🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Fim da crise?

Debêntures voltam a render mais que o CDI; hora de investir?

Após a crise que levou a uma onda de saques nos fundos que investem nos títulos de crédito emitidos por empresas, resultado do mês passado foi o melhor desde agosto de 2017

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
7 de fevereiro de 2020
5:26 - atualizado às 23:10
Investimentos
Investimentos - Imagem: Mind and I/Shutterstock

Manja debêntures? A pergunta lançada pela antiga propaganda de um bancão talvez faça mais sentido agora, diante da crise que mexeu com o mercado de títulos emitidos por empresas ao longo do segundo semestre do ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois da forte sacudida que derrubou a rentabilidade e levou a uma onda de saques nos fundos que investem nesses papéis, o mercado começa a dar sinais de volta à normalidade.

Em janeiro, o retorno do Idex, índice de debêntures calculado pela gestora JGP, foi de 0,70% – o equivalente a 184% do CDI. Foi o segundo mês seguido em que o indicador bate o referencial das aplicações de renda fixa.

O resultado do mês passado também deixou aplicações como a bolsa e fundos imobiliários no chinelo e foi o melhor desde que o índice começou a ser calculado, em agosto de 2017.

É claro que o retorno de curto prazo diz muito pouco sobre o que esperar daqui para frente. Por isso eu conto para você o que deu errado no passado recente e se vale a pena (voltar a) investir nos fundos que compram debêntures.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que aconteceu?

De certo modo, esse mercado foi “vítima” do próprio sucesso. Com a queda da taxa básica de juros (Selic), os fundos de crédito privado, que investem boa parte do patrimônio em debêntures, se tornaram uma opção para o investidor que buscava um retorno adicional sem sair do conforto da renda fixa.

Leia Também

O forte aumento na captação desses fundos – muitos deles vendidos de forma errada pelas plataformas de investimento – provocou uma distorção no mercado de debêntures.

Como acontece toda vez em que há mais demanda do que oferta, os papéis ficaram caros demais. Foi o ajuste a esse movimento que fez a rentabilidade dos papéis (e por tabela dos fundos) despencar a partir de agosto do ano passado.

O rendimento das debêntures chegou a registrar queda por dois meses consecutivos, o que derrubou por tabela a retorno dos fundos. Imagine o efeito disso para os investidores habituados até então a ganhos acima do CDI praticamente sem volatilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Resgates diminuem

No acumulado de 2019, o índice de debêntures marcou alta de 5,57% em 2019, abaixo dos 5,97% do CDI. Longe de ser uma tragédia, mas o suficiente para os investidores, principalmente os que não “manjavam debêntures”, pedirem o resgate dos fundos.

Na estimativa da JGP, o volume aplicado nos fundos de crédito “puro sangue” saltou de R$ 15 bilhões em 2014 para R$ 100 bilhões no auge da euforia, em julho do ano passado. Com a crise, eles perderam quase 15% do patrimônio nos meses seguintes.

Os resgates, contudo, vêm diminuindo desde dezembro, em outro sinal de que o mercado começa a voltar ao normal. Para a XP Investimentos, o segundo semestre de 2019 foi traumático (e elucidador) para os investidores de fundos de crédito privado. Não tanto pelos retornos magros, mas pela quebra de expectativas.

A recuperação do mercado tem se dado em um ritmo mais rápido do que o esperado, escreveu Samuel Ponsoni, responsável pela área de análise de fundos da XP. A expectativa dele é que os resgates nos fundos continuem caindo e se revertam para captações ainda antes do Carnaval.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mercado parou

Justamente quando a balança voltou a pender favoravelmente para o lado do investidor com a melhora nas taxas, o volume de novas ofertas de debêntures teve forte queda.

Sem contar os papéis que ficam na carteira dos bancos, a estimativa é que as emissões tenham ficado abaixo de R$ 1 bilhão em janeiro, me disse Alexandre Muller, sócio e responsável pela área de crédito da JGP. Para efeito de comparação, a média mensal de ofertas de debêntures no ano passado superou os R$ 10 bilhões.

Depois da paradeira de janeiro, as empresas se preparam para voltar ao mercado e captar recursos com a emissão de debêntures, segundo Philip Searson, responsável pela área de renda fixa do Bradesco BBI.

“O ponto positivo desse ajuste no mercado é que ele não teve nada a ver com a qualidade de crédito das companhias”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Então, vale a pena investir?

Com a melhora nas taxas e a menor oferta, os títulos de dívida emitidos pelas empresas ficaram mais atrativos para o investidor. O principal risco para quem entrar em um fundo de crédito neste momento é o de que o ajuste não tenha terminado.

Mas o executivo do Bradesco BBI vê pouco espaço para uma repetição do movimento nos patamares atuais. “Quando os spreads de crédito das debêntures abrem, os ativos ficam interessantes para os bancos comprarem, o que traz estabilidade e um teto para os preços.”

Fiz a mesma pergunta para Alexandre Muller, da JGP. Para ele, o nível de taxa de juros pago pelas empresas com melhor qualidade de crédito deve se estabilizar na casa de 1% a 1,10% sobre o CDI.

“Como os spreads encerraram o mês passado na casa de 1,26% acima do CDI, nossa sensação é de que há algum espaço para compressão”, disse. Isso significa que, sim, investir em um bom fundo de crédito privado pode ser uma oportunidade para diversificar a parcela da sua carteira dedicada à renda fixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como escolher?

Na hora de escolher um fundo, eu considero melhor evitar os que pagam o resgate imediato ou em um prazo menor que uma semana. Apesar da liquidez mais restrita (ou justamente por ela), os produtos com carência de pelo menos 30 dias são os mais adequados nessa modalidade.

Isso porque o maior prazo para o pagamento dos resgates garante mais tempo para que o gestor consiga administrar a compra e venda de papéis da carteira sem prejudicar os demais cotistas.

Os fundos de crédito também não são indicados para os recursos da reserva de emergência, aquele dinheiro que você pode precisar a qualquer momento. Outra dica –que vale para qualquer investimento, aliás – é não se guiar apenas pela rentabilidade passada e "manjar" os riscos de cada aplicação para evitar surpresas negativas no futuro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TECNOLOGIA VERDE

WEG (WEGE3) anuncia fábrica de baterias em SC para impulsionar expansão em energias renováveis; confira os detalhes

4 de fevereiro de 2026 - 15:36

Nova unidade em Itajaí terá foco em sistemas de armazenamento de energia e deve gerar 90 empregos diretos até 2027

SAÍDA DA LIDERANÇA

Raízen (RAIZ4) anuncia segunda renúncia do conselho de administração em menos de uma semana; o que acontece com a empresa?

4 de fevereiro de 2026 - 14:59

Já é a segunda mudança da empresa, que atua com cultivo de cana-de-açúcar, produção de etanol, açúcar e bioenergia, em poucos dias

ENTENDA O HISTÓRICO

Sócia da Fictor quer mais tempo para cumprir exigências básicas na oferta para empresa que “sobrou” após IPO reverso da Fictor Alimentos

4 de fevereiro de 2026 - 14:30

Oferta anunciada em 2025 segue sem sair do papel após pedido de prazo da Aqwa, subsidiária da holding americana parceira da Fictor

REAÇÃO AO RESULTADO

O que faltou no balanço do Santander Brasil no 4T25? Por que SANB11 cai na bolsa mesmo com o maior lucro em 4 anos

4 de fevereiro de 2026 - 12:12

Ação cai mesmo com lucro acima do consenso; entenda a visão dos analistas sobre o 4T25 do Santander

APÓS O BALANÇO

“O país não deveria aceitar que um novo Banco Master possa acontecer de novo”, diz CEO do Santander Brasil (SANB11)

4 de fevereiro de 2026 - 11:51

Durante teleconferência de balanço do Santander Brasil, o CEO Mario Leão comentou o caso do Banco Master e revelou o que esperar da estratégia do banco daqui para frente

COMO FICAM OS ACIONISTAS

Hypera (HYPE3) anuncia aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, mas BTG não gostou; entenda o porquê

4 de fevereiro de 2026 - 11:30

BTG vê aumento de capital da Hypera como sinal de dificuldade para reduzir dívida de forma orgânica e alerta para diluição de até 10% aos acionistas

CASO MASTER

Alvo da PF, fundador da Reag tem participação relevante no BRB, diz estatal; entenda

4 de fevereiro de 2026 - 9:57

Considerando todas as classes de ações, João Carlos Mansur chegou a 4,55% do capital total do BRB

FUNCIONÁRIOS MILIONÁRIOS

O preço da inovação: entenda a política salarial que faz da Nvidia uma ‘fábrica de milionários’ também para quem trabalha lá

4 de fevereiro de 2026 - 9:37

Abordagem do CEO da Nvidia impacta positivamente a remuneração dos funcionários de longa data em meio ao crescimento da companhia

SURPRESA OU DÉJÀ-VU?

Itaú (ITUB4) sem surpresas? Performance do 4T25 pode ser “bola cantada” — mas investidor deveria estar de olho em outro anúncio

4 de fevereiro de 2026 - 7:17

O banco deve apresentar mais um desempenho sólido, reforçando a fama de instituição que não surpreende — e mesmo assim lidera

RESULTADO

Santander Brasil (SANB11) tem melhor lucro em 4 anos e ROE sobe a 17,6% — mas inadimplência acende alerta no 4T25

4 de fevereiro de 2026 - 6:32

Banco entrega resultado acima do esperado em meio a rumores de OPA, enquanto saúde da carteira de crédito segue no radar; veja os destaques do balanço

HORA DE COMPRAR

Vivara (VIVA3): nem ouro e prata caros tiram ação da lista de queridinhas. Por que BTG e Santander seguem tranquilos?

3 de fevereiro de 2026 - 19:02

BTG Pactual e Santander avaliam que os riscos de curto prazo foram exagerados e mantêm recomendação de compra para a ação

VAI PINGAR POUCO?

A torneira de dividendos da Petrobras (PETR4) vai fechar? Os motivos para o Bradesco BBI cortar a recomendação das ações da petroleira

3 de fevereiro de 2026 - 16:55

Analistas do banco apontam fundamentos frágeis para o petróleo e riscos na agenda da estatal, mas o mercado segue otimista com Ibovespa em recorde

HORA DE COMPRAR

A máquina de aquisições parou, e o BTG Pactual gostou: por que a Allos (ALOS3) virou a “queridinha” do banco?

3 de fevereiro de 2026 - 16:30

Deixando para trás uma política mais agressiva de M&As (fusões e aquisições), a empresa agora foca em gerar valor ao acionista — e o BTG Pactual gostou bastante da alteração na rota

ANTES DO BALANÇO

Santander Brasil (SANB11) pode sair da bolsa brasileira? Citi vê OPA no horizonte, enquanto mercado aguarda balanço do 4T25

3 de fevereiro de 2026 - 16:02

Com capital sobrando e foco em eficiência, grupo espanhol avalia simplificação da estrutura — e Brasil pode estar no radar, de acordo com o banco norte-americano

VEJA QUAL É

O setor açúcar e etanol anda mal, mas o Itaú BBA acredita que esta ação deve estar na carteira — potencial de alta é de 36%

3 de fevereiro de 2026 - 15:01

Banco iniciou cobertura do papel com recomendação de compra, apesar do cenário adverso para o segmento

Bilionários

Como fechar lojas devolveu a um empresário o posto de terceiro homem mais rico do mundo — ao menos momentaneamente

3 de fevereiro de 2026 - 12:58

Jeff Bezos viu sua fortuna crescer com o anúncio de fechamento de lojas físicas da Amazon Go e Fresh.

TOP 1

Elon Musk junta SpaceX e xAI em negócio de US$ 1,25 trilhão e vai direto para o topo do ranking histórico das megafusões

3 de fevereiro de 2026 - 11:45

A incorporação da xAI pela SpaceX coloca a jogada de Elon Musk no topo do ranking histórico das maiores fusões e aquisições da história

FÔLEGO CURTO

Caso Fictor: Justiça concede “fôlego” de 30 dias à holding — mas sob suspeita de pirâmide financeira

3 de fevereiro de 2026 - 11:32

Decisão liminar concede alívio parcial à holding, mas impõe uma perícia para investigar acusações de fraude e capital inflado

VEJA OS DETALHES

Correndo para sair da recuperação judicial, Azul (AZUL53) anuncia mais uma oferta de ações que pode movimentar R$ 5 bilhões

3 de fevereiro de 2026 - 10:40

Oferta de ações faz parte do plano sob o Chapter 11 e busca reduzir dívidas e atrair capital de longo prazo

A FATURA DA FRAUDE

Investidores da Americanas (AMER3) cobram R$ 12,8 bilhões e tentam fazer ex-controladores pagarem a conta da fraude

3 de fevereiro de 2026 - 10:03

Acionistas alegam prejuízos causados por demonstrações financeiras fraudadas e pedem responsabilização de Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles após o colapso da empresa, em 2023

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar