CVC: 5 dúvidas do mercado sobre a empresa, após atrasos no balanço
Operadora de viagens divulgou os números do primeiro trimestre, com prejuízo de R$ 1,1 bilhão, e promoveu uma teleconferência com analistas; veja os principais pontos

A operadora de viagens CVC promoveu nesta quinta-feira (1º) uma teleconferência com analistas para comentar os resultados do primeiro trimestre, respondendo a uma série de dúvidas do mercado.
A companhia revelou que teve um prejuízo líquido de R$ 1,15 bilhão nos três primeiros meses deste ano, revertendo o lucro de R$ 50,1 milhões apurado no mesmo período de 2019.
A empresa atrasou por várias vezes a divulgação dos balanços por causa de erros na contabilização de valores transferidos a fornecedores de serviços turísticos - e também por conta da pandemia.
Com o resultado revelado, as ações da companhia (CVCB3) caíram 2,60% nesta quinta, a R$ 15,71. A empresa perdeu cerca de 70% de valor de mercado na bolsa nos últimos 12 meses.
Segundo executivos da CVC, o plano é revelar os resultados do segundo trimestre nas próximas semanas. Até lá, investidores têm algumas respostas sobre a empresa, fornecidas pelos executivos aos analistas nesta quinta. Veja as principais abaixo.
Leia Também
1. Estratégia para os próximos trimestres
Os executivos da CVC optaram por não detalhar as estratégias da empresa para os próximos meses. Segundo eles, a companhia deve promover em algumas semanas a teleconferência do segundo trimestre, quando então abordará os novos planos.
Mas o grupo lembrou que hoje os negócios tem duas grandes divisões: B2B (negociação com empresas) e B2C (com consumidores). No primeiro, o ganho, de acordo com eles, é crescente e deve resultar em um posicionamento mais consolidado.
Houve ganho de vantagens durante a pandemia com parcerias com hotéis e companhias aéreas, dizem os executivos.
Em relação ao B2C, eles defendem que a empresa tem uma das melhores marcas do mercado e que o foco é transformar as lojas em algo "completamente digitalizado".
Segundo os executivos, a parte on-line da CVC nunca teve um plano de longo prazo - o que vai ser feito agora. Mas antes, dizem, será preciso conhecer as necessidades dos clientes.
2. Impacto no 'take rate'
Executivos da CVC foram questionados sobre as alterações e perspectivas do "take rate", a taxa que sobra para a CVC depois de pagar os hotéis e as passagens aéreas.
O presidente da empresa, Leonel Andrade, disse que era difícil avaliar a taxa com base nos resultados do primeiro trimestre por conta das questões operacionais e por causa da pandemia. Mas afirmou não ver pressões nos próximos resultados.
Segundo o executivo, o mercado fornecedor vê a CVC como uma empresa forte, que tem preços e condições favoráveis no mercado. "A gente criou uma estrutura de precificação focada em imagem e produto. É um trabalho que favorece a rentabilidade. Mas o take rate não é um ponto de atenção".
3. Perspectiva para as despesas
A CVC diz que o objetivo é tornar a empresa "eficiente" no longo prazo e que hoje tem um trabalho grande na remarcação de viagens. Ou seja, a pandemia diminuiu as vendas, mas isso não resultou em uma redução de custo.
"A gente tem uma meta de eficiência de médio prazo e está caminhando para ela. O segundo trimestre foi expressivo pela redução de jornada de trabalho, agora buscamos soluções mais permanentes", disse o diretor financeiro Mauricio Montilha.
Segundo ele, em dezembro a CVC tomou "posição de preços mais agressivos". Buscou-se volume com redução de preços , mas o volume não veio. "A companhia vendeu mais no negócio internacional, onde tem margens menores", afirmou.
4. O quanto as dívidas podem aumentar
Executivos da CVC também foram questionados sobre o endividamento da empresa - a dívida líquida pro forma somou R$ 1,94 bilhão, alta de 34,7% no primeiro trimestre.
Já a alavancagem financeira – medida que mostra quantos anos a empresa levaria para pagar sua dívida líquida usando sua geração de caixa – subiu de 2,33 vezes para 4,09 vezes.
Montilha, o diretor financeiro da empresa, lembrou que as operações tiveram um acréscimo de valor durante a pandemia porque o risco aumentou.
Segundo ele, a empresa conversa hoje com os credores, mas não espera um "aumento absurdo" nas taxas. "A melhor forma de gerar valor neste momento é a companhia estar saudável e operando, e isso está acontecendo".
5. Relação com franqueados
Sobre os franqueados, os executivos disseram que deram neste ano um apoio logístico, "intermediando ações com o mercado de modo a apoiá-los".
A CVC disse que atende com os franqueados a demarção de clientes e que os negócios desses parceiros já "começam a ganhar fôlego novo". A perspectiva da CVC é continuar com a mesma quantidade de lojas.
APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO
WEG (WEGE3) anuncia dois investimentos milionários em grandes avenidas de crescimento da próxima década
28 de setembro de 2026 - 15:15OLHO NA TARJA
O detalhe que levou a Anvisa a proibir a Hypera Pharma (HYPE3) de divulgar a caneta emagrecedora Semavy
28 de setembro de 2026 - 7:54ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR