Resultados de Santander e Bradesco disparam alerta de inadimplência
As duas instituições reservaram R$ 7 bilhões para provisões, dinheiro separado para cobrir prováveis calotes entre os devedores

Santander e Bradesco, os dois grandes bancos que já divulgaram os resultados financeiros do segundo trimestre até agora, dispararam um alerta sobre inadimplência. Juntas, as duas instituições reservaram R$ 7 bilhões para provisões, dinheiro separado para cobrir prováveis calotes entre os devedores.
O banco espanhol, que abriu no Brasil a temporada de balanços na última quarta-feira, separou R$ 3,2 bilhões para cobrir empréstimos duvidosos, um movimento que não tinha feito no trimestre anterior. No Bradesco, o valor para provisões foi de R$ 3,8 bilhões.
Os analistas dizem que mesmo com níveis aparentemente controlados de inadimplência, os bancos adotam uma posição conservadora e de defesa contra possíveis impactos de um cenário econômico adverso, principalmente para pequenas e médias empresas.
[captacao]
Atitude adequada?
Carolina Casseb, analista da Guide Investimentos, diz que ainda é cedo para dizer se o reforço com as provisões foi realmente adequado. Para ela, será preciso esperar os resultados do terceiro trimestre para uma visão mais clara sobre o cenário.
"Caso a taxa de inadimplência se mantenha em patamares similares, as perspectivas para os grandes bancos passam a ser mais positivas, sinalizando a possibilidade de uma revisão das provisões feitas nesses últimos trimestres", comenta.
Leia Também
Nesta sexta-feira, 31, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou que a inadimplência atingiu 67,4% das famílias brasileiras em junho, número recorde.
E em relatório, a Moody's considerou que os cinco maiores bancos brasileiros estão expostos ao risco, dado o porcentual de suas carteiras que é de créditos sem garantias, suportados apenas pelo perfil de crédito dos tomadores.
Para a agência de classificação de riscos, novas provisões contra devedores serão necessárias nos balanços do terceiro e quarto trimestres.
"Com a pandemia e o isolamento das pessoas, muitas empresas sucumbiram e o desemprego continua aumentando. A crise ainda vai se agravar e este é o motivo dos bancos estarem lançando provisões bilionárias e esperando uma piora de inadimplência em suas carteiras de crédito com a ampliação do PDD, como o Bradesco fez, diz Pedro Galdi, analista da Mirae Asset.
Ao comentar os resultados do banco durante uma live, o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, disse que neste momento em que não se sabe a dimensão e a extensão da pandemia, foram feitas mais provisões para que o banco estivesse muito bem ajustado para eventual inadimplência que possa crescer ao longo do ano.
Ele disse que as provisões podem voltar a acontecer em razão dos efeitos da pandemia, mas será de montante menor do que o destacado nos dois últimos trimestres.
*Com Estadão Conteúdo
BALANÇO
Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 14% no 3T26, a R$ 7,1 bilhões; calotes podem frear a virada?
22 de outubro de 2026 - 18:07NEGÓCIO EM ANDAMENTO
CSN (CSNA3): Agora vai? Venda da CSN Cimentos deve sair nas próximas 2 semanas, mas sem exclusividade, diz jornal
22 de outubro de 2026 - 17:58O QUE PESOU NO 3T26?
A conta chegou para a WEG (WEGE3): custos e tarifas dos EUA pressionam margens; veja o que diz a empresa
22 de outubro de 2026 - 17:18ALTA DE 22% EM DÓLAR
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
22 de outubro de 2026 - 16:42O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
22 de outubro de 2026 - 14:22PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?