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Em 2019 ele votou a favor do projeto, mas agora defende os vetos do pai à proposta, que estão no centro da polêmica atual entre o Executivo e o Legislativo
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) negou que esteja se contradizendo na questão do Orçamento Impositivo, em um vídeo na sua página oficial no Twitter neste domingo (1). Em 2019, Eduardo votou a favor do projeto, mas agora defende os vetos do pai, o presidente Jair Bolsonaro, à proposta, que estão no centro da polêmica atual entre o Executivo e o Legislativo.
No vídeo, o deputado reconhece que votou a favor das emendas impositivas de bancada no ano passado, mas argumenta que a discussão atual, no âmbito da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é diferente, e esclarece que é contrário à concentração de poder de decisão sobre o montante de emendas no relator do Orçamento, o deputado federal Domingos Neto (PSD-CE).
"Eu votei a favor da PEC 34, que era o chamado Orçamento impositivo das bancadas. O impacto disso é de 1% das receitas e, se o governo não tivesse dinheiro para cumprir esse orçamento das bancadas, não acontecia nada. Agora a LDO, que é outra matéria, totalmente diferente, está dando R$ 30 bilhões para uma única pessoa, que é o relator do Orçamento. E se o presidente não executá-la em 90 dias, ele incorre em crime de responsabilidade."
Eduardo Bolsonaro também faz menção à deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) no vídeo. Ontem, a Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S.Paulo, publicou uma entrevista com a deputada em que ela afirma que "Eduardo mina todo mundo que dá sustentação ao pai" com o objetivo de ser o candidato ao Planalto em 2022.
"Agora, amada Janaina, explica para a gente porque você votou a favor do líder do grupo do Bozzella para o PSL na Alesp, já que todo mundo sabe muito bem a fama do Bozzella e o que ele quer para o nosso Brasil?"
A ala mais ligada a Bolsonaro perdeu a liderança da bancada na Alesp para o deputado Rodrigo Gamballe, considerado mais próximo do deputado federal Júnior Bozzella (PSL-SP), que é dirigente estadual do partido e braço direito de Luciano Bivar, por isso visto como traidor pelos bolsonaristas.
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Em outra publicação em sua página neste domingo, Eduardo disse que nunca pensou em entrar na política, mas que depois amadureceu e percebeu a importância de participar ativamente da vida política, porque a vida de todos passa por Brasília, segundo ele. "Sempre tive aquele asco quase que natural do meio político devido ao ambiente tóxico que expõe o que os seres humanos têm de pior na disputa pelo poder."
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