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2020-11-16T09:47:24-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
AINDA DIFÍCIL

Azul está otimista com final do ano, mas pandemia pressiona 3º trimestre

Prejuízo sobe 2,2 vezes em relação ao mesmo período de 2019, com queda de 73,4% da receita

16 de novembro de 2020
9:39 - atualizado às 9:47
Avião da Azul
Imagem: Shutterstock

A Azul (AZUL4) começa a ver recuperação na demanda por voos no País, após ter suas atividades paralisadas na primeira metade do ano por conta da covid-19. Mas a pandemia continua sendo um problema, pesando significativamente nos resultados do terceiro trimestre.

A companhia aérea encerrou o período de julho a setembro com um prejuízo líquido de R$ 1,226 bilhão, um aumento de 2,2 vezes em relação à perda de R$ 550,5 milhões apurada no mesmo período de 2019.

Segundo ela, a covid-19 prejudicou a demanda de passageiros. A receita por assentos-quilômetro oferecidos (Rask, na sigla em inglês), que representa a receita operacional dividida pelo total de assentos oferecidos, caiu 20,3% em base anual. Com isto, a receita líquida total recuou 73,4%, para R$ 805,3 milhões.

A Azul conseguiu registrar um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 198,3 milhões no terceiro trimestre graças a eventos não recorrentes provocados por medidas tomadas para mitigar os efeitos da pandemia, como renegociação dos contratos de arrendamento. Desconsiderando estes efeitos, a empresa teve um prejuízo de R$ 258 milhões.

Perfil financeiro

Se do lado operacional as coisas continuam complexas, a Azul apresenta uma posição financeira robusta. A liquidez imediata cresceu 2% em relação ao segundo trimestre, para R$ 2,300 bilhões, levando a liquidez total a crescer 4,6%, para R$ 6,948 bilhões.

A dívida líquida total reduziu 6,8% para R$ 14,771 bilhões em relação ao segundo trimestre, principalmente devido à redução de 7,5% no passivo de arrendamento. “Com a implementação do plano de retomada, a companhia reduziu seus passivos de arrendamento para R$12,8 bilhões no final do terceiro trimestre, embora o real tenha desvalorizado mais de 39,9% no ano de 2020”, diz trecho do balanço da empresa.

Ainda assim, por conta do fraco desempenho operacional e as medidas para reforço de caixa (recentemente ela emitiu R$ 1,7 bilhão em debêntures conversíveis), a relação entre a dívida líquida e o Ebitda alcançou 11,3 vezes, acima das 6,4 vezes vista no segundo trimestre e as 3,0 vezes do quarto trimestre de 2019.

Perspectivas

Ainda que os resultados do terceiro trimestre mostrem que a situação ainda é difícil, a Azul está otimista para o quarto trimestre.

Segundo ela, a recuperação da demanda doméstica no Brasil continua sendo uma das mais aceleradas do mundo. Em setembro, a capacidade doméstica da Azul representou 49% em relação ao mesmo período do ano passado, e até dezembro, a companhia espera que supere 80%.

“Até o final desse ano, a Azul voltará a voar para 113 dos 116 destinos servidos no início de 2020, uma recuperação de 97% da malha em termos de cidades atendidas”, diz trecho do balanço.

Para o quarto trimestre, a companhia estima um consumo de caixa médio diário na casa dos R$ 1,5 milhão, abaixo dos R$ 2,5 milhões projetados anteriormente.

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