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Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Larissa Vitória
DIA DE DECISÃO

Fed mantém juros, mas mercados azedam após dirigentes defenderem alta de taxas em 2023

Fed voltou a afirmar compromisso com as metas, mas aquecimento da economia e inflação acelerada preocupam o mercado

16 de junho de 2021
15:09 - atualizado às 16:41
Jerome Powell Fed
Presidente do Fed, Jerome Powell. - Imagem: Federal Reserve

Iniciando oficialmente a “Super Quarta”, que ainda contará com a decisão do Copom após o fechamento do mercado, o Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc, na sigla em inglês) manteve inalterada a sua taxa básica de juros, entre 0% e 0,25% ao ano, em mais uma decisão unânime nesta quarta-feira (16).

Contudo, as novas projeções da instituição revelam que a maior parte de seus dirigentes espera uma alta nas taxas de juros em 2023.

Em coletiva de imprensa após o comunicado, o presidente do Fed, Jerome Powell, voltou a falar em um “apoio poderoso” do banco central dos EUA à economia.

O dirigente admitiu que, com os preços acima das expectativas nos últimos meses, a inflação poderá ficar "maior e mais persistente" do que o previsto pela instituição.

Mercados reagem mal

Apesar da decisão em linha com o esperado pelo mercado, a leitura de cenário não agradou. Em Nova York, as bolsas aprofundaram a queda logo após o anúncio e as declarações de Powell pioraram ainda mais a situação.

Por volta das 15h53, o Nasdaq recuava 0,92%, o S&P 500 tinha queda de 0,85% e o Dow Jones caia 0,95%

O Ibovespa também reagiu mal ao anúncio e acompanhou Nova York, renovando a mínima do dia. O principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 1,34%, aos 128.345 pontos.

Com os indicativos, o dólar, que havia ficado abaixo dos R$ 5 pela primeira vez em um ano, inverteu o sinal e voltou aos R$ 5,08.

Entenda a decisão

Repetindo o discurso que tem sido aplicado exaustivamente nos últimos meses, o Fed afirmou que a entidade seguirá aplicando todas as ferramentas disponíveis para apoiar a recuperação da economia até que sejam atingidos o pleno emprego e a estabilização dos preços.

O Fed também garantiu a manutenção da compra de pelo menos US$ 80 bilhões de Treasuries por mês e Powell reforçou que o apoio econômico seguirá pelo "tempo necessário na recuperação".

"A trajetória da economia dependerá significativamente do curso do vírus, incluindo o progresso da vacinação", declarou a instituição em comunicado, acrescentando que os "riscos para as perspectivas econômicas permanecem".

Confira a entrevista coletiva completa de Jerome Powell, presidente do Fed

A instituição destacou que o avanço da política de vacinação nos Estados Unidos, aliado ao suporte dado para a economia, tem impactado positivamente os indicadores de atividade, levando a uma melhora da economia e do mercado de trabalho do país e que a inflação segue refletindo 'em sua maioria' aspectos transitórios.

Contudo, apesar da tentativa de tranquilizar os mercados, Powell reconheceu que a inflação cresceu "de modo notável" nos últimos meses.

A autoridade monetária está sob pressão, com os indicadores de preços cada vez mais fortes, alimentando os temores de que uma elevação dos juros ocorra antes de 2023.

No entanto, outros setores da economia americana seguem mostrando fraqueza, o que permite que o Fed siga com sua política monetária altamente acomodatícia. O presidente da instituição destacou, inclusive, que "as condições para alta nos juros estão muito distantes".

O que o futuro reserva?

Junto com o comunicado, o Fed divulgou também as projeções de seus dirigentes para os próximos anos. O gráfico de pontos da instituição revelou que a maior parte deles espera uma alta nas taxas de juros em 2023.

Nove das 18 autoridades monetárias estimam que os percentuais subam entre 0,5% e 1,25% no período. O número daqueles que projetam que a taxa permanecerá na faixa atual, de 0% a 0,25%, durante os próximos dois anos, caiu de 11 para cinco.

Já a previsão para o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu para 3,4%, contra projeção anterior de 2,4%. Contudo, na estimativa de longo prazo, o índice manteve-se em 2%.

Confira as projeções:

*Conteúdo em atualização

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