B3 diz que ação PN de empresa do nível 2 tem direito de voto em caso de fusão
Posição da bolsa ocorre após controlador da AES Tietê informar que não reconheceria oferta de fusão proposta pela Eneva caso fosse aprovada em assembleia com voto de ações PN

Uma vitória do investidor! Os titulares de ações preferenciais (PN) de empresas listadas no nível 2 de governança da B3 têm, sim, direito de voto em temas como uma proposta de incorporação, fusão ou cisão.
O posicionamento foi dado pela B3 na noite desta segunda-feira e acontece depois da polêmica sobre a oferta frustrada realizada pela Eneva para incorporar a AES Tietê.
A geradora de energia é uma das 21 companhias listadas no nível 2 – o segundo segmento com práticas de governança corporativas mais rigorosas da bolsa, atrás apenas do Novo Mercado.
Leia também:
- Oferta frustrada da Eneva pela AES Tietê entra na mira da CVM
- BNDESPar exige que empresa convoque assembleia para votar proposta da Eneva
- Conselho rejeita proposta da Eneva, mas fusão ainda pode acontecer
- Luiz Barsi se posiciona contra oferta da Eneva em carta a acionistas
A AES Tietê tem como principal acionista o grupo norte-americano AES Corp, com 61% das ações ordinárias (ON, com direito a voto), mas apenas apenas 24% do capital total, composto também por ações preferenciais.
Ou seja, a oferta da Eneva poderia ir adiante mesmo sem o aval dos americanos caso fosse aprovada pela maioria dos acionistas da AES Tietê, incluindo os titulares de ações PN.
O problema é que a AES Corp informou que não reconheceria a operação caso fosse aprovada em uma assembleia de acionistas. A Eneva decidiu, então, retirar a oferta pela companhia.
Leia Também
[captacao]
O caso levou a uma série de questionamentos sobre as regras no nível 2 de governança, mas hoje a B3 deixou claro – sem citar nenhum caso específico – que os titulares de ações preferenciais têm direito a voto nesse tipo de operação.
“A B3 entende que, caso ocorra convocação de assembleia geral extraordinária de acionistas de companhias listadas no Nível 2, para deliberação, dentre outras matérias, daquelas atinentes à transformação, incorporação, fusão ou cisão, votam todos os acionistas da companhia, de maneira equitativa, sejam titulares de ações ordinárias ou preferenciais”, informou a bolsa.
Outras oito empresas do nível 2 possuem situação semelhante à da AES Tietê. Ou seja, o acionista com a maior parte das ações ON não possui mais de 50% do capital.
A Petrobras também entraria nesse grupo, mas antes de aderir ao regulamento a estatal pediu um "waiver" da B3 para não cumprir esse requisito. A justificativa na ocasião foi um dispositivo na lei do petróleo que proíbe o voto de ações preferenciais.
Resta saber qual será a posição da B3 caso empresas já listadas no nível 2 decidam pedir o mesmo waiver dado à Petrobras.
PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus
O teto do INSS hoje é de R$ 8.475,55, mas grupo de investidores recebeu o dobro com esse sistema; entenda
25 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #293
Eleições podem destravar IPOs e novas emissões de dívida no Brasil? CEO da Nero Capital responde
23 de outubro de 2026 - 18:56O EFEITO DAS URNAS
Depois de lucrar com a alta do Ibovespa, tubarões se protegem no mercado, de olho em eleição mais acirrada
23 de outubro de 2026 - 17:53MERCADO DE FIIs