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Na convicção do presidente, a recondução ao cargo é “algo natural”
Em discurso proferido na inauguração de um trecho pavimentado da BR-163, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que a reeleição não é fonte de preocupação para ele. Na convicção de Bolsonaro, a recondução ao cargo é "algo natural", advinda do trabalho.
"Não estou preocupado com reeleição. A reeleição é algo natural, se você trabalhar ela vem. E não é com propaganda também. Fiz minha campanha com aproximadamente R$ 2 milhões que vieram através de vaquinha", disse Bolsonaro, que aproveitou a situação para dizer que ele "não precisa do fundão", em referência ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
O presidente deixou claro que o fundão é uma demanda que vem do Congresso. "Quis o Parlamento assim. Paciência, vamos seguir o nosso destino", falou Bolsonaro.
O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a mineração em terras indígenas, além do uso dessas terras para cultivo, arrendamento e até construção de hidrelétricas.
"Nós queremos integrar. Não admitimos aquele que querem que o índio permaneça como homem pré-histórico, preso em seu território", defendeu Bolsonaro.
"Apresentamos um projeto que não quer apenas dar direito a que se garimpe em terra indígena. Nós queremos que o índio tenha o mesmo direito que seu irmão ao lado, fazendeiro, tem, de garimpar, cultivar, arrendar sua terra, se for o caso construir PCH (Pequena Central Hidrelétrica), construir hidrelétricas. O índio é nosso irmão e estamos buscando integrá-lo à sociedade", explicou o presidente.
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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, foi elogiado pelo presidente da República, que acenou também para o Congresso Nacional. "O parlamento vem mudando também", disse Bolsonaro.
Aplaudido pela audiência, Bolsonaro demonstrou orgulho de ter interrompido a demarcação de terras indígenas e também de quilombos. Segundo ele, tais demarcações são "inadmissíveis". Bolsonaro disse se sensibilizar com produtores rurais que tinham a posse de suas terras questionadas na Justiça durante processos de demarcações de terras indígenas. "Isso não tem mais", garantiu.
Bolsonaro também voltou a citar a Amazônia como pauta sensível à soberania do Brasil. "A Amazônia é nossa", bradou a um público repleto de militares. Sem citar nomes, o presidente se disse atacado em 2019 pelo "chefe de um grande Estado da Europa", em referência ao presidente da França, Emmanuel Macron.
O brasileiro disse que seu governo, ao suspender demarcações de terras, interrompeu "uma política totalmente equivocada, que atendia os interesses de outros países".
*Com Estadão Conteúdo.
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