Menu
2020-05-19T16:40:24-03:00
Estadão Conteúdo
Crédito em meio à covid

Pesquisa do Sebrae aponta dificuldade na obtenção de crédito para microempreendedores

Um levantamento feito pelo Sebrae, em parceria com a Fundação Getulio Vargas, mostra um crescimento da busca por crédito por pequenos e micro empreendedores, cujos negócios sofrem quedas na receita por conta da crise do novo coronavírus

19 de maio de 2020
16:40
cartao-de-credito
Cartão de crédito - Imagem: Shutterstock

Um levantamento feito pelo Sebrae, em parceria com a Fundação Getulio Vargas, mostra um crescimento da busca por crédito por pequenos e micro empreendedores, cujos negócios sofrem quedas na receita por conta da crise do novo coronavírus. Segundo a pesquisa, no período entre 7 de abril e 5 de maio deste ano, aumentou em oito pontos porcentuais a quantidade de empresários que buscaram crédito.

Entretanto, o mesmo estudo apurou que apenas 14% tiveram sua solicitações aprovadas, enquanto os outros 86% dos empreendedores entrevistados dizem que seus pedidos foram negados ou ainda estão sob análise da instituição financeira.

A pesquisa é a terceira de uma série iniciada pelo Sebrae em março de 2020, logo após os primeiros casos da covid-19 serem confirmados no Brasil, chamada Pesquisa do Impacto do Coronavírus nos Pequenos Negócios. Para esta edição, foram ouvidos 10.384 microempreendedores individuais (MEI) entre os dias 30 de abril e 5 de maio.

O estudo também revela que 89% dos pequenos negócios tiveram queda no rendimento mensal. 4% não perceberam alteração de faturamento, apenas 2% conseguiram registrar aumento de receita no período e 5% não quiseram responder. Na média, o faturamento foi 60% menor que no período pré-crise, calcula a pesquisa. O número registrado é um pouco menor do que foi observado nas duas pesquisas anteriores, de 64% em março e 69% em abril.

Mesmo com a acentuada perda de receita, a 3ª Pesquisa do Impacto do Coronavírus nos Pequenos Negócios mostra baixa adesão dos pequenos empreendedores a busca por crédito junto aos bancos, confirmando uma tendência já apontada em outras pesquisas do Sebrae.

Dentre os empresários entrevistados, 62% não fizeram solicitações por créditos desde o começo da pandemia. Entre as fontes alternativas, eles citam a ajuda com parentes e amigos (43%), instituições de microcrédito (23%) e negociação de dívidas com fornecedores (16%). Dos que recorreram às ofertas de crédito, 88% o fizeram com instituições financeiras.

O levantamento ainda indica que a pandemia afetou o funcionamento da maioria dos empreendimentos, com 44% dos entrevistados tendo que interromper a operação do negócio, pois dependem do funcionamento presencial, e outros 32% relatando maior uso de plataformas digitais para manter as atividades. Já 12% disseram manter a operação mesmo sem estrutura digital, enquanto 11% funcionam sem alterações, por outras razões, estarem entre os segmentos listados como serviços essenciais. Os setores que mais apresentaram perdas foram o da economia criativa (-77%), Turismo (-75%) e Academias de Ginástica (-72%).

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

FECHAMENTO

Dólar recua e bolsa sobe com mercado dando alta da Selic como certa e forte desempenho das siderúrgicas

No exterior, as bolsas operam sem um sinal único definido. Por aqui, os investidores aguardam a decisão do Copom

um viral que vale US$ 90 bi

Confira os 5 fatos que estão fazendo o Dogecoin subir (de novo) e passar a valer mais que a Petrobras

Valendo US$ 0,68 por unidade, o DOGE ficou próximo dos US$ 90 bilhões em valor de mercado

depois do gpa

Ações de Assaí ganham novo impulso após lucro da empresa dobrar; veja o que dizem os analistas

Lucro foi de R$ 240 milhões no primeiro trimestre, um pouco acima do esperado; mercado fala que há espaço para papéis subirem mais até o final do ano

Contribuintes atentos

Economia pede a Bolsonaro que vete o adiamento de prazo do Imposto de Renda para julho

A pasta argumenta que o novo adiamento impactaria a arrecadação da União e dos governos federais e poderia impedir até mesmo o pagamento de programas sociais de combate à pandemia

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies