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Presidente defendeu ontem um posicionamento que contraria todas as recomendações das autoridades sanitárias para este período de quarentena
Depois do pronunciamento oficial feito na noite desta terça-feira (24) em que contrariou todas as recomendações das autoridades sanitárias para este período de quarentena em razão do avanço da pandemia de coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, a abertura do comércio.
"38 milhões de autônomos já foram atingidos e se as empresas não produzirem não pagarão salários", postou no Twitter. E continuou: "Se a economia colapsar os servidores também não receberão. Devemos abrir o comércio e tudo fazer para preservar a saúde dos idosos e portadores de comorbidades."
No post, o presidente divulgou vídeo com uma foto em que aparece ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump, com a seguinte frase: "O Brasil não pode acabar" para reiterar que o homólogo norte-americano está na mesma linha que ele, defendendo que os prejuízos da economia paralisada, com a quarentena, poderão ser mais danosos do que o próprio vírus.
No mesmo dia em que tem agendada uma reunião virtual com os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, Bolsonaro acusou os dois chefes do Executivo nos Estados de "fazer demagogia" no enfrentamento à pandemia de novo coronavírus.
Doria e Witzel são adversários políticos do presidente. Para Bolsonaro, "os governadores do Rio e de São Paulo estão fazendo demagogia para esconder problemas".
O presidente deu a declaração ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta quarta-feira. Às 9h estava agendada uma reunião por videoconferência com os chefes dos governos estaduais do Sudeste.
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O encontro é o terceiro da série de reuniões virtuais com governadores. Na segunda-feira, 23, Bolsonaro falou com os governadores do Norte e do Nordeste. No dia seguinte, foi a vez do Centro-Oeste e do Sul.
A posição de Bolsonaro, em contrariar as determinações das autoridades sanitárias para a quarentena, recebeu muitas críticas, inclusive dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) que consideraram o pronunciamento do mandatário de equivocado. "O País precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população. Consideramos grave a posição externada pelo presidente da República, disse Alcolumbre.
*Com Estadão Conteúdo
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