente contracionista. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos, aponta que a alta dos juros dificulta o acesso ao crédito pelo consumidor em um momento de crise. Além disso, as varejistas com maior exposição ao e-commerce são empresas em crescimento, que acabam tendo um custo mais elevado de dívida, o que tende a pressionar o caixa e as margens futuras. 

4) Dá para ficar pior

Outro dado divulgado nesta semana pressiona os papéis e promete continuar gerando mal-estar. As vendas no varejo recuaram pelo terceiro mês consecutivo, frustrando a expectativa dos economistas. 

Matheus Jaconeli, economista da Nova Futura Investimentos, aponta que a proximidade das festividades de final de ano não são um alívio para o setor. As vendas na Black Friday, pulverizadas ao longo do mês de novembro, ficaram abaixo do esperado, e o próprio Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo (IBEVAR) aponta que o Natal também deve ser marcado por um desempenho aquém do esperado. 

Segundo o BTG Pactual, a desaceleração do e-commerce local tem ocorrido principalmente na venda de eletrônicos e por empresas que utilizam o próprio estoque para as vendas (chamado de 1P). A competição internacional é outra dificuldade, que leva as companhias locais a reduzirem suas margens para se manterem competitivas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com um estudo preditivo do IBEVAR, o crescimento no quarto trimestre deve ser tímido, de apenas 0,68% em comparação ao ano anterior. O número é sustentado pela categoria de veículos, combustíveis, produtos farmacológicos, artigos de uso pessoal e vestuário. 

Profecia não realizada?

Embora os últimos meses tenham sido complicados para os setores de varejo e tecnologia, o que adiciona uma pressão negativa extra, os analistas do BTG Pactual não acreditam que as projeções otimistas feitas no ano passado estavam erradas. 

Para Luiz Guanais, Gabriel Disselli e Victor Rogatis, o legado da mudança vista em 2020 não foi perdido com o tempo ruim dos últimos meses. Segundo os analistas, já era esperada uma queda no crescimento da principal métrica utilizada pelo setor, o Volume Bruto de Mercadorias (GMV). Além disso, o banco acredita que a desaceleração vista desde o segundo trimestre de 2021 mostrou números melhores do que o esperado. 

“Acreditamos que o e-commerce brasileiro deve crescer 26% este ano, após ter tido alta de 66% em 2020. O crescimento anual até 2025 deve ser, em média, de 24%, o que representaria 20% do total das vendas no varejo”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A recuperação das ações, no entanto, ainda pode demorar mais um pouco. Para o BTG, a tendência de queda deve seguir no curto prazo, mas o movimento de alta deve prevalecer no longo prazo, “com apenas alguns vencedores”. 

A razão do otimismo está na tendência de crescimento que deve se seguir (impulsionada pela baixa capilaridade vista no país quando comparado a outros mercados) e a consolidação vista no setor após a mudança do varejo físico para o online. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RESUMO SEMANAL

Estrangeiros de saída do Ibovespa? Bolsa cai 2,8% na semana, mas Hapvida (HAPV3) brilha e dispara 15%

25 de abril de 2026 - 11:32

Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

BTG Pactual Logística (BTLG11) quer surfar a onda dos galpões logísticos e anuncia oferta de até R$ 2 bilhões; confira os detalhes da operação

24 de abril de 2026 - 15:28

Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas

RENDA EXTRA NA CONTA

Copel (CPLE3) define data para pagar dividendos de R$ 1,35 bilhão. Quem tem direito ao pagamento?

24 de abril de 2026 - 14:30

O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.

TEMPORADA DE BALANÇOS

Lucro da Usiminas (USIM5) mais que dobra e ação salta 7%; dólar fraco e ‘mix premium’ turbinam os números do 1T26

24 de abril de 2026 - 13:14

Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores

CICLOS POSITIVOS

Vacância em lajes corporativas volta ao nível pré-pandemia em São Paulo, diz BTG Pactual — mas outro setor bate recordes e rouba a cena

24 de abril de 2026 - 12:01

Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve

ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

REFORÇO BILIONÁRIO

Carro já era? Tesla (TSLA34) quer triplicar investimentos em 2026 com a ambição de Elon Musk em se tornar uma potência de IA

23 de abril de 2026 - 11:57

A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial

NOVO VALOR

Small cap da bolsa recalcula dividendos de R$ 150 milhões após recompra de ações; veja novas datas e valores por papel

23 de abril de 2026 - 11:03

A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026

ESTRATÉGIA DE ELITE

Segredo de R$ 5 bilhões: a regra de ouro dos multimilionários para proteger o patrimônio (e como você pode copiar)

23 de abril de 2026 - 6:04

Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra

O QUE COMPRAR AGORA

A mamata da bolsa acabou? Ibovespa pode chegar nos 210 mil pontos, segundo o BofA, mas as ações já não estão baratas

22 de abril de 2026 - 17:29

O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui

NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

NO BALANÇO DAS HORAS

Do ouro e prata ao cobre e níquel, o tic-tac do cessar-fogo derruba commodities metálicas 

21 de abril de 2026 - 15:53

A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas

INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia