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Presidente da Câmara se pronunciou sobre a ofensa do presidente Bolsonaro à jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo
Para o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), episódios na direção contrária da democracia e liberdade de imprensa podem afastar investidores do País.
"Todo mundo sabe a importância que tem para a democracia a liberdade de imprensa, todo mundo sabe o respeito às mulheres, aos jornalistas, à liberdade de imprensa. Tudo o que acontece que vai na linha contrária vai sinalizando de forma negativa para a sociedade e para os investidores no Brasil", disse.
Maia se pronunciou sobre a ofensa do presidente Jair Bolsonaro à jornalista Patrícia Campos Mello, repórter do jornal Folha de S.Paulo. "Eu já comentei sobre esse assunto, da gravidade desse assunto, todos sabem a minha posição, eu não preciso ficar narrando cada vez que um episódio triste e lamentável como esse acontece", disse.
Para ele, isso causa dificuldade. "Por isso que quando começa o ano, a economia está sempre crescendo num patamar mais alto, chega no final do ano a economia caminha para outro patamar, porque esse tipo de declaração sempre vai gerando perplexidade e insegurança na sociedade brasileira", disse.
Maia fez ainda críticas ao chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que teria feito críticas ao Congresso sobre a aprovação do Orçamento impositivo.
"Geralmente na vida, quando a gente vai ficando mais velho vai ganhando equilíbrio, experiência e paciência. O ministro pelo jeito está ficando mais velho e está falando como um jovem", disse. "Uma pena que um ministro com tantos títulos tenha se transformado num radical ideológico", afirmou.
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Na onda das declarações, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), reagiu ao comentário de Heleno sobre o Congresso Nacional.
Um dos principais auxiliares do presidente Jair Bolsonaro, Heleno reclamou de "chantagem" dos parlamentares durante conversa com os ministros Paulo Guedes (Economia) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo em cerimônia no Palácio da Alvorada.
"Nenhum ataque à democracia será tolerado pelo Parlamento", afirmou Alcolumbre em nota enviada à imprensa. "O Congresso Nacional seguirá cumprindo com as suas obrigações", escreveu o parlamentar, defendendo "democracia, independência e harmonia dos Poderes".
O comentário de Heleno foi feito em torno da disputa entre Executivo e Congresso Nacional pelo controle orçamentário neste ano, período eleitoral.
Uma semana após o governo anunciar um acordo com as cúpulas da Câmara e do Senado sobre os vetos ao projeto que amplia o orçamento impositivo, Bolsonaro determinou que seus auxiliares voltassem à mesa de negociação.
Na noite de terça-feira, 18, os presidentes da Câmara e do Senado se reuniram com Guedes e Ramos e reforçaram o acordo firmado na semana anterior, apesar do incômodo de Bolsonaro com a negociação.
*Com Estadão Conteúdo.
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