Centauro conclui compra da Nike do Brasil e dobra de tamanho
Receita da empresa vai para cerca de R$ 6 bilhões; com aquisição companhia deve por de pé a estratégia de ser uma referência no mundo do esporte

O grupo SBF, controlador da Centauro, rede de lojas de artigos esportivos, concluiu a compra da operação comercial da Nike no Brasil por R$ 1,032 bilhão. Com o fechamento do negócio o grupo praticamente dobra de tamanho.
De uma receita de um pouco mais de R$ 3 bilhões a empresa vai para cerca de R$ 6 bilhões e se estrutura para pôr de pé a estratégia de ser uma referência no mundo do esporte.
"Quero ser um ecossistema: conhecer não só o que o consumidor compra, mas toda a sua jornada para oferecer produtos e serviços específicos, como personal trainer, indicação de grupos de corrida, por exemplo", diz Pedro Zemel, presidente do grupo.
[captacao]
O executivo diz que a construção desse novo modelo de negócio começa com dois ativos de peso e que, juntos, têm grande sinergia. Um deles é a rede da Centauro, com 209 lojas em 26 estados e 20 milhões de clientes. A varejista será comandada por Claudio Assis, ex-diretor de operações.
O outro pilar é a distribuição da marca Nike no País, concentrada na nova empresa do grupo que se chamará Fisia. Ela vai reunir as 31 lojas físicas da Nike, o site da marca e a venda dos produtos para outras varejistas.
Leia Também
A Fisia será dirigida por Karsten Koeler, que liderava a distribuição da Nike antes da venda da companhia para o grupo SBF. Apesar de a distribuição estar concentrada numa nova empresa, a marca Nike continuará na fachada das lojas. O grupo negociou o direito de explorá-la por dez anos.
Zemel diz que as operações da Centauro e da Fisia serão mantidas separadas, inclusive fisicamente. A sede da Centauro, com 6.300 funcionários, continua no bairro paulistano da Lapa, e a da Fisia, com 1.200 empregados, fica no bairro vizinho da zona oeste, na Lapa de Baixo.
No entanto, a configuração poderá permitir que o consumidor compre pelo site da Nike e retire o produto na loja da Centauro. A intenção é dar flexibilidade entre canais de vendas. "A Nike.com tem um potencial enorme, e os dois negócios juntos conseguem ter uma oferta maior para o consumidor final do que separados", afirma.
Novas aquisições
Na nova arquitetura do grupo, a holding, comandada por Zemel, vai reunir as áreas de tecnologia, finanças, marketing, logística e a cadeia de suprimentos. São cerca de 500 funcionários que vão ocupar três andares do tradicional Edifício Birmann, na avenida das Nações Unidas, onde antes funcionava a editora Abril.
Isoladas fisicamente, essas áreas atenderão às duas empresas do grupo por enquanto. "Vamos servir a tantas outras que a gente consiga construir ou comprar", diz o executivo, dando claras indicações dos próximos movimentos que estão no radar do grupo.
A companhia encerrou o terceiro trimestre deste ano com R$ 1,5 bilhão em caixa. Zemel diz que parte dessa cifra foi usada na compra da operação de distribuição da Nike no País.
O restante do dinheiro será direcionado à abertura e reforma de lojas da Centauro e investimentos em tecnologia. "Aquisições menores evidentemente cabem nesse cheque, mas se tivermos de fazer um movimento maior, daí é outra discussão."
O executivo não revela quantas lojas da Centauro serão abertas no próximo ano nem fala qual o crescimento esperado para a companhia, após a compra da distribuição da Nike no País.
Mas analistas de mercado que acompanham o desempenho da empresa, que tem ações na Bolsa, calculam que existam entre 20 e 30 novas lojas programadas para 2021.
Somadas às reformas das que estão em operação, seriam cerca de 50 pontos de vendas, que demandariam investimentos da ordem de R$ 200 milhões.
Outra alavanca de crescimento do grupo, além da compra de empresas, é a inovação. Por isso a companhia está investindo em profissionais de tecnologia para desenvolver produtos e serviços específicos.
Recentemente contratou 100 profissionais, entre engenheiros de software, cientistas de dados e designers, além de ter se aproximado de startups.
*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo
MERCADO EM EXPANSÃO
Rival da B3 quer estrear em 2027 e promete reduzir custos e ampliar opções para quem investe em ações, ETFs e FIIs
15 de outubro de 2026 - 17:10DOS MIMOS ÀS PROTEÍNAS
Black Friday 60% maior: como o iFood quer provar de vez que não é mais um aplicativo de entregas de refeições
15 de outubro de 2026 - 16:35ATENÇÃO, INVESTIDOR
INBR32 dá adeus à B3: prazo para decidir o destino dos BDRs do Inter termina nesta sexta-feira; veja as opções
15 de outubro de 2026 - 10:50ESTRUTURAS INTACTAS
O negócio caiu, mas a ação subiu: por que a disparada dos distratos não assusta os investidores de Tenda (TEND3) e Cury (CURY3)
15 de outubro de 2026 - 6:06ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: dona da Vivo (VIVT3) vai distribuir R$ 450 milhões em proventos; confira os prazos
14 de outubro de 2026 - 19:14EM MEIO À EUFORIA
O Bradesco saiu de moda na bolsa? O rali eleitoral tem seus queridinhos — e BBDC4 ficou de escanteio
14 de outubro de 2026 - 19:03PARA ALÉM DAS ACADEMIAS
Juros são o maior desafio da Smart Fit (SMFT3), segundo o CEO. Como a líder do setor fitness tem crescido nesse cenário?
14 de outubro de 2026 - 17:45SAÚDE NA BOLSA
Ações de saúde pegaram carona na eleição; agora, UBS BB revela o que pode vir pela frente para Rede D’Or, Hapvida e outras
13 de outubro de 2026 - 19:51DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Vencedores e vencidos pelos juros: o mapa do BTG para a sua carteira com a Selic menor
13 de outubro de 2026 - 19:21ESPAÇO PARA FATURAR BILHÕES
O jogo virou para o Magazine Luiza (MGLU3)? Itaú BBA eleva recomendação para compra com alívio nos juros e crise na Casas Bahia (BHIA3)
13 de outubro de 2026 - 12:45DESALAVANCAGEM EM FOCO
CSN (CSNA3) põe siderúrgica alemã à venda; negócio de R$ 3,1 bilhões vai resolver sua dor de cabeça bilionária?
12 de outubro de 2026 - 10:59ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO
Bradseg quer crescer sem entrar na guerra de preços dos seguros, diz CEO; veja onde está a aposta da companhia
12 de outubro de 2026 - 10:03NA ERA DA IA
Seu próximo gerente pode ser uma IA: veja como Bradesco e Santander estão se preparando e se os apps de banco vão acabar
12 de outubro de 2026 - 7:02O QUE ESTÁ EM JOGO?
Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização
10 de outubro de 2026 - 9:08ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: Santander (SANB11) distribuirá R$ 1,5 bilhão aos acionistas; saiba quem mais paga
9 de outubro de 2026 - 19:34Conteúdo Market Makers
Bancos vão investir R$ 3 bilhões em inteligência artificial e soluções de dados em 2026: O que eles já descobriram que você ainda não aplica?
9 de outubro de 2026 - 13:00Conteúdo Empiricus
Qual a importância de saber o valor real da sua empresa? Conheça uma forma gratuita de calculá-lo
9 de outubro de 2026 - 12:00ENERGIA NA MIRA
Não é a Taesa (TAEE11): Ação paga bons dividendos, mas não é a favorita do Itaú BBA; veja as elétricas preferidas do banco
9 de outubro de 2026 - 9:37NOVAS FRONTEIRAS
Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs
9 de outubro de 2026 - 5:01RECOMENDAÇÃO