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2020-10-28T17:28:22-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
REPERCUSSÃO

Resultado da Localiza é elogiado por analistas, com direito a elevação de preço-alvo

Locadora de veículos bate recordes de lucro, receita e Ebitda no terceiro trimestre, criando expectativas para os próximos trimestres

28 de outubro de 2020
12:38 - atualizado às 17:28
Localiza
Loja da Localiza - Imagem: Divulgação

Como era de se esperar, os resultados da locadora de veículos Localiza (RENT3) no terceiro trimestre arrancaram elogios da maioria dos analistas que acompanham a companhia.

Também pudera, todas as principais linhas do balanço – lucro líquido, receita líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) – bateram os recordes históricos.

Mesmo não conseguindo se descolar do mau humor que predomina no mercado nesta quarta-feira (28) – as ações fecharam em queda de 3,13%, a R$ 62,55–, o desempenho impressionou, fazendo inclusive com que o Bank of America (BofA) elevasse o preço-alvo para as ações.

Confira abaixo alguns comentários:

BofA

Para os analistas Murilo Freiberger e Gustavo Tasso, a Localiza apresentou novamente resultados magníficos, mesmo diante de uma pandemia que está atingindo pesado setores ligados ao turismo.

Além da boa execução operacional, a mudança da postura do consumidor em relação à locação de veículos e a consolidação do mercado em torno de poucos nomes, os analistas destacaram que a postura conservadora da empresa com as despesas de depreciação permitiu a ela reduzir as despesas em 52%, na comparação com o segundo trimestre. Isso levou a um aumento das margens na venda de seminovos.

Diante da expectativa de que as condições do mercado irão melhorar e a estratégia da Localiza continuará surtindo efeitos nos resultados, os analistas do BofA elevaram o preço-alvo das ações de R$ 64,00 para R$ 73,00, reiterando a recomendação de compra e informando que empresa é sua principal indicação para o segmento de aluguel de veículos.

Credit Suisse

Os analistas Regis Cardoso e Alejandro Zamacona se surpreenderam positivamente com os números de Ebitda e lucro líquido da Localiza no terceiro trimestre, que vieram 18,6% e 62,5% acima do que estimavam, respectivamente. “Este foi o segundo resultado recorde do setor nesta temporada de balanços, após o desempenho robusto da Unidas”, diz trecho do relatório.  

Segundo eles, a diferença entre o que foi projetado e o que a companhia entregou foi provocada pela parte de seminovos. A menor produção das montadoras e a forte retomada do mercado de veículos favoreceu a venda de carros usados. A Localiza aproveitou a situação e comercializou 45,5 mil unidades, alta de 23,7% em relação ao mesmo período de 2019.

A empresa também se beneficiou da retomada do mercado de aluguel de veículos, com a média da frota alugada subindo 5,4%. Os analistas citaram ainda que a taxa de utilização retornou aos níveis pré-covid.

O banco manteve a recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de R$ 74,00.

Goldman Sachs

A continuidade da recuperação do segmento de aluguel de veículos e das vendas de seminovos foi citada no relatório assinado pelos analistas Bruno Amorim, Osmar Camilo e João Frizo.

A possibilidade de reajustar os preços dos carros usados, apesar da pandemia, ajudou a receita do segmento crescer 29% em base anual e atingir uma margem Ebitda de 6%. “Isto possivelmente não é sustentável no longo prazo, mas pode ajudar a impulsionar os resultados nos próximos trimestres”, diz trecho do relatório.

Eles demonstraram otimismo a respeito das perspectivas da Localiza para 2021, projetando que a quantidade de veículos alugados será maior que a vista em 2019, mesmo que a economia não cresça no mesmo ritmo do que o visto naquele ano.

“Além disso, notamos que a companhia continua comprando e vendendo carros de forma eficiente”, afirma trecho do relatório.

O banco manteve a recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de R$ 61,60.

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