O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Taxa de inadimplência provavelmente subiria muito nos próximos meses se o banco adotasse as mesmas políticas de “tempos de paz”, disse Candido Bracher

A crise generalizada provocada pelo fechamento da economia com o coronavírus exige que o Itaú Unibanco seja muito mais generoso nas práticas de renegociação de dívidas. A afirmação é de Candido Bracher, presidente do maior banco privado brasileiro.
Desde o início da crise, o Itaú promoveu a negociação de 850 mil contratos de financiamento. Nas linhas para pessoas físicas, o banco estendeu o período de carência de 60 para 120 dias e prorrogou o prazo de pagamento para até seis anos.
O índice de inadimplência acima de 90 dias na carteira do banco ficou praticamente estável em 3,1% no primeiro trimestre, com alta de 0,1 ponto percentual em 12 meses.
Bracher disse que a taxa provavelmente subiria muito nos próximos meses se o banco adotasse as mesmas políticas de “tempos de paz”, quando age de maneira mais rigorosa por se tratar de problemas isolados dos devedores.
“Mas quando o problema acontece com toda a sua carteira você vê que é um fenômeno macro e tem que mudar seus procedimentos”, afirmou, em teleconferência com jornalistas para comentar o balanço do primeiro trimestre.
O Itaú registrou lucro líquido de R$ 3,912 bilhões, o que representa uma queda de 43,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi afetado pelo aumento de 165% nas despesas de provisão para perdas no crédito, que somaram R$ 10,1 bilhões.
Leia Também
No total, o banco conta com um saldo de R$ 22,6 bilhões no balanço para perdas potenciais que podem ocorrer em consequência da crise do coronavírus. Mas Bracher não descartou a possibilidade de constituir mais provisões nos próximos trimestres.
Questionado sobre a crise política, o presidente do Itaú Unibanco disse que vê com preocupação o aumento das tensões em meio à crise do coronavírus.
“O Brasil não precisaria acrescentar uma crise política à grande crise de saúde econômica que já estamos vivendo” – Candido Bracher, Itaú Unibanco
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Bracher não fez comentários específicos sobre as atitudes do presidente Jair Bolsonaro ou do Judiciário, mas disse torcer para que as diferenças sejam superadas para que os três poderes atuem de forma conjunta.
Especificamente na parte econômica da crise do coronavírus, o presidente do Itaú disse que a gestão do Estado é fundamental e defendeu o uso de dinheiro público em medidas como o auxílio emergencial de R$ 600.
Por outro lado, Bracher avaliou que o governo precisará ser capaz de passar confiança na gestão fiscal do país na saída da crise, a exemplo do que vinha ocorrendo antes da disseminação da pandemia.
“A crise atingiu o Brasil com a taxa de juro mais baixa da história, e isso não foi obra da sorte.”
O Itaú projeta uma queda do PIB brasileiro entre 4% e 6% neste ano. O tamanho da retração da economia vai depender basicamente de duas variáveis: o tempo de duração da quarentena e o ritmo de retomada da economia na saída do isolamento.
No melhor cenário, em que o isolamento terminasse no próximo dia 8 de maio e a retomada da economia no terceiro trimestre fosse de 100%, o PIB sofreria uma queda de 1,9%.
Já no pior cenário, no qual a quarentena se estenderia até o fim de julho e o nível de retomada fosse de apenas 25%, a economia brasileira pode sofrer uma contração de 6,9% em 2020, pelos cálculos do banco.
EFEITO PETRÓLEO
HORA DE COMPRAR?
CLIENTES DE PESO
PROGRAMA DE PONTOS
ALÔ, ACIONISTA
CORRIDA PELO FUTURO
TESOURO?
RECARREGÁVEL?
ALERTA VERMELHO
QUASE NINGUÉM QUIS?
ACABOU O SEGREDO
VEJA DETALHES
FIM DO MISTÉRIO?
PLANO DE EMERGÊNCIA
GIGANTE DA TECNOLOGIA
EXPANSÃO NO NORTE
ADIADO
REMÉDIO AMARGO?
DEPOIS DA TURBULÊNCIA
SOB NOVA DIREÇÃO?