Rede D’Or São Luiz quer ficar ainda maior após IPO
Maior operadora de hospitais do Brasil, empresa pretende utilizar recursos de oferta para expansão da capacidade

Quem já era grande quer ficar ainda maior. Maior operador de hospitais privado do Brasil, a Rede D’Or São Luiz já tem planos para utilizar os recursos que levantar na oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). E eles envolvem a expansão da atual capacidade.
O prospecto preliminar da operação, enviado na terça-feira (13) à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), não traz quanto ela pretende arrecadar com a oferta, de caráter primário (cujos recursos vão para o caixa da companhia) e secundário (em que os atuais acionistas vendem participação), mas informa o que ela pretende para o futuro.
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Com 51 hospitais próprios e 32 projetos de hospitais em desenvolvimento, licenciamento ou construção, que totalizam 8.505 leitos, sendo 6.909 operacionais, o documento mostra que a intenção da Rede D’Or é construir novos hospitais, expandir as unidades existentes e adquirir novos ativos, como clínicas de oncologia e corretoras de seguros.
Estratégia
Ela informou que sua estratégia de aquisição está baseada na compra de hospitais localizados em “mercados de saúde urbanos, com condições demográficas e econômicas favoráveis e onde, normalmente, os operadores privados de planos de saúde dominantes dispõem de sólida credibilidade financeira”. Desde 2007, a Rede D’Or incorporou 37 hospitais a seu portfólio.
Ela está atualmente expandindo ou construindo quatro hospitais, além de outros 28 projetos que se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento e licenciamento. A expectativa é aumentar a capacidade operacional para mais de 5,2 mil novos leitos até o final de 2025, além da possibilidade de expansão em hospitais em mais de 1,7 mil leitos.
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“A companhia acredita estar melhor posicionada para aproveitar as oportunidades proporcionadas pelo mercado hospitalar brasileiro, um mercado altamente fragmentado e com enorme potencial de crescimento”, diz trecho do prospecto.
Outra parte da estratégia de crescimento da Rede D’Or inclui, desde 2011, o desenvolvimento e a aquisição de clínicas oncológicas, em mercados que contam com hospitais seus ou em novos mercados selecionados.
Contexto
A Rede D’Or é controlada pela família Moll, com um dos sócios sendo a gestora de private equity (que compra participações em empresas) Carlyle. O prospecto não informa quanto cada parte vai vender na oferta secundária.
O IPO é aguardado com grandes expectativas. Segundo o jornal Valor Econômico, a empresa prepara uma operação para captar até R$ 10 bilhões, o que seria a maior operação do ano. No momento, quem carrega este título é o Grupo Mateus, que levantou R$ 4,63 bilhões. A companhia chegaria ao mercado avaliada em aproximadamente R$ 100 bilhões.
A operação está sendo coordenada por Bank of America, BTG Pactual, J.P. Morgan, Bradesco BBI, XP Investimentos, BB Investimentos, Citi, Credit Suisse, Banco Safra e Santander. A empresa planeja ingressar no Novo Mercado da B3, que reúne as empresas com maior padrão de governança.
Fundada em 1977, a Rede D’Or opera nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Brasília, Maranhão, Bahia, Sergipe e Paraná. Segundo o prospecto, ela fechou o primeiro semestre com a receita praticamente estável em relação ao mesmo período de 2019, em R$ 9,8 bilhões.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 44,4%, para R$ 1,4 bilhão, com a pandemia de covid-19 diminuindo a quantidade de procedimentos eletivos.
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