Magazine Luiza, Pão de Açúcar e Vivara são melhores opções do varejo, diz XP
Corretora divide as ações das empresas em duas categorias: ganhadoras de curto prazo – o que inclui serviços essenciais – e de longo prazo – varejistas com sólido caixa
Em meio à crise do novo coronavírus, as ações do Magazine Luiza, do Grupo Pão de Açúcar (GPA) e da Vivara são as melhores opções do setor de varejo, segundo a XP Investimentos. A corretora recomenda a compra dos papéis.
O varejo é um dos setores mais afetados pela pandemia. Com as medidas restritivas de serviços em todo o país e o fechamento das lojas físicas, as empresas registram queda nas vendas e nos preços dos papéis. Mas a desvalorização das ações deve ser temporária, segundo a XP.
Segundo a corretora, a ação do Magazine Luiza tem potencial de alta de 49% em 12 meses, chegando a R$ 58. Os papéis da Vivara podem subir 67%, a R$ 30, e as ações do GPA podem chegar a R$ 100 - o que representaria uma alta de 56%.
A corretora divide as empresas do setor em duas categorias: ganhadores de curto prazo e de longo prazo. Na primeira classificação está a varejista que deve ter o melhor desempenho no consumo básico (alimentação e saúde) - na avaliação da corretora: o GPA.
"As varejistas desses segmentos não só serão menos impactadas no curto prazo, como também devem mostrar forte aceleração das vendas, seja por estocagem ou por um aumento do consumo em casa", diz o analista Pedro Fagundes.
Para a XP, ações do GPA estão com um desconto excessivo em relação ao seu principal concorrente, o Carrefour. "O mercado hoje precifica uma operação de multi varejo persistentemente fraca, sem nenhum benefício das iniciativas de reforma e conversão de lojas, e sem melhora de governança corporativa, após a conclusão da migração para o Novo Mercado", diz.
Leia Também
A análise da corretora chama a atenção para o nível de endividamento da companhia e os desafios estruturais dos hipermercados. "Mas acreditamos que o momento atual irá acelerar o processo de desalavancagem da empresa", diz, destacando o plano de R$ 3 bilhões em venda de ativos.
Longo prazo
Para o longo prazo, a XP considera varejistas que têm bastante capital e que, na avaliação da corretora, estão melhor posicionadas para ganhar participação de mercado em um cenário de consumo mais restritivo. As recomendações de compra são Magazine Luiza e Vivara.
Para a XP, o histórico de execução do Magazine Luiza e a sua posição de balanço (R$ 3,9 bilhões de caixa líquido no quatro trimestre), farão com que a companhia passe pelo período de crise com menos dificuldades e acelere o seu ganho de participação de mercado.
A corretora avalia que a varejista fará mais investimentos e, possivelmente, aquisições. "Estimamos um crescimento anual médio de receita ao longo dos próximos três anos de cerca de 20%", escreve Fagundes. Segundo o analista, a expectativa é de que a crise quebre a resistência de novos usuários em relação ao e-commerce.
"Dentre as vantagens competitivas do Magalu, destacamos a relevância em categorias de tickets menores após a aquisição da Netshoes, e a estrutura logística de cross-docking, suportada pela aquisição da Logbee".
A análise pondera que há riscos de que a recomendação passe por alterações porque é possível que haja um aumento de competição entre empresas do setor. Está no radar também a possibilidade de a crise durar mais do que o esperado hoje pelo mercado.
Estoques
Ao justificar a recomendação de compra das ações da Vivara, Fagundes escreve que a maior parte do processo de produção da empresa é verticalizado: a companhia compra insumos de maneira constante para recompor os seus estoques.
"Com isso, apesar de o custo de reposição da companhia ser semelhante ao do mercado, o aumento do preço do metal tem um impacto mais gradual no custo médio do estoque da companhia em relação aos seus competidores", diz a XP.
O cenário permitiria que a empresa repassasse os preços de forma mais gradual. A corretora também aponta uma flexibilidade na mudança do mix de vendas. Segundo a XP, os produtos de prata têm margens mais altas em relação aos de ouro.
"Nos períodos em que os preços do ouro estão subindo, a empresa tem a capacidade de mudar seu mix de vendas, focando nos produtos de margens mais altas como a prata", diz a XP.
Não é o ferro: preço de minério esquecido dispara e pode impulsionar a ação da Vale (VALE3)
O patinho feio da mineração pode virar cisne? O movimento do níquel que ninguém esperava e que pode aumentar o valor de mercado da Vale
MEI: 4 golpes comuns no início do ano e como proteger seu negócio
Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos
Depois do tombo de 99% na B3, Sequoia (SEQL3) troca dívida por ações em novo aumento de capital
Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO
JP Morgan corta preço-alvo de Axia (AXIA3), Copel (CPLE6) e Auren (AURE3); confira o que esperar para o setor elétrico em 2026
Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano
O real efeito Ozempic: as ações que podem engordar ou emagrecer com a liberação da patente no Brasil
Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar
A fabricante Randon (RAPT4) disparou na bolsa depois de fechar um contrato com Arauco e Rumo (RAIL3); veja o que dizem os analistas sobre o acordo
Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3
Dona da Ambev (ABEV3) desembolsa US$ 3 bi para reassumir controle de fábricas de latas nos EUA; veja o que está por trás da estratégia da AB InBev
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano
Ações da C&A (CEAB3) derretem quase 18% em dois dias. O que está acontecendo com a varejista?
Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado
Shopee testa os limites de até onde pode ir na guerra do e-commerce. Mercado Livre (MELI34) e Amazon vão seguir os passos?
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor
Depois de Venezuela, esse outro país pode virar o novo “El Dorado” da Aura Minerals (AURA33)
A mineradora recebeu a licença final de construção e deu início às obras preliminares do Projeto Era Dorada. Como isso pode impulsionar a empresa daqui para frente?
A vez do PicPay: empresa dos irmãos Batista entra com pedido de IPO nos EUA; veja o que está em jogo
Fintech solicita IPO na Nasdaq e pode levantar até US$ 500 milhões, seguindo o movimento de empresas brasileiras como Nubank
GM, Honda e grandes montadoras relatam queda nas vendas nos EUA no fim do ano; saiba o que esperar para 2026
General Motors e concorrentes registram queda nas vendas no fim de 2025, sinalizando desaceleração do mercado automotivo nos EUA em 2026 diante da inflação e preços elevados
Passa vergonha com seu e-mail? Google vai permitir trocar o endereço do Gmail
Mudança, antes considerada impossível, começa a aparecer em páginas de suporte e promete livrar usuários de endereços de e-mail inadequados
Smart Fit (SMFT3) treina pesado e chega a 2 mil unidades; rede planeja expansão para 2026
Rede inaugura unidade de número 2 mil em São Paulo, expande presença internacional e prevê abertura de mais 340 academias neste ano
Como o Banco Master entra em 2026: da corrida por CDBs turbinados à liquidação, investigações e pressão sobre o BC
Instituição bancária que captou bilhões com títulos acima da média do mercado agora é alvo de investigações e deixa investidores à espera do ressarcimento pelo FGC
BTG Pactual (BPAC11) amplia presença nos EUA com conclusão da compra do M.Y. Safra Bank e licença bancária para atuar no país
Aquisição permite ao BTG Pactual captar depósitos e conceder crédito diretamente no mercado norte-americano, ampliando sua atuação além de serviços de investimento
Adeus PETZ3: União Pet, antigas Petz e Cobasi, estreia hoje novo ticker na B3
Os antigos acionistas da Petz passam a deter, em conjunto, 52,6% do capital social da União Pet; eles receberão novos papéis e pagamento em dinheiro
Tesla perde liderança para a BYD após queda nas vendas de veículos elétricos
As vendas da Tesla caíram 9% em 2025 e diminuíram 16% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior
Antiga Cobasi conclui combinação de negócios com a Petz e ganha novo ticker; veja a estreia na B3
A transação foi realizada por meio de reorganização societária que resultou na conversão da Petz em subsidiária integral da União Pet
TCU determina inspeção de documentos do BC sobre a liquidação do Banco Master
A decisão do órgão ocorre em período de recesso da Corte de Contas e após o relator do caso solicitar explicações ao BC
