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Presidente repetiu mais uma vez o que tem feito nos últimos dias ao sair pelas ruas: provocar aglomeração de pessoas

Em visita à cidade goiana de Águas Lindas na manhã deste sábado, 11, o presidente Jair Bolsonaro repetiu mais uma vez o que tem feito nos últimos dias ao sair pelas ruas: provocar aglomeração de pessoas.
Depois da visita à obra de um hospital de campanha na cidade, Bolsonaro decidiu ir ao encontro de apoiadores que o aguardavam na saída do local. Eufóricas, as pessoas tiravam fotos e tentavam se aproximar do presidente.
Os ministros da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, também acompanharam o presidente na caminhada entre os apoiadores.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no entanto, só participou da visita ao hospital e não seguiu para o passeio para cumprimento aos populares. "A recomendação de não aglomeração vale para todos", disse Mandetta logo depois de o presidente ir ao encontro das pessoas.
A visita à obra do hospital também contou com a presença do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que, no mês passado, anunciou rompimento com Bolsonaro, de quem era aliado de longa data. A participação de Caiado também ficou restrita à visita ao hospital.
Desde o início do avanço do coronavírus no País, Bolsonaro tem minimizado a pandemia e já se referiu à doença como "gripezinha".
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O presidente também tem circulado por áreas comerciais de Brasília, descumprindo orientações de autoridades sanitárias para que população mantenha distanciamento social. Nesses passeios, ele tem posado para fotos e cumprimentado apoiadores.
Bolsonaro defende que a população retome suas rotinas para evitar um colapso da economia e que o isolamento seja restrito a idosos e pessoas com doenças. O presidente tem 65 anos.
O distanciamento social é um dos principais pontos de divergência entre Bolsonaro e Mandetta. O isolamento social tem sido a principal medida adotada em todo o mundo para reduzir a propagação da doença.
Outro ponto de divergência entre o presidente o ministro da Saúde é a prescrição da hidroxicloroquina para o tratamento da covid, defendida por Bolsonaro mesmo sem pesquisas conclusivas sobre a eficácia e os efeitos colaterais do medicamento.
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