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Ministro também disse que "é absolutamente natural que o juro de equilíbrio desça e que o câmbio de equilíbrio suba um pouco"

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que sua equipe continua em ritmo das reformas e que, com isso, o País vai crescer 2%. "Estamos recuperando a dinâmica de crescimento do País".
"Não precisamos temer a turbulência internacional. Evidente que há sempre efeitos, mas o Brasil sempre teve sua própria dinâmica de crescimento, é um país continental", disse.
"É perfeitamente possível o mundo desacelerar — o mundo está em desaceleração sincronizada, a América Latina está estagnada, e o Brasil vai decolar".
O ministro também disse que "é absolutamente natural que o juro de equilíbrio desça e que o câmbio de equilíbrio suba um pouco". "O câmbio é flutuante, o Banco Central opera isso. Mas o patamar é inquestionavelmente mais alto."
O ministro aproveitou as recentes divergências entre o governo e o Congresso para defender a aprovação das reformas e do novo Pacto Federativo. Segundo ele, é preciso "transformar um aparente desentendimento" em algo construtivo.
Durante cerimônia de lançamento da nova linha de crédito imobiliário da Caixa, o ministro da Economia passou uma série de recados ao Legislativo. Guedes falou que "pode haver exagero de um lado ou outro", que "todo mundo fica nervoso" ao discutir questões orçamentárias.
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Mas, segundo Guedes, não vale a pena brigar por cerca de R$ 10 bilhões quando há possibilidade de o Pacto Federativo dar mais autonomia para Estados e municípios.
Guedes destacou que as reformas "têm várias dimensões" e que a classe política também está convidada para entrar nas discussões sobre Pacto Federativo. "Façamos as reformas e aí teremos 100% do orçamento para discutir e construir juntos", declarou.
Esta semana, ao reclamar da suposta "chantagem" que o presidente Jair Bolsonaro sofre do Parlamento, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, acabou expondo o descontentamento de deputados e senadores com Guedes.
Na avaliação da cúpula do Congresso, Heleno e Guedes são hoje os novos integrantes da "ala ideológica" do governo e insuflam Bolsonaro contra os parlamentares.
"Esse empurra-empurra (entre governo e Congresso sobre o orçamento) é normal", minimizou Guedes. Em linha de raciocínio semelhante ao que diz Heleno, Guedes falou que se o Orçamento Impositivo for grande demais, fica parecendo que o País está em um "parlamentarismo branco", mas que o outro extremo também não é satisfatório para o Congresso.
Guedes afirmou, ainda, que é preciso respeitar quem ganhou a eleição. "Espera três anos e tenta de volta", declarou.
*Com Estadão Conteúdo
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