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Maior volume para o mês

Poupança tem captação líquida de R$ 7,017 bi em outubro, revela BC

Este é o maior volume de depósitos líquidos para um mês de outubro, em valores nominais, em toda a série histórica do BC, iniciada em 1995.

Edifício-sede do Banco Central, em Brasília
Edifício-sede do Banco Central, em Brasília - Imagem: Rodrigo Oliveira/Caixa Econômica Federal - Flickr/BCB

Ainda sob os efeitos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, as famílias brasileiras fizeram mais depósitos do que saques na caderneta de poupança no mês passado. Dados do Banco Central mostram que, em outubro, os depósitos líquidos somaram R$ 7,017 bilhões. Este é o maior volume de depósitos líquidos para um mês de outubro, em valores nominais, em toda a série histórica do BC, iniciada em 1995.

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O mês de outubro também foi o oitavo consecutivo em que houve registro de depósitos líquidos. Em março, quando a pandemia do novo coronavírus fez com que o isolamento social se intensificasse, com reflexos sobre a atividade econômica, as famílias haviam depositado R$ 12,169 bilhões líquidos na poupança. Em abril, foram R$ 30,458 bilhões; em maio, R$ 37,201 bilhões; em junho, R$ 20,534 bilhões; em julho, R$ 28,144 bilhões; em agosto, R$ 11,403 bilhões; e em setembro R$ 13,228 bilhões.

Esta corrida para a caderneta é justificada pela postura das famílias em relação à crise e pelas ações do governo para manter a renda da população.

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Nos últimos meses, o BC vem citando, por meio de documentos oficiais, que existe o risco de que a pandemia aumente a "poupança precaucional" no Brasil. Em outras palavras, o BC vê o risco de que as famílias, com medo do desemprego e da redução da renda, aumentem depósitos em aplicações como a caderneta de poupança, para formar um "colchão" em caso de emergências. Isso é visto com ressalvas, porque mais dinheiro na poupança significa menos consumo - e ainda mais dificuldades para as empresas brasileiras.

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O pagamento do auxílio emergencial à população de baixa renda nos últimos meses, no valor de R$ 600, é outro fator que contribuiu para o aumento dos depósitos na poupança. O governo fez os pagamentos por uma conta de poupança digital. Os depósitos começaram a ser feitos em 9 de abril e parte deles segue depositada na poupança, por precaução. Além disso, o governo já começou a depositar na conta dos beneficiários a extensão do auxílio emergencial, no valor de R$ 300. Este valor continuará a ser depositado até o fim deste ano.

Os números de outubro mostram que os depósitos brutos na caderneta foram de R$ 279,576 bilhões, enquanto os saques atingiram R$ 272,559 bilhões. Com isso, chegou-se à captação líquida de R$ 7,017 bilhões. Considerando o rendimento de R$ 1,619 bilhão de setembro, o saldo total da poupança atingiu R$ 1,010 trilhão no mês passado. Desde setembro - e pela primeira vez na história - o saldo da caderneta supera, em valores nominais, a marca de R$ 1 trilhão.

No ano até outubro, a poupança acumulou depósitos líquidos de R$ 144,227 bilhões. Chama a atenção o fato de que a poupança vem recebendo depósitos líquidos nos últimos meses a despeito de sua rentabilidade estar cada vez menor. Atualmente, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic (a taxa básica de juros). A Selic, por sua vez, está em 2,00% ao ano, no menor patamar da história. Na prática, a remuneração atual da poupança é de 1,4% ao ano - um porcentual que pode nem mesmo compensar a inflação corrente.

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Esta regra de remuneração da poupança vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

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