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Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Sem medo da Disney+

Netflix surpreende e supera a projeção de crescimento da base de assinantes no 4º trimestre

21 de janeiro de 2020
20:11 - atualizado às 20:10
O Irlandês, filme produzido pela Netlfix
A Netflix reportou números fortes no quarto trimestre de 2019, superando a expectativa dos analistas e dando força às ações no after marketImagem: Divulgação Netflix

A Netflix chegou ao quarto trimestre numa posição diferente da habitual. De pioneira nas transmissões via streaming, a companhia agora é uma veterana da indústria — novatas como a Disney+ e a Apple TV+ chegaram com tudo ao mercado, buscando roubar a coroa da empresa.

Mas quem apostava no declínio da velha guarda, se enganou. Assim como Robert de Niro, Al Pacino e Joe Pesci mostraram que os veteranos ainda têm muita lenha para queimar em O Irlandês, a Netflix também deu um sinal de força, afastando a percepção de que poderia entrar em decadência.

Afinal, a empresa reportou a adição de 8,8 milhões de novos assinantes a sua base de clientes entre outubro e dezembro, superando as projeções emitidas ao fim do terceiro trimestre, de acréscimo de 7,6 milhões de novas contas.

O salto veio dos bons resultados internacionais: enquanto nos mercados dos EUA e do Canadá foram adicionados apenas 550 mil usuários — muito em decorrência da forte competição —, as demais regiões do mundo foram responsáveis por 8,25 milhões de novas assinaturas.

A surpresa positiva foi comemorada pelos investidores: por volta de 19h50 (horário de Brasília), as ações da Netflix (NFLX) operavam em alta de 2,13%, a US$ 345,92, no after market dos EUA — uma espécie de prorrogação do pregão regular.

A Netflix também reportou bons números no front financeiro. A receita líquida chegou a US$ 5,46 bilhões no quarto trimestre, um crescimento de 31% na base anual; o lucro líquido aumentou mais de 300% na mesma base de comparação, para US$ 587 milhões.

O lucro operacional também melhorou: foi de US$ 216 milhões nos três últimos meses de 2018 para US$ 459 milhões no quarto trimestre do ano passado — um aumento de 112,5%.

Sucessos de público e de crítica

Em mensagem aos acionistas, a Netflix destaca a popularidade de três filmes lançados pela empresa nos últimos meses: História de um Casamento, O Irlandês e Os Dois Papas.

Além da boa recepção pelos assinantes, a empresa também comemora o sucesso das três obras junto à crítica: O Irlandês foi indicado a 10 Oscars, História de um Casamento recebeu seis indicações e Os Dois Papas concorre a três estatuetas — os dois primeiros disputam o prêmio de melhor filme.

No lado das séries, a Netflix destaca o bom desempenho de The Witcher — é a primeira temporada de maior sucesso da história da empresa. Além disso, seriados como The Crown e Big Mouth também apareceram entre as estrelas do catálogo nos três últimos meses de 2019.

Cenas dos próximos capítulos

E o que esperar da Netflix em 2020? A companhia projeta a adição de 7 milhões de assinantes a sua base no primeiro trimestre desse ano, número abaixo dos 9,6 milhões de novos clientes registrados nos três primeiros meses de 2019 — informação que neutralizou parte do ânimo do mercado.

Em termos de conteúdo, a Netflix aposta no bom desempenho das novas temporadas de Sex Education, Altered Carbon, Narcos: México e Elite.

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