🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Que ‘bolha’ é essa nos fundos imobiliários?

Depois de um rali em dezembro, na última quarta-feira o mercado de FIIs abriu azedo. Nenhum estouro de bolha, por enquanto. Mas, antes disso: existe alguma bolha para estourar?

13 de janeiro de 2020
6:32 - atualizado às 9:46
Prédios vistos de cima | Fundo imobiliário
Imagem: Shutterstock

No começo dos anos 2000, não tinha esse monte de cerveja boa rolando por aí – se não me engano, a primeira vez que eu tomei uma Heineken foi em 2009, quando fui a primeira vez para os EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando o churrasco era bom, tinha Skol em lata. Se a coisa estava mais apertada, a gente apelava pra Brahma. A única que não podia ter de jeito nenhum era Kaiser – Patrick costumava brincar “a caixa de Kaiser devia trazer um Almanacão da Turma da Mônica de brinde, pra você ter o que ler no banheiro no dia seguinte”.

Sendo sincero, qualquer que fosse a cerveja, todo churrasco na época da faculdade resultava em ressacas homéricas: quantidades industriais de bebidas duvidosas, carne mal passada a rodo e umas três horas de sono cobram um certo preço no dia seguinte.

Não é saudável. Não é bom.

Mas é natural. É esperado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com os mercados, a coisa é meio parecida. Depois da euforia, costuma vir a correção. Não gosto do termo “correção saudável” e nem acho que a queda seja “boa”. Perder dinheiro é sempre pior do que ganhar – lição que apendi no meu primeiro dia na mesa do Credit Suisse. Mas a correção é, sim, um fenômeno natural e esperado, assim como o “Game of Thrones” que rola depois de uns três ou quatro litros de cerveja quente em uma tarde de verão.

Leia Também

Do fechamento de 13 de novembro de 2019 até o fechamento de 3 de janeiro de 2020, o Ifix (principal índice de fundos imobiliários) subiu 15,2% e caiu em um total de zero pregões. Isso dá mais de 3x o CDI em 51 dias com um nível de volatilidade ridículo. É de fazer inveja a qualquer dono de morro.

O ralizão de dezembro fez com que o Ifix (35,98%) fechasse o ano na frente do Ibovespa (31,58%) e incentivou os profetas do apocalipse: “qualquer pessoa que saiba fazer conta percebe facilmente que existe uma bolha no mercado de FIIs”.

Antes de começar a debater o tema, é preciso saber o que é uma bolha. De acordo com a Investopedia (para quem lê em inglês, é um site muito legal sobre conceitos financeiros), “uma bolha é um ciclo econômico caracterizado pela rápida escalada dos preços de ativos seguida de uma contração. É criada por um aumento nos preços dos ativos sem respaldo dos seus fundamentos e guiada por um comportamento exuberante do mercado”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O termo chave aqui é “sem respaldo dos seus fundamentos” – uma bolha é aquilo que sobe sem motivo. Legal notar que, invariavelmente, uma bolha tem que estourar.

Na última quarta-feira (8), o mercado de FIIs abriu azedo. Dois dos principais fundos, o CHSG Logística (HGLG11) e o Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) foram direto para leilão e chegaram cair mais de 10%. Os demais fundos seguiram o movimento e o índice chegou a registrar 3% de queda no intraday.

Duas coisas aconteceram (i) os apocalípticos postaram prints de suas telas e bradaram “a bolha estourou” e (ii) recebi umas 400 mensagens: “pq todos os FIIs estão caindo?”.

Ao que tudo indica (e aqui estou falando bastante em especulação, porque não sei nada de absolutamente concreto), um grande investidor acordou na quarta-feira com vontade de vender suas cotas e saiu queimando algumas posições. A queda em alguns grandes fundos gerou um certo pânico e, como tudo tinha subido pra cacete em dezembro, a galera saiu colocando dinheiro no bolso e só parou para perguntar depois.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao longo do dia o mercado se acalmou e o índice fechou em queda de “apenas” 1,7%. Mais uma quedinha leve na quinta e uma ligeira recuperação na sexta. No ano, o Ifix cai 0,7%.

Nenhum estouro de bolha, por enquanto.

Mas, antes disso: existe alguma bolha para estourar?

É difícil saber quando o mercado exagera – não é à toa que as coisas sobem, sempre tem boas justificativas para a alta e o modelo do Excel aceita qualquer premissa que você colocar na planilha.

No comecinho de “Gladiador”, filme datado que ainda tem bons momentos, Quintus resmunga “as pessoas deveriam saber quando foram conquistadas”. Maximus retruca: “Você saberia, Quintus? Eu saberia?”. No meio da bagunça, é bem difícil de saber quando a festa acabou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O principal argumento dos “ursos” é de que os fundos estão muito acima de seu valor patrimonial. Bolha ou não, esse argumento é péssimo – o valor patrimonial de um fundo imobiliário é baseado em um laudo preparado por uma empresa (supostamente) independente.

Se algumas das principais auditorias da história deixaram passar escândalos como o da Enron e o Petrolão, quanto você quer confiar em um laudo preparado, ao menor custo possível, por uma empresa que muitas vezes nem reputação tem?

Além do conceito filosófico, o laudo é realizado anualmente e, geralmente, perpetua uma realidade momentânea dos imóveis – não é incomum pegar laudos com valor de aluguel e vacância bem diferentes do que se espera para o longo prazo.

Com isso, é muito comum que o laudo fique “para trás” do ciclo: superestimando o valor do imóvel no início de crises e subestimando o valor no começo da retomada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pouco importa se o fundo x está 50% acima do seu valor patrimonial ou, ao menos, é preciso olhar para o laudo, premissas utilizadas e momento da avaliação, antes de qualquer opinião mais qualificada.

Um exemplo recente me vem à mente. No fim de 2018, o Tower Bridge (edifício na região da Berrini) tinha valor de avaliação de R$ 862 milhões. Em outubro de 2019, teve uma proposta de compra por R$ 910 milhões. Depois de uma disputa acirrada, o imóvel foi vendido por pouco mais de R$ 1 bilhão e, no meio do caminho, um novo laudo foi divulgado, com valor de avaliação em R$ 995 milhões.

Ou seja, entre o laudo oficial e o valor de venda, uma diferença de quase 20%.

Os laudos raramente capturam as tendências de mercado para o médio prazo. Quem tem olhado para o mercado imobiliário, tem visto uma forte tendência de redução de vacância e aumento no valor dos aluguéis. Rapidamente, a oferta de imóveis na região da Faria Lima, por exemplo, secou. Quem quiser trabalhar perto de uma estação de patinetes não vai ter muita opção a não ser colocar a mão no bolso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso não quer dizer que não tenhamos visto exageros – o próprio HGLG11, do qual falei rapidinho ali em cima, estava sendo negociado a um preço que considero acima do justo. Mas isso nada tem a ver com o seu valor de avaliação – acho o yield, que compara o valor dos proventos distribuídos com o preço das cotas, uma métrica bem mais adequada.

Quando olhamos para o yield agregado do Ifix (de acordo com a Bloomberg), temos 6,09% em 2019. É o menor valor desde 2012, mas isso não quer dizer muita coisa, já que o CDI e o cupom da NTN-B também estão operando em suas mínimas históricas. Assim, quando olhamos o spread do rendimento dos fundos imobiliários contra o cupom real (além da inflação) de 10 anos, o que encontramos?

Uma imagem contendo objeto

Descrição gerada automaticamente
Fontes: Seu Dinheiro e Bloomberg
Fontes: Seu Dinheiro e Bloomberg

Apesar do spread entre o yield do Ifix e o cupom de 10 anos (real) estar ligeiramente abaixo da média dos últimos oito anos, não me parece ser nada exagerado – em 2017 e 2018, o spread era bem menor e ninguém do mercado gritou “fogo”.

Para 2020, eu sinceramente espero que o yield do Ifix aumente um pouco – tudo indica que o ano será bastante positivo para o mercado, com crescimento de receitas e aumento na distribuição de proventos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso não quer dizer que não há risco de queda, só quer dizer que, na minha opinião, não tem nenhuma bolha prestes a estourar. Pode-se argumentar que o cupom das NTNs está baixo demais – se for o caso (não estou dizendo que é), o problema é macro e não dos FIIs e a correção deveria vir na Bolsa como um todo.

Por fim, aos que me perguntaram por que todos os fundos estavam caindo na quarta-feira, minha resposta foi meio padrão: “quando estava tudo subindo, você não veio me perguntar nada”.

Se você não tem estômago para aguentar uma correção e até mesmo um período mais prolongado de stress, sem problemas, existem diversos outros instrumentos que te deixarão mais tranquilo. Fundos imobiliários são instrumentos de renda variável e, como vimos essa semana, podem dar alguns bons sustos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MAIS UMA OFENSIVA

Novo alvo, novo tarifaço: Trump anuncia taxas de 25% contra países que negociam com o Irã, inclusive o Brasil

13 de janeiro de 2026 - 10:11

Brasil vende commodities agrícolas como milho, soja e açúcar para o país no Oriente Médio, mas participação do Irã na balança comercial não é grande

MAIS VENDIDO PELO 5º ANO CONSECUTIVO

Carro de R$ 150 mil lidera vendas em 2025 com 142 mil unidades — número maior que a população de 95% das cidades do Brasil

13 de janeiro de 2026 - 10:09

Fiat Strada lidera o ranking como carro mais vendido pelo quinto ano seguido; volume em 2025 supera a população da maioria dos municípios brasileiros

SÓ DEU ELA

Lotofácil: 6 apostadores avançam na corrida rumo ao primeiro milhão, mas nem todos partem do mesmo ponto

13 de janeiro de 2026 - 6:59

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.

COBRANÇA DE IMPOSTOS

Reforma tributária: o que muda para pequenas empresas do Simples Nacional

12 de janeiro de 2026 - 14:55

A regra é voltada à tributação sobre consumo e altera a forma como bens e serviços são taxados no Brasil

NA ELITE PELA PRIMEIRA VEZ

Estádio de estreante do Paulistão tem gramado de Copa do Mundo, já recebeu jogo de Messi e vai ter primeira partida noturna em 31 anos

12 de janeiro de 2026 - 12:00

Gigante da Vila Industrial, estádio do Primavera, ganhou novo gramado Tahoma 31, utilizado em competições internacionais e previsto para a Copa do Mundo de 2026

(MAIS UMA) QUEDA DE BRAÇO

Intimação contra Powell chega ao Fed, que enxerga nova ofensiva de Trump; bolsa cai em Nova York

12 de janeiro de 2026 - 10:15

Com as obras na sede da instituição ultrapassando o orçamento previsto, Trump encontrou um novo motivo para fazer investidas contra Powell

ACUMULOU!

Uma nova chance de ser milionário: Mega-Sena acumula e vai pagar R$ 20 milhões 

11 de janeiro de 2026 - 9:23

Segundo a Caixa, o próximo sorteio acontece na terça-feira, dia 13 de janeiro, e quem vencer pode levar essa bolada para casa

LOTERIAS

Não é só a Mega-Sena: Loterias sorteiam R$ 23 milhões neste sábado

10 de janeiro de 2026 - 14:00

Com Mega-Sena, Lotofácil e Quina acumuladas, loterias colocam R$ 23 milhões em jogo neste sábado (10)

COMÉRCIO INTERNACIONAL

Maior área de livre-comércio do mundo: entenda em 13 pontos o acordo entre Mercosul e União Europeia

10 de janeiro de 2026 - 12:35

Após décadas de negociação, acordo Mercosul–UE é destrinchado em 13 pontos-chave que detalham cortes de tarifas, regras ambientais, cotas agrícolas e os próximos passos até a entrada em vigor

ILHADA

Capital com o metro quadrado mais caro do Brasil não é São Paulo nem Rio de Janeiro

10 de janeiro de 2026 - 11:00

Dados do FipeZap mostram que Vitória lidera entre as capitais em preço médio de venda; história, geografia limitada e qualidade de vida ajudam a explicar o fenômeno  

NOVOS MERCADOS

Maior concorrência e oportunidade de exportação: os possíveis impactos do acordo Mercosul–UE para PMEs brasileiras

9 de janeiro de 2026 - 16:47

Pequenas e médias empresas ganham acesso ao mercado europeu, mas também precisarão lidar com maior concorrência em solo nacional

SEM MULTAS

Começa a valer hoje a renovação automática da CNH para bons motoristas; veja como funciona

9 de janeiro de 2026 - 15:54

Medida assinada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, dispensa exames, taxas e ida ao Detran para condutores sem infrações

INFLAÇÃO E JUROS

IPCA de dezembro deixa gosto amargo na boca: corte da Selic em janeiro sai da prateleira e março finca lugar na mesa 

9 de janeiro de 2026 - 13:10

Apesar de o índice ter fechado o ano dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, bancos e corretoras descartam o relaxamento dos juros agora; saiba o que esperar da inflação em 2026

DE OLHO NO CONTRIBUINTE

Lula sanciona Lei do Devedor Contumaz, mas barra cinco pontos do texto; veja o que mudou

9 de janeiro de 2026 - 11:39

As empresas que forem classificadas como devedoras contumazes estarão sujeitas a uma série de penalizações

A RENDA FIXA É POP

Busca por isenção de IR drenou recursos dos fundos de ações e multimercados em 2025, apesar dos seus bons retornos

9 de janeiro de 2026 - 7:37

Fundos de maior risco continuaram a sofrer resgates, enquanto os fundos de crédito privado, muitos dos quais incentivados, foram as grandes estrelas de captação do ano

MÁQUINA DE MILIONÁRIOS

Lotofácil 3582 brilha sozinha e faz 2 novos milionários; Mega-Sena e outras loterias acumulam

9 de janeiro de 2026 - 7:14

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na faixa principal na quinta-feira. Os dois sortudos são da região Sudeste.

PRESSÃO DIGITAL

Caso Master: avalanche de críticas ao Banco Central entra na mira da PF e levanta suspeita de pressão coordenada

8 de janeiro de 2026 - 17:06

Pico de publicações e abordagem a criadores de conteúdo levantam alertas sobre pressão digital após a liquidação do Banco Master

PRESTAÇÕES REDUZIDAS

Pequenas empresas podem parcelar dívidas com desconto e condições facilitadas até 30 de janeiro; veja como

8 de janeiro de 2026 - 15:01

Negociação com PGFN permite parcelar débitos inscritos na dívida ativa da União com descontos conforme a capacidade financeira do empreendedor

CASO MASTER

Quase 75% dos empréstimos consignados do Banco Master agora estão na mira do INSS

8 de janeiro de 2026 - 12:47

Segundo informações do Estadão, um processo administrativo do INSS aponta para um padrão de irregularidades na expansão da carteira de crédito do banco de Daniel Vorcaro

PÉ NA ESTRADA

Portugal passa a aceitar a CNH brasileira; veja quais outros países aceitam o documento

8 de janeiro de 2026 - 12:37

Decreto assinado pelo presidente português coloca o país no grupo restrito que aceita a CNH do Brasil sem exigência de permissão internacional

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar