🔴 DÓLAR A R$5,38 E PODE SUBIR MAIS – VEJA COMO PROTEGER O SEU PATRIMÔNIO

Danielle Fonseca
O PESO DA DÍVIDA

O pior já passou? O que diz a Fitch sobre as empresas brasileiras um mês após ter elevado a nota de crédito do Brasil 

As empresas sob o guarda-chuva da agência de classificação de risco têm R$ 425 bilhões em dívidas com vencimento até 2024; o número assusta, mas pode não ser tão ruim assim; entenda por quê

Danielle Fonseca
29 de agosto de 2023
19:24 - atualizado às 16:20
Prédio espelhado com logo da agência de classificação de riscos Fitch Ratings
Prédio da agência de classificação de riscos Fitch Ratings - Imagem: Shutterstock

Muitas foram as notícias de empresas brasileiras com diferentes problemas de saúde financeira e até de recuperações judiciais nos últimos meses.

O movimento ocorreu após um longo período de taxa básica de juros (Selic) acima de dois dígitos e da redução da oferta de crédito no país, agravada pelo calote da Americanas (AMER3).

Os juros altos elevam os custos das dívidas das companhias e, junto com uma inflação elevada e essa dificuldade de obter mais crédito, corroeram a capacidade das empresas brasileiras de gerarem caixa e pagarem dívidas em dia.

Um sinal evidente da piora do perfil de crédito das empresas foi que a agência de classificação de risco Fitch Ratings fez mais cortes de notas de crédito na primeira metade de 2023 do que no ano anterior. Porém, esse cenário já dá sinais de mudanças.

“Esperamos que as ações de rating negativas diminuam no segundo semestre, após 25 rebaixamentos corporativos no acumulado do ano, em comparação com 18 rebaixamentos totais em 2021-2022. Os downgrades ocorreram em vários setores, mas o varejo e a saúde representaram 32% do total”, disseram os analistas da agência em relatório publicado hoje.

A perspectiva da agência é de retomada gradual do mercado de dívida no Brasil e nos países vizinhos, além do impacto positivo da melhora da inflação e do início do corte da taxa de juros. Mais um fator que pode indicar que o pior já passou é o progresso da reforma fiscal feito pelo governo.

“Esses fatores tendem a beneficiar a demanda e podem permitir uma recuperação gradual de margens e alavancagens, especialmente em 2024”, destacaram ainda os analistas.

Queda de juros vai determinar recuperação

A velocidade e a magnitude da recuperação da economia e dos cortes da Selic são vistos como cruciais para que a recuperação das métricas de crédito das empresas também avance.

“O ritmo e magnitude dos cortes da taxa de juros são elementos-chave para aumentar o fluxo de caixa, já que o fluxo de caixa dos emissores alavancados permanecerá pressionado até que a principal taxa de juros do Brasil diminua de forma mais significativa”, avaliam.

A Fitch estima uma Selic de 12,25% ao ano até o final de 2023 e 9,00% até o final de 2024, apoiada pela inflação mais baixa. O Banco Central do Brasil iniciou a redução da Selic em agosto de 2023. A taxa caiu para 13,25% após ter se mantido na casa dos dois dígitos desde fevereiro de 2022.

Um alerta da agência é que há uma demanda ainda instável em vários setores, incluindo o de siderurgia, cimento, varejo e indústria automobilística. Mas, mesmo esses setores podem se beneficiar de melhores condições de negócios nos próximos trimestres. 

No dia 26 de julho, a Fitch elevou o rating soberano do Brasil para “BB” devido ao desempenho macroeconômico e fiscal melhor do que o esperado.

SEU DINHEIRO EXPLICA — Dá para pagar uma faculdade de medicina com o Tesouro Educa+? Fizemos as contas para você!

Dívidas vencendo em 2024 chegam a R$ 425 bilhões

A Fitch estima que as empresas brasileiras que avalia tenham R$ 425 bilhões em dívidas com vencimento até o final de 2024 e R$ 190 bilhões em 2025.

Apesar de o montante assustar, a agência afirma que o volume de títulos com vencimento até o final do ano que vem, na verdade, é baixo, e a dívida do mercado de capitais local está concentrada em créditos das categorias “AAA(bra)” ou “AA(bra)”.

Em relação a dívidas no exterior, apenas US$ 2,8 bilhões (R$ 13,6 bilhões) em títulos vencem até o final de 2024, a maioria dos quais emitidos por empresas com fortes fluxos de caixa em dólares e acesso amplo a múltiplas fontes de financiamento.

As emissões corporativas de países que fazem fronteira com o Brasil na América Latina também iniciaram uma recuperação moderada, o que poderia beneficiar as empresas brasileiras. 

“Positivamente, o risco de refinanciamento é moderado para a maioria das entidades classificadas pela Fitch”, disseram os analistas. 

Compartilhe

DINHEIRO NO BOLSO

Dividendos milionários: TIM (TIMS3) e Telefônica (VIVT3) anunciam mais de R$ 475 milhões em proventos; confira as datas

14 de junho de 2024 - 19:42

Distribuição de juros sobre o capital próprio será feita aos acionistas que estiverem na base acionária em junho

desastre climático

Tragédia no Rio Grande do Sul: Confira as perdas do varejo causadas pelas enchentes

14 de junho de 2024 - 18:03

Turismo no RS teve perdas de mais de R$ 1,3 bilhão durante o mês de maio, segundo a CNC

POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

Ação da Ultrapar já caiu 15% em 2024 — e é hora de adicionar UGPA3 na carteira, segundo Citi 

14 de junho de 2024 - 17:26

Perspectiva positiva do banco para os papéis tem base em três pilares: rentabilidade da Ultragaz, maiores vendas da Ultracargo e concorrência saudável na indústria de distribuição de combustíveis

UNIÃO ESTÁVEL

Após criação de joint venture com Amil, Dasa (DASA3) diz que fusão “não é prioridade” neste momento

14 de junho de 2024 - 16:26

Em call com analistas do mercado, estavam o presidente da Dasa, Lício Tavares Angelo Cintra, e o diretor financeiro da empresa, André Covre Fechar

Mayday

Boeing investiga qualidade dos 787 Dreamliner ainda não entregues

14 de junho de 2024 - 14:46

Companhia descobriu que fixadores foram instalados incorretamente nas carrocerias dos jatos

ABRIU O APETITE

Ação da dona do McDonald´s na América Latina amarga queda de 28% em NY em 2024. É hora de abocanhar um pedaço?

14 de junho de 2024 - 13:22

Goldman Sachs prevê que os papéis da Arcos Dorados podem subir mais de 50% na Nyse em um ano; saiba o que fazer com as ações

Dinheiro na conta

Proventos milionários: B3 irá pagar quase meio bilhão de reais em dividendos e juros sobre capital próprio

14 de junho de 2024 - 12:23

Quem quiser receber uma parte dessa bolada tem até dia 18 de junho para comprar ações da companhia

FUSÕES E AQUISIÇÕES

Bom para saúde? Dasa (DASA3) e Amil selam parceria de serviços hospitalares e se tornam o segundo maior grupo de hospitais do país

14 de junho de 2024 - 8:11

O negócio é uma joint venture (empreendimento controlado em conjunto), da qual Amil e Dasa deterão 50% do capital cada

NOVO NEGÓCIO

Braskem (BRKM5) vende controle da Cetrel para GRI de olho no setor de resíduos industriais

13 de junho de 2024 - 19:47

Petroquímica passa a deter 49,9% da empresa de gestão de resíduos

Socorro governamental

Com medida provisória, governo tenta salvar a combalida Amazonas Energia

13 de junho de 2024 - 18:53

Ministério de Minas e Energia avalia que a saúde econômico-financeira da companhia está deteriorada

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar