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Recessão deve ser tema do encontro de hoje dos representantes do FMI com os dirigentes do Banco Mundial
Já faz um tempo que o CEO do JP Morgan, Jamie Dimon, chama a atenção para um furacão que se aproxima dos Estados Unidos. Embora a temporada de furacões no Oceano Atlântico esteja apresentando menor atividade que de costume, não se trata de uma tempestade convencional, com chuva e ventos fortes. O executivo recorre a uma figura de linguagem para dar o tom do clima das bolsas nos últimos tempos.
De qualquer modo, o furacão econômico previsto por Dimon tem grande potencial destrutivo e agora tem data para acontecer. Na avaliação do CEO do JP Morgan, a economia norte-americana provavelmente entrará em recessão em algum momento dos próximos seis a nove meses.
Mas Dimon não ficou apenas nisso. A depender de como a equipe de meteorologia monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) reagir ao fenômeno, disse ele, é possível que o índice S&P-500 caia mais 20% em relação a seu nível atual.
O comentário vem à tona a poucos dias da divulgação do resultado trimestral do JP Morgan, previsto para a sexta-feira (14). Mais do que isso: ocorre em um momento negativo para os ativos de risco.
O mercado norte-americano de ações já se encontra no chamado território de bear market. Por aqui, o Ibovespa soma a cautela do cenário doméstico, com o IPCA de setembro e a corrida eleitoral do segundo turno chegando à metade. No pregão da véspera, a bolsa local recuou 0,37%, aos 115.940 pontos. O dólar à vista caiu 0,42%, a R$ 5,1906.
Confira o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa no pregão de hoje:
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Chama a atenção a segunda intervenção em poucos dias do Banco da Inglaterra no mercado da dívida. A autoridade monetária inglesa voltou a expandir os limites para a compra de títulos de longo prazo e advertiu que a estabilidade financeira do Reino Unido está diante de risco real.
Na véspera, o Nasdaq visitou os níveis mais baixos em dois anos durante a sessão regular.
Nesta terça-feira (11), os índices já fechados da Ásia e Pacífico, os futuros de Wall Street e a abertura das bolsas da Europa permanecem no tom avermelhado dos últimos pregões.
Os participantes do mercado repercutem as preocupações com a economia global. O risco de recessão começa a ganhar contornos mais bem definidos e os investidores se preparam para o impacto.
A temática da recessão e problemas nas cadeias de suprimentos globais deve ser o tema do encontro de hoje dos representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) com os dirigentes do Banco Mundial.
O FMI também divulga hoje relatórios de perspectiva global e estabilidade financeira.
Por aqui, os investidores estão de olho nos números do IPCA em setembro em busca de uma oportunidade para descolar o Ibovespa das bolsas de valores estrangeiras.
A expectativa é de que o índice registre deflação mensal pela terceira leitura seguida. Em 12 meses, porém, a inflação acumulada deve seguir acima de 7%.
Na mediana das expectativas de especialistas ouvidos pelo Broadcast, o IPCA deve recuar 0,32% na comparação mensal e somar, na base anual, alta de 7,13%.
No cenário eleitoral, a nova rodada do Ipec mostra um cenário de estabilidade. De acordo com a pesquisa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida ao Palácio do Planalto com 55% das intenções de voto no segundo turno. O presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 45%.
Confira o calendário completo de balanços aqui
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