Hapvida, SulAmérica, B3 e outros balanços que mexem com o mercado nesta sexta
Companhias revelaram os resultados do terceiro trimestre deste ano, período ainda marcado pelo impacto da pandemia

Hapvida, SulAmerica, B3, Cyrela Brazil Realty, Eztec, Natura e brMalls são algumas das empresas que devem mexer com o mercado nesta sexta-feira (13). As companhias, que fazem parte do Ibovespa, divulgaram os resultados do terceiro trimestre na noite desta quinta.
Veja os destaques de cada balanço:
Hapvida
A operadora de saúde Hapvida teve lucro líquido de R$ 247,8 milhões, alta de 16,7% na comparação com o mesmo período de 2019. A receita líquida foi de R$ 2,126 bilhões, influenciada por R$ 523 milhões vindos do Grupo São Francisco e aumento de 7,6% no tíquete médio de planos médicos, além de aumento de 2,3 milhões na base de beneficiários de saúde e odonto.
- Lucro líquido: R$ 247,8 milhões (↑16,7%)
- Receita líquida: R$ 2,126 bilhões (↑61,6%)
- Ebitda: R$ 512,2 milhões (↑93,8%)
SulAmérica
A seguradora SulAmérica registrou lucro líquido de R$ 1,72 bilhão no terceiro trimestre. No relatório que acompanha os dados, a seguradora ressalta que, no terceiro trimestre, foi concluída a venda das operações de seguros de automóveis e massificados, pelo preço final de R$ 3,2 bilhões - já integralmente recebidos, com o reconhecimento de um resultado líquido extraordinário da ordem de R$ 1,4 bilhão nos números do período.
- Lucro líquido: R$ 1,72 bilhão (↑603,8% )
- Receita operacional líquida: R$ 5,05 bilhões (↑4,5%)
B3
Com um forte volume de negociação dos ativos, a B3 viu seu lucro líquido recorrente subir 34,4% no terceiro trimestre do ano, para R$ 1,14 bilhão. Segundo a empresa, a a manutenção dos altos volumes negociados nas plataformas da companhia contribuiu com um "sólido desempenho" financeiro e geração de caixa "robusta".
- Lucro líquido recorrente: R$ 1,14 bilhão (↑34,4%)
- Receita líquida: R$ 2,535 bilhões (↑49,6%)
- Ebitda: R$ 1,666 bilhão (↑50,1%)
Cyrela Realty
A incorporadora paulistana Cyrela Brazil Realty, da família Horn, teve lucro líquido de R$ 1,403 bilhão. O resultado foi recorde na história da companhia e acabou impulsionado, principalmente, pelos ganhos de R$ 1,153 bilhão oriundos das ofertas iniciais de ações (IPOs) das incorporadoras Lavvi, Cury e Plano & Plano.
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- Lucro líquido: R$ 1,403 bilhão (↑13,5%)
Cogna
O grupo de educação dono das faculdades Anhanguera fechou o terceiro trimestre com prejuízo líquido, revertendo o lucro apurado no mesmo período de 2019, por conta de uma baixa contábil com o reconhecimento de perda no valor recuperável de ativos (impairment) na Saber e na divisão que agrega outros negócios, além de queda na receita líquida e aumento no volume de provisionamento no ensino superior.
- Prejuízo líquido: R$ 1,292 bilhão (revertendo lucro)
- Receita líquida: R$ 1,256 bilhão (↓17%)
- Ebitda recorrente: R$ 229,268 milhões (↓50,5%)
Eztec
A incorporadora paulistana Eztec, da família Zarzur, teve lucro líquido de R$ 119,8 milhões. O salto no lucro é uma combinação de aumentos expressivos na receita e no resultado financeiro. Foi contabilizado um volume grande de vendas de empreendimentos de alto padrão e margens mais elevadas, como o EZ Parque da Cidade e o Z.Ibirapuera, ambos na zona sul da capital paulista.
- Lucro líquido: R$ 119,8 milhões (↑96%)
- Receita líquida: R$ 271,609 milhões (↑45%)
- Ebitda: R$ 93,609 milhões (↑73%)
Natura
A Natura & Co registrou lucro líquido de R$ 377,7 milhões no terceiro trimestre de 2020. O número é praticamente estável em relação ao apresentado um ano antes, R$ 376,8 milhões. O grupo também informou em fato relevante que voltou a projetar as sinergias com a Avon entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões, entre 2020 e 2024.
- Lucro líquido: R$ 377,7 milhões (↑0,24%)
- Receita líquida: R$ 10,4 bilhões (↑31,7%)
- Ebitda: R$ 1,457 bilhão (↑32,8%)
brMalls
A BRMalls apresentou lucro líquido de R$ 7,810 milhões. O lucro líquido ajustado foi de R$ 37,5 milhões, baixa de 79,9% na comparação entre os mesmos períodos. Houve aumento de 591,4% nas provisões para devedores duvidosos, chegando a R$ 27,807 milhões.
A receita líquida totalizou R$ 207,753 milhões, retração de 36,9%.
- Lucro líquido: R$ 7,810 milhões (↓97,0%)
- Receita líquida: R$ 207,753 milhões, (↓36,9%)
- Ebitda: R$ 116,033 milhões (↓53,1%)
CPFL Energia
A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 1,352 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 80,8% na comparação com o resultado do mesmo período de 2019. A empresa atribuiu o desempenho à melhora operacional vista nos segmentos de distribuição e geração renovável, além da redução no montante de imposto de renda. No período, a companhia observou “sinais claros” de retomada da atividade econômica.
- Lucro líquido: R$ 1,352 bilhão (↑80,8%)
- Ebitda: R$ 1,954 bilhão (↑20,8%)
- Receita líquida: R$ 7,781 bilhões (↑0,4%)
Sabesp
A companhia de saneamento paulista viu o lucro líquido recuar 65,1% no terceiro trimestre, com a pandemia de covid-19 reduzindo as receitas com clientes comerciais e industriais, elevando o nível de inadimplência e provocando a postergação do reajuste das tarifas.
- Lucro líquido: R$ 421,6 milhões (↓65,1%)
- Receita líquida: R$ 4,438 bilhões (↓18%)
- Ebitda ajustado: R$ 1,513 bilhão (↓49,7%)
Oi
A Oi, que está em recuperação judicial, reduziu em 54,1% seu prejuízo no terceiro trimestre, em base anual, a R$ 2,6 bilhões, influenciado pela queda nas despesas operacionais. A receita líquida recuou 6%, com a companhia ainda sentindo os efeitos da pandemia de covid-19. Em relação ao segundo trimestre, porém, a receita aumentou em 3,6%.
- Prejuízo líquido: R$ 2,638 bilhões (↓54,1%)
- Receita líquida: R$ 4,706 bilhões (↓6%)
- Ebitda ajustado: R$ 1,462 bilhão (↑6,4%)
*Com Estadão Conteúdo
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