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Existe uma certa desconfiança de que o plano de US$ 1,9 trilhão apresentado por Biden encontre dificuldades de ser aprovado pelo Congresso, ainda que o democrata tenha conquistado a maioria das duas casas. No Brasil, situação do coronavírus reacende a pressão sobre o cenário fiscal
Hoje foi dia de recorde, mas não do tipo que o mercado financeiro está acostumado.
Nesta sexta-feira (15), chegamos ao número de 2 milhões de mortos pelo coronavírus, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins, e a situação em torno da doença parece estar longe de acabar — mesmo naqueles países onde a vacinação já começou.
Aqui no Brasil nem previsão para a vacinação temos. O que temos são 207 mil mortos, um sistema de saúde prestes a colapsar e o endurecimento das medidas de isolamento social. Enquanto isso, a Anvisa ainda estuda se deve ou não liberar as duas vacinas candidatas que pediram aval para uso emergencial no país.
A crise sanitária mais uma vez respinga no político, de forma inevitável. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente da República, Jair Bolsonaro, voltaram a trocar farpas.
Maia até mesmo convocou o Congresso para voltar antes do recesso parlamentar, com o intuito de aprovar novas medidas de suporte. O governador João Doria anunciou o endurecimento das medidas de isolamento em oito regiões do estado e aproveitou para pressionar o presidente sobre o início da vacinação.
Como se não bastasse, o clima no exterior também não estava dos melhores. Além do pacote de estímulos fiscais anunciado pelo presidente eleito Joe Biden na noite de ontem ter sido US$ 100 milhões menor do que o esperado, o medo de que o pacote seja diluído ou enxugado pelos parlamentares passou a rondar o mercado.
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Esse clima de cautela que tomou conta dos negócios hoje não é bem uma novidade. A semana inteira os mercados flertaram com uma fuga do risco, após o ritmo frenético de alta nos primeiros dias de 2021.
O Ibovespa não só seguiu a tendência dos mercados internacionais como também recuou com ainda mais força, fechando o dia em queda firme de 2,54%, aos 120.348,80 pontos, acumulando um recuo de 3,8% na semana.
Essa soma de aspectos negativos pressionou o dólar para cima. Depois de três quedas seguidas (que quase zeraram os ganhos do ano), a moeda americana teve alta de 1,81%, a R$ 5,3042. A divisa acumula um recuo de 2,07% na semana.
O mercado de juros também pegou carona na cautela e a alta do dólar, com os investidores pressionando principalmente os juros longos. Confira as taxas de fechamento:
A expectativa pelo anúncio do pacote de estímulos prometido pelo presidente eleito Joe Biden impulsionou as bolsas globais ontem. Na verdade, desde que os democratas ganharam também a maioria do Senado (após o segundo turno na Geórgia), o mercado vinha precificando uma facilidade maior para que o governo aprovasse medidas de estímulos. Essa foi, inclusive, a razão por trás do rali frenético nos primeiros dias de 2021.
Se no passado recente o pacote deu fôlego extra para os investidores, hoje a situação é totalmente diferente.
Antes mesmo do anúncio, na tarde de ontem, os agentes do mercado financeiro já haviam se mostrado um pouco menos otimistas, após o The New York Times indicar que o pacote seria de US$ 1,9 trilhão e não de US$ 2 trilhões como inicialmente se acreditava. A notícia minou os ganhos das bolsas americanas, que chegaram a bater um novo recorde intraday no começo da tarde. Durante a noite, Biden confirmou detalhes do pacote fiscal.
A cautela dos investidores vem da leitura de que ter a maioria nas duas casas legislativas do país pode não ser o suficiente para aprovar o pacote. Segundo João Vitor Freitas, da Toro Investimentos, existe um questionamento principalmente sobre a possibilidade do plano ser diluído ou enxugado pelos parlamentares, aprovando apenas parte do pacote.
A falta de estímulos preocupa em um momento em que a economia começa a dar sinal de ainda estar longe de seu melhor. Hoje foi dia de conhecer o resultado das vendas no varejo em dezembro. O indicador recuou pelo segundo mês consecutivo, aumentando a preocupação com a capacidade de recuperação da economia norte-americana.
Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam no vermelho. O Dow Jones caiu 0,57%, o S&P 500 recuou 0,72% e o Nasdaq teve a queda mais pronunciada, a 0,87%. Na Europa, as principais praças também tiveram um dia negativo para os negócios. O início da temporada de balanços, com resultados mistos dos bancões norte-americanos, também trouxe volatilidade para os negócios.
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“Faltam notícias boas”. Foi assim que o analista-chefe da Necton resumiu bem a pressão extra que recaiu sobre a bolsa brasileira nesta sexta-feira.
Em muitos momentos o mercado conseguiu se apoiar nas expectativas positivas com vacinas, estímulos e breves sinais de recuperação econômica, mas esse não foi o caso hoje.
A “primeira onda” do coronavírus ainda nem mostrava sinais de desaceleração e especialistas em todo o mundo já falavam nos perigos de uma segunda onda para a economia. Agora parece que a tal da “segunda onda” chegou de vez.
No exterior, diversos países e regiões voltaram ao estágio de lockdown completo, mesmo com as campanhas de vacinação começando a avançar em diversos locais.
No Brasil, a questão da vacinação segue um tanto incerta, em um momento em que o país segue registrando mais de 1 mil mortos diariamente. Aliás, o tema vacina tem causado um grande desgaste político no Brasil.
Além do já conhecido cabo de guerra entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, existem problemas também com as doses de vacina que a União diz ter adquirido da Índia. A entrega das duas milhões de doses da vacina da AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, sofrerá um atraso.
Para conter o avanço da doença — que já sobrecarrega o sistema de saúde pelo país afora e coloca Manaus em uma situação de calamidade pública — novas medidas de isolamento social podem se fazer necessárias.
Em São Paulo, o governador João Doria adiantou a revisão do status das regiões e endureceu as regras de quarentena em oito regiões do estado. A região da Grande São Paulo segue em fase amarela.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, vem convocando o Congresso para avaliar a situação. Segundo Freitas, isso deixa o mercado preocupado com a possibilidade de que novos estímulos também sejam aprovados por aqui. E quanto mais uma vacina demora, mais longe ficamos de uma volta à normalidade.
Vale lembrar que o risco de se romper o teto de gastos é uma das maiores preocupações do mercado, já que o crescimento dos gastos públicos pressiona a saúde fiscal do país.
Após seis meses consecutivos de alta, o comércio varejista ficou próximo da estabilidade em novembro, com o volume de vendas recuando 0,1% em relação a outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado veio abaixo da mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast com economistas, de 0,3%. Mesmo assim, ela ficou dentro do intervalo de expectativas, que iam de queda de 0,6% a alta de 1,5%.
Um dos assuntos da semana foi a possível demissão do presidente do Banco do Brasil, André Brandão, após o presidente Jair Bolsonaro mostrar descontentamento com o plano de reestruturação do BB e que deve resultar em demissões.
Nos últimos dias, os rumores políticos giraram em torno dessa possível interferência governamental no banco estatal. O mercado também teve dúvidas sobre a política de preços da Petrobras, que ainda não repassou a alta dos preços para os consumidores.
O analista-chefe da Necton, Glauco Legat, explica que essa situação de "ingerência política" traz insegurança ao mercado pois mostram que o presidente não está compromissado com uma gestão mais liberal. ""Essa avaliação negativa pode colocar em xeque medidas mais estruturais. Será que ele vai de fato querer fazer reformas? Será que essa pauta de reformas estruturais e microagendas vai andar?."
Ainda não existe um desfecho para essa novela, mas as ações do BB sofreram mais um dia de queda acentuada (3,10%), acumulando um recuo de mais de 8% na semana.
Apenas um punhado de ações conseguiram terminar o dia no azul. Dentre as maiores altas temos empresas que foram prejudicadas recentemente com a queda do dólar e que se beneficiam de um cenário com a moeda valorizada, já que a maior parte das suas receitas são na moeda americana — esse é o caso da Suzano. Temos também a JHSF, que acabou de divulgar a sua prévia operacional.
Marcio Lórega, da Ativa Investimentos, também destaca que em um cenário em que novas medidas severas de isolamento social sejam adotadas, as ações das empresas de e-commerce, ou chamadas de "nova economia" tendem a voltar ao topo da tabela, como é o caso da B2W nesta sexta-feira.
Confira a tabela com as maiores altas do pregão de hoje:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| BTOW3 | B2W ON | R$ 81,30 | 5,11% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 61,15 | 2,50% |
| RAIL3 | Rumo ON | R$ 21,21 | 2,27% |
| JHSF3 | JHSF ON | R$ 7,48 | 2,05% |
| CPFE3 | CPFL Energia ON | R$ 32,24 | 1,51% |
Dentre as quedas do dia, podemos destacar as empresas ligadas ao minério de ferro, que vinham se valorizando bastante nos últimos tempos. O analista-chefe da Necton destaca que assim como o setor bancário, é natural que exista um movimento de correção dos papéis.
Além disso, temos também as ações da Unida e da Localiza, que caíram forte após rumores de que o Cade deve barrar a proposta de fusão das duas companhias.
Confira os destaques negativos do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 34,36 | -8,10% |
| LCAM3 | Unidas | R$ 28,83 | -5,94% |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 26,08 | -5,92% |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | R$ 11,80 | -5,30% |
| SANB11 | Santander Brasil units | R$ 43,70 | -5,00% |
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