Menu
2020-10-16T14:09:13-03:00
Estadão Conteúdo
Pedindo passagem

Produção de veículo sustentável no País é liderada por fabricantes de caminhões

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) iniciará em março de 2021, na fábrica de Resende (RJ), a produção em série dos primeiros 100 caminhões elétricos e-Delivery.

16 de outubro de 2020
14:09
Rodovia
Caminhão em rodovia - Imagem: shutterstock

Fabricantes de caminhões estão liderando o processo de produção de veículos mais sustentáveis no Brasil, seja com modelos elétricos ou movidos a gás natural (GNV) ou biometano, obtido da degradação de produtos orgânicos. Após dois anos de testes, a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) iniciará em março de 2021, na fábrica de Resende (RJ), a produção em série dos primeiros 100 caminhões elétricos e-Delivery, desenvolvido no País.

Leia também:

A Fábrica Nacional de Mobilidades (FNM) promete para novembro o início da produção de caminhões elétricos em Caxias do Sul (RS) e a entrega das quatro primeiras unidades no mês seguinte. A Scania optou pelo GNV ou biometano como solução mais viável para o momento.

Segundo o presidente da VWCO, Roberto Cortes, as instalações que vão abrigar a linha final dos veículos elétricos está em fase de conclusão. Por enquanto, modelos para testes foram feitos numa fábrica piloto. Seguindo o modelo de consórcio modular, adotado para a produção de caminhões e ônibus a diesel, o complexo carioca terá oito fornecedoras de componentes, entre eles a fabricante de motores elétricos Weg, a Moura e a CATL, que farão adaptações em baterias importadas e a Bosch, que já está no local.

Por enquanto, a VWCO tem como clientes a Ambev e seus distribuidores, que têm intenção de adquirir 1,6 mil caminhões até 2023. Segundo Cortes, a companhia de bebidas efetivou o pedido das 100 primeiras unidades e confirmou a intenção de compra dos demais.

"As entregas ocorrerão a partir de junho", diz Cortes. Segundo ele, a pandemia do coronavírus atrasou os planos da marca que, futuramente, espera exportar os modelos para América do Sul, México e África do Sul.

O e-Delivery será usado inicialmente em entregas em São Paulo e Rio de Janeiro, onde a Ambev está instalando usinas próprias de energia solar para recarregar as baterias, cuja autonomia é de 200 quilômetros com carga completa. Cálculos da empresa indicam que o uso dos 100 caminhões vai evitar a emissão de cerca de 1,54 mil toneladas de CO² na atmosfera e 583 mil litros de diesel deixarão de ser utilizados.

Cortes não revela o preço de cada caminhão, mas informa que, diante do custo da bateria, que é importada, deve ser entre 2 a 2,8 vezes mais caro que a versão diesel, que custa R$ 230 mil.

"Testes feitos pela Ambev mostram que o custo operacional do e-Delivery é 60% a 70% inferior ao do modelo a diesel, então o investimento se paga mais rápido", afirma Cortes. O executivo segue discutindo com o governo a redução de impostos para incentivar o uso desse tipo de veículo, a exemplo do que ocorre na Europa.

Em nota, o vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Ambev, Rodrigo Figueiredo, diz que "a parceria (com a VWCO) é um marco histórico e o acordo é um dos maiores do mundo, com inovação sendo desenvolvida no Brasil". Acrescenta que a empresa está aberta a compartilhar a tecnologia e os aprendizados com outras empresas que tiverem interesse em ter uma frota de caminhões mais sustentável.

Fenemê

No caso da FNM, ou Fenemê, como é conhecida a sigla da empresa que atuou no Brasil por quatro décadas e foi adquirida por empresários locais, a produção dos caminhões elétricos será nas instalações da gaúcha Agrale.
O projeto é liderado pelos empresários José Antonio e Alberto Martins, filhos de José Antonio Fernandes Martins, ex-executivo da Marcopolo e um dos acionistas da empresa. Boa parte dos componentes, como bateria, motor e sistema digital será importada dos EUA.

A Scania, por sua vez, vendeu até agora 50 unidades do caminhão a GNV/biometano que, dependendo da quantidade de metano na mistura pode ser até 90% menos poluente que o movido a diesel. Antes da pandemia a intenção era vender 100 unidades neste ano.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

de olho nas prévias

Carrefour Brasil tem alta 72,5% no e-commerce durante terceiro trimestre

No e-commerce alimentar a alta foi de 202,4%, incluindo o serviço de entrega rápidas. As vendas de não alimentares também continuaram crescendo, com alta de 69,1%

negócio fechado

Petrobras assina compromisso de compra da plataforma P-71 por US$ 353 milhões

Petrolífera fala que, por conta da nova alocação da P-71, a licitação de afretamento da plataforma que atenderia ao projeto de Itapu será cancelada

retomada

Financiamentos imobiliários somam recorde histórico de R$ 12,9 bilhões

Volume financiado é recorde, em termos nominais, na série histórica iniciada em julho de 1994, segundo a Abecip

cardápio de balanços

Cielo, Localiza, Smiles e Telefônica: os balanços que mexem com o mercado nesta quarta

Empresas estão entre as que mais recentemente divulgaram os números do terceiro trimestre, período com resultados ainda marcados pela pandemia

seu dinheiro na sua noite

A peleja da bolsa com a crise fiscal

Com tanto dinheiro girando no mundo, quem tem pede muito quem não tem pede mais. Os versos de Zé Ramalho não poderiam resumir melhor a encruzilhada na qual vive o mundo econômico em meio à crise do coronavírus. Quem tem pede muito. Nos Estados Unidos, a falta de um acordo para a aprovação de um […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies