Salto na dívida bruta será de cerca de 9 pontos percentuais do PIB, diz Waldery
Waldery evitou prever quando o Brasil voltará a ter superávit nas contas públicas. "Agora temos uma pausa (no ajuste), mas voltaremos com mais força", disse

O secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, previu um salto na dívida bruta do setor público brasileiro de cerca de nove pontos porcentuais do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, a dívida será muito afetada pelas medidas para o enfrentamento da covid-19.
"É claro que pode haver medidas, como compra e venda de reservas", disse ele.
Segundo o secretário, a compra e venda de reservas, porém, é decisão do Banco Central.
Waldery evitou prever quando o Brasil voltará a ter superávit nas contas públicas. "Agora temos uma pausa (no ajuste), mas voltaremos com mais força", disse o secretário. Segundo ele, o teto de gastos é a âncora fiscal e no cenário atual ganha ainda mais importância.
O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, disse que as contas públicas voltarão a ter superávit quanto mais rápido forem aprovadas as reformas estruturais.
Leia Também
Waldery Rodrigues disse que o governo não trabalha com aumento de impostos como resposta aos efeitos do aumento de gastos no déficit público.
A proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 não contempla reajustes salariais e nem concursos públicos. Mas o secretário de Orçamento do Ministério da Economia, George Soares, ressaltou que a LDO não trata de concursos.
Soares informou que a LDO permite transformar cargos e funções. "Trocar cargo por outro de valor menor", disse, sem dar detalhes.
Década de déficits
A equipe econômica projeta uma década no Brasil de déficits primários nas contas públicas. Com o efeito da pandemia, que interrompeu o processo de ajuste fiscal, as estimativas do governo projetam resultados negativos nas contas do governo em 2021, 2022 e 2023.
"Estamos estimando para o oitavo ano de déficit primário em 2021. É algo inédito. Não tem similar na série histórica do Brasil e nem mesmo comparativamente no mundo. Pelo menos naqueles países há possibilidade de comparação direta", alertou o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.
Segundo ele, o governo herdou posições fiscais muito frágeis e fez o dever de casa em 2019, mas é muito longe ainda de todo o esforço fiscal necessário para economia. "Mesmo com o forte avanço do ajuste em 2019, na realidade em 2021, 2022 e 2023, teremos déficit", disse.
O secretário afirmou que o governo fará todo possível para mudar esse cenário, depois de passada a crise da covid-19. "Mas há, sim, uma probabilidade de termos uma sequência de 10 anos de déficit primário", reconheceu.
Diante desse cenário, Waldery e o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, alertaram para a importância de agilizar a agenda de reformas e de concessões/privatizações para mudar o quadro em 2021. Isso porque as receitas extraordinárias serão fundamentais para o pós-crise.
Mansueto Almeida destacou, por sua vez, que o atual governo será o primeiro a conseguir, num ciclo de quatro anos, reduzir despesas como proporção do PIB. "Ao contrário de todos os governos desde 1988, a piora do resultado primário não será por aumento de despesa", afirmou.
A despesa primária era 19,8% do PIB em 2018 e deve encerrar 2022 em 18,33% nas projeções do governo divulgadas nesta quarta. "É a primeira vez desde Constituição de 88 que teremos num ciclo queda da despesa primária", disse.
Já a receita líquida cairá de 17,8% do PIB em 2018 para 16,8% em 2022.
Segundo Waldery Rodrigues, a despesa primária total em 2021 deve subir com a previsão de R$ 319,36 bilhões em despesas não sujeitas ao teto, chegando a 22,35% do PIB. Mas ele tratou como algo provisório. "Precisamos ter ações que reduzam despesa como porcentual do PIB", disse. Considerando as despesas sujeitas ao teto, elas somarão 18,43% do PIB.
*Com informações do Estadão Conteúdo
DESTAQUES DA BOLSA
Tenda (TEND3) vai na contramão do Ibovespa e fecha em queda, mas Itaú BBA ainda tem motivos para considerar a ação atrativa
30 de setembro de 2026 - 18:45COMEÇOU A TRANSIÇÃO
‘Pense em um mundo sem imposto’: o recado de Bernard Appy para as empresas na reta final da reforma tributária
30 de setembro de 2026 - 13:50OLHO NO PIX
IRPF 2026: dinheiro de lote de restituição da malha fina do imposto de renda cai hoje na conta
30 de setembro de 2026 - 8:42SEM DESCONTO
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho toma decisão e banco anuncia quando as agências reabrem
30 de setembro de 2026 - 7:55BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3792 tem 37 ganhadores, mas só dois ficam a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões
30 de setembro de 2026 - 6:49ATENÇÃO, BENEFICIÁRIOS!
Bolsa Família com novo valor, Gás do Povo, Pé-de-Meia e mais: confira o calendário completo dos programas sociais para outubro de 2026
30 de setembro de 2026 - 5:05DESTAQUES DA BOLSA
Ação da Tupy (TUPY3) atinge máxima nesta terça-feira (29) e fecha com alta de mais de 3%. O que animou os investidores?
29 de setembro de 2026 - 18:30TAG SUMMIT 2026
De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta
29 de setembro de 2026 - 15:49NOVO OBSTÁCULO
El Niño pode atrapalhar queda da Selic em 2027 — mas há uma saída para os juros voltarem a cair, diz CEO da Bradesco Asset
29 de setembro de 2026 - 15:08ASSUNTO 'PROIBIDO'?
“Isso não ganha voto”: por que o ajuste fiscal deve ficar para depois da eleição, segundo Bruno Funchal, ex-secretário do Tesouro
29 de setembro de 2026 - 14:45CORTOU PROJEÇÕES
Maior queda do Ibovespa hoje, CSN (CSNA3) derrete 11% e divisão de mineração (CMIN3) vai junto: o que preocupa os investidores?
29 de setembro de 2026 - 13:35CHEGOU AO TST
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho julga dissídio em meio a impasse entre banco e funcionários
29 de setembro de 2026 - 9:59PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS
R$ 1,7 bilhão na mesa: bets terão de devolver dinheiro a 22,9 milhões de apostadores após MP de Lula
28 de setembro de 2026 - 17:16O PREÇO DAS ELEIÇÕES
Sem rali eleitoral? Gatilho para a bolsa brasileira fica para depois das eleições; saiba qual é, segundo o JP Morgan
28 de setembro de 2026 - 12:00INSEGURANÇA
Bets estudam medidas para tentar reverter proibição depois de MP de Lula, mas proximidade da eleição atrapalha
28 de setembro de 2026 - 10:04É BOM SABER
Milhões de brasileiros desconhecem benefício do novo RG e ficam sem acesso mais seguro ao gov.br
28 de setembro de 2026 - 9:27DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS