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Presidente da Câmara também afirmou que a base do governo precisa pensar em soluções para o próximo ano diante do cenário de crise
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que um candidato à sua sucessão, para as eleições de fevereiro do ano que vem, sem agenda liberal não terá chance de vitória.
"A minha opinião é que nenhum candidato a presidente da Câmara que não defenda uma agenda liberal na economia tem chance de sair vitorioso no plenário da Câmara", disse o deputado em evento promovido pelo Banco Itaú nesta sexta-feira, 6.
"A gente está vendo movimentos, e sabe que esses movimentos estão trazendo deputados que querem a presidência para um discurso que nunca fizeram", afirmou.
Maia ressaltou que, no sistema do País, o presidente da Câmara tem um papel decisivo no avanço de reformas estruturantes. "É claro que eu vou sempre defender um presidente da Câmara que garanta a harmonia dos Poderes, mas principalmente sua independência. Uma segunda questão que a gente vai ter que saber é se no exercício da presidência ele vai ser um presidente que vai assumir esse papel. Como eu disse, no sistema brasileiro, é fundamental. Não tem como avançar reformas sem a participação efetiva do presidente da Câmara no parlamento brasileiro", afirmou.
O presidente da Câmara também afirmou que a base do governo precisa pensar em soluções para o próximo ano diante do cenário de crise. Ele quer retomar a pauta do Legislativo depois do fim do primeiro turno das eleições municipais no dia 16, mas disse estar em dúvida sobre qual é a posição do governo em relação aos projetos.
"Não sei se teremos céu de brigadeiro ou com muita turbulência. Hoje eu acho que teremos mais turbulência porque o governo não é só a equipe econômica e não sabemos qual vai ser a posição do governo em questões muito difíceis e polêmicas", disse no evento organizado pelo banco Itaú.
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Ele voltou a fazer a defesa do teto de gastos e disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai ter de ter capacidade para convencer governo e sua base sobre a importância de não se furar a regra. "Eu acho que o grande desafio é a gente conseguir tirar a inércia dos gastos extraordinários de 2020", disse. "Guedes vai ter de ter capacidade de mostrar que é impossível esse furinho no teto", disse.
Maia disse ainda que os próximos seis meses serão decisivos para o fortalecimento ou enfraquecimento do governo do presidente Jair Bolsonaro. "Se o governo não organizar o Estado, abrirá espaço para que outras correntes possam pensar em construir suas candidaturas para 2022", afirmou.
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