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crise política

Bolsonaro diz que ‘se acertou’ com Maia e minimiza reunião ministerial

Presidente reafirmou que não citou durante a reunião as expressões "Polícia Federal" nem "superintendência" e que não interferiu na PF

(São Paulo - SP, 03/02/2020) Presidente da República Jair Bolsonaro visita às instalações da TV Band São Paulo/SP. - Imagem: Carolina Antunes/PR

O presidente Jair Bolsonaro disse que "tem se acertado" com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "O Brasil está acima de mim, está acima do Rodrigo Maia, está acima de qualquer um dos 210 milhões de brasileiros", disse em transmissão semanal ao vivo.

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Bolsonaro minimizou eventuais impactos políticos que causaria a divulgação do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, citada em depoimento do ex-ministro Sérgio Moro em inquérito que apura se houve ou não interferência do presidente na Polícia Federal. Segundo Bolsonaro, quem espera um "xeque-mate" contra seu governo vai "cair do cavalo".

"São dois trechos de 30 segundos que interessam ao processo. Da minha parte eu autorizo mostrar todos os 20 minutos", disse Bolsonaro, que voltou a se mostrar contrário à divulgação completa do vídeo, que tem mais de duas horas de duração.

"Espero que o ministro Celso de Mello libere os 20 minutos, não permita liberar o restante, pra evitar problemas com outros países que nós citamos ali", completou o presidente, em referência ao magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF) que comanda o inquérito.

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Bolsonaro também reafirmou que não citou durante a reunião as expressões "Polícia Federal" nem "superintendência" e que não interferiu na PF. O presidente disse que nos trechos em que se refere a seus familiares, estaria demonstrando preocupação com a segurança de seus filhos, fonte de ansiedade para ele ainda maior do que o próprio bem-estar. De acordo com Bolsonaro, ele nunca tratou "de nada" sobre a PF e que "não tem como interferir" na instituição.

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Na live, Bolsonaro também exibiu trechos de conversas entre a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e Sérgio Moro, então ministro da Justiça, no dia em que o ex-juiz da Lava Jato anunciou sua demissão do cargo no governo.

"Deixa eu entrar só 5 minutos. O Planalto que pediu, mas estou vindo não como parlamentar, mas como sua admiradora. Pelo NasRuas. Há 6 anos te defendo. Me ouve só um pouco. Tudo o que os criminosos querem é sua saída. Não dê esse gosto a eles, por favor. O Brasil precisa de vc", teria escrito Zambelli a Moro, a que ele teria respondido "Se o PR anular o decreto de exoneração, ok". "PR" é a sigla para "presidente da República", usada entre apoiadores de Bolsonaro.

"Vamos supor que eu tivesse exonerado a exoneração do sr. Valeixo. Ele Sérgio Moro dá a entender que cancelaria a coletiva dele, voltaria ao seu trabalho normal e não se falaria mais em interferência. Isso daqui mata de vez a história de interferir na Polícia Federal. Ponto final. Pá de cal nesse negócio aí", disse Bolsonaro, interpretando a troca de mensagens entre a deputada e o ex-ministro da Justiça.

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*Com Estadão Conteúdo

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