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FECHAMENTO DOS MERCADOS

Investidor não gostou do que Powell disse: bolsas devolvem ganhos em Nova York e Ibovespa acompanha; dólar sobe a R$ 5,5009

O Fed manteve a taxa de juros na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano, como era esperado, mas a declaração do chefe do banco central norte-americano jogou um balde de água fria nos mercados

Montagem de homem de cabelos brancos, camiseta branca e uma camisa marrom segurando um balde azul com água e um fundo gráfico do mercado de ações
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed) - Imagem: Montagem Andrei Morais / Adobe Firefly / Federal Reserve

As bolsas aqui e lá fora até tentaram engatar uma alta, mas uma sinalização de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), colocou tudo a perder. Wall Street devolveu parte dos ganhos vistos mais cedo e o Ibovespa acompanhou, afastando-se dos 139 mil pontos. 

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Embora tenha reconhecido que, em algum momento, será apropriado cortar os juros nos EUA, Powell disse que ainda vai esperar para ver o impacto das tarifas de Donald Trump na inflação.

Segundo o chefe do BC norte-americano, o Fed "está começando a ver alguns efeitos" das tarifas sobre a inflação. Ele também afirmou que a autoridade monetária está  "bem posicionada para esperar" antes de fazer qualquer ajuste nos juros. 

Na decisão de hoje, o comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) manteve os inalterados na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano, patamar no qual a taxa se mantém desde dezembro. Você pode conferir a decisão em detalhes aqui.

O comunicado veio acompanhado de projeções econômicas atualizadas. Nelas, o Fomc manteve os dois cortes de juros em 2025. O mercado espera que o afrouxamento monetário comece em setembro nos EUA, de acordo com dados compilados pelo CME Group após a decisão de hoje. A maior probabilidade é de uma redução de 0,50 ponto percentual da taxa. 

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Para a Capital Economics, o Fed manterá os juros inalterados durante 2025 sob o temor das tarifas de Trump. Já para André Valério, economista-sênior do Inter, o banco central norte-americano só deve agir “quando houver sinais claros de que o mercado de trabalho está em recessão”. 

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Com esse balde de água fria, o Dow Jones fechou o dia em queda de 0,10%, aos 42.171,66 pontos, e o S&P 500 recuou 0,03%, aos 5.980.87 pontos, enquanto o Nasdaq foi o único que terminou o dia no azul, com alta de 0,13%, aos 19.546,27 pontos. 

Ibovespa acompanha bolsas em Nova York

Por aqui, o Ibovespa chegou a firmar alta nas declarações iniciais de Powell, ensaiando retomar o fechamento na linha dos 139 mil pontos, mas perdeu fôlego. 

A piora veio 1h antes do fim do pregão, com a declaração de Powell indicando que o Fed ainda está atento e cauteloso quanto a possíveis consequências da política tarifária adotada por Trump. 

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"Sabemos que os efeitos das tarifas virão, e estamos esperando para ver", disse Powell.

Com isso, o principal índice da bolsa de valores terminou o dia em queda de 0,09%, aos 138.716,64 pontos. 

No mercado de câmbio, o dólar à vista subiu 0,07%, cotado a R$ 5,5009. 

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O efeito do conflito entre Irã e Israel nos mercados

Paralelamente à decisão do Fed, os investidores globais também continuaram monitorando os efeitos do conflito entre Irã e Israel.

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Os ataques entre os dois países entraram no sexto dia nesta quarta-feira (18), quando o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse que Teerã não se renderá e alertou que os EUA "sem dúvida sofrerão danos irreparáveis" se entrarem no conflito.

Do lado de fora da Casa Branca, Trump dizia a repórteres que os iranianos entraram em contato e sinalizaram que enviariam uma delegação a Washington para negociações.

"Eles querem negociar", disse Trump. "Eles até sugeriram que viessem à Casa Branca. Isso é corajoso. Não é fácil para eles fazerem isso."

Em meio à escalada de tensões, os contratos futuros de petróleo fecharam em leve alta hoje, após um forte avanço na sessão anterior, quando foram impulsionados pelas perspectivas de um envolvimento direto dos EUA no conflito entre Israel e Irã.

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Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o futuro do WTI para agosto fechou em alta de 0,31%, a US$ 73,50 o barril. O Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 0,32%, a US$ 76,70 o barril.

“No geral, nossa premissa de trabalho ainda é que o mercado resistirá razoavelmente bem a essa tempestade, mas se o conflito Israel-Irã continuar no caminho para um dos cenários mais adversos, essa resiliência enfrentará um teste severo", diz a Capital Economics em nota.

Nos cálculos da consultoria, uma escalada do conflito nesses níveis poderia levar o petróleo para entre US$ 130 e US$ 150 o barril. 

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