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2020-10-05T18:06:30-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
BOM MOMENTO

Credit Suisse eleva preço-alvo de empresas de e-commerce diante do bom momento do setor

Para analistas, o que decidirá quem será o principal nome do e-commerce brasileiro será como recursos são investidos

5 de outubro de 2020
15:56 - atualizado às 18:06
e-commerce
e-commerce - Imagem: Shutterstock

O momento é do e-commerce no País. Com a pandemia de covid-19 forçando as pessoas a fazerem compras pela internet, os principais nomes do segmento – Magazine Luiza, B2W, Lojas Americanas e Via Varejo – estão ganhando participação de mercado e suas ações estão em alta.

Esta situação, combinada com a expectativa de bom desempenho no terceiro trimestre, fez o Credit Suisse elevar o preço-alvo das ações destas quatro empresas. O valor para as ações do Magazine Luiza passou de R$ 55 para R$ 100. A B2W teve o preço-alvo elevado de R$ 70 para R$ 100, as Lojas Americanas passou por um ajuste de R$ 30 para R$ 35 e o valor da Via Varejo passou de R$ 21 para R$ 24.

A recomendação para os papéis de Magazine Luiza e B2W foi mantida em neutro. Para Via Varejo e Lojas Americanas, a recomendação permanece sendo de compra.

Com espaço para crescer, diante da ainda baixa penetração do e-commerce no Brasil, o segmento deve ver uma intensificação da disputa entre as companhias nos próximos trimestres. Altamente capitalizadas, elas irão em busca de oportunidades para expandir suas ofertas de serviços em suas plataformas, aumentando o número de aquisições nos próximos trimestres.

Para os analistas Victor Saragiotto e Pedro Pinto, o que decidirá quem será o principal nome do e-commerce brasileiro daqui para frente será a maneira como estes recursos serão aplicados. “Fazer o básico (plataformas estáveis, aplicativos e sites amigáveis aos usuários, agregar vendedores terceirizados etc.) não parece ser suficiente, e o desafio agora é fazer a alocação adequada de recursos de capital”, diz trecho do relatório.

Atualmente, o valuation (valor de mercado) do setor é considerado elevado, mas justificável, considerando as circunstâncias. Mas os analistas ressaltam que nem todos os valores são aceitáveis, quando se olha para o futuro. As ações da Via Varejo, por exemplo, estão em patamares baixos, por estarem precificando uma perda de mercado que eles não veem acontecendo. Para o Credit Suisse, isso representa uma oportunidade.

Para o terceiro trimestre, os analistas do Credit Suisse esperam que as empresas apresentem novamente desempenho robusto. As vendas pela internet devem apresentar uma leve desaceleração em relação ao segundo trimestre, por conta do movimento de reabertura das lojas. Esta situação deve ser especialmente benéfica para aquelas empresas que têm presença no varejo físico, que devem apresentar maior crescimento do volume total de vendas (GMV).

“Nos nossos números o Magazine Luiza lidera, com um crescimento do GMV total de 79%, seguido por B2W (54%), Via Varejo (44%) e Lojas Americanas (30%)”, diz trecho do relatório.

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