Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Ivan Ryngelblum

Ivan Ryngelblum

Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.

PROJEÇÕES

O que será do mundo nos próximos cinco anos? A Pimco tem algumas ideias

Para gestora, ganhos com investimentos dependerão uma gestão ativa dos portfólios

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
7 de outubro de 2020
17:04 - atualizado às 10:36
Imagem conceitual traz o globo terrestre ao lado de pilhas de dinheiro
Imagem: Shutterstock

Projetar o que vai acontecer na economia global nos próximos cinco anos é sempre um desafio para os economistas. Mas estimar o que acontecerá no futuro no momento em que o mundo enfrenta uma crise sem precedentes, provocada por uma pandemia que causou a paralisia de toda a economia global, é um trabalho ainda pior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso, porém, não impediu uma das maiores gestoras do mundo, com quase US$ 1,9 trilhão sob gestão, meter a sua colher. A americana Pimco publicou nesta quarta-feira (7) o chamado “Secular Outlook”, um relatório em que ela projeta o cenário para investimentos nos próximos três a cinco anos, olhando para os desenvolvimentos da economia global e seus efeitos sobre os mercados e ativos financeiros.

A atual versão, intitulada Escalating Disruption (escalada da disrupção, em tradução livre), tem a seguinte frase logo na capa (tradução livre novamente): a pandemia amplificou os fatores disruptivos de longo prazo, tornando a seleção de crédito e a geração de alpha (métrica que avalia o desempenho de determinado ativo) cada vez mais importante.

Para a Pimco, para ter ganhos com investimentos nos próximos anos, em que a economia global estará fragilizada, será preciso uma gestão ativa dos portfólios, para conseguir encarar os eventos considerados disruptivos e identificar as oportunidades que estas situações criam no mercado.

Contexto

Olhando para a economia global, a gestora afirma que a primeira metade deste período será marcada por crescimento acima da média, com os países saindo do buraco provocado pela pandemia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas ela alerta que eles devem enfrentar desaceleração na segunda metade e um longo período de desemprego, situação que deve prejudicar a produtividade das economias. “Além disso, as elevadas incertezas devem prejudicar os investimentos das empresas por um longo período”, diz trecho do relatório.

Leia Também

Antes da crise econômica provocada pela covid-19, a Pimco já identificava quatro fatores capazes de gerarem volatilidade na economia global e nos mercados:

  • a ascensão econômica da China;
  • o populismo político;
  • as mudanças climáticas e;
  • os avanços tecnológicos.

Para a gestora, estes fatores deverão ter seus efeitos amplificados após a pandemia, pelo fato de os países estarem em posições mais frágeis.

A China deve continuar na sua caminhada para se tornar a maior economia mundial. Mas ela deve começar a reduzir a sua dependência dos mercados externos. Segundo a Pimco, o novo plano estratégico do governo, chamado “Made in China 2025”, pretende tornar o país mais independente do mercado externo, em produtos, serviços e tecnologia, ainda que permaneça aberta aos mercados internacionais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O populismo, e seus primos protecionismo e nacionalismo, devem ganhar força com a recessão das economias e as consequências sobre a desigualdade nas sociedades.

Na questão das mudanças climáticas, a Pimco avalia que os riscos ficaram ainda mais evidentes, citando diversas catástrofes vistas este ano. Ela destaca ainda as consequências relacionadas à transição para uma economia mais verde nos países, que devem alterar as bases das economias.

E a tecnologia vai ganhar ainda mais relevância com a crise da covid-19, mudando os padrões de consumo e o mercado de trabalho.

Política monetária e fiscal

Dadas as dificuldades previstas para as economias, as taxas de juros permanecerão baixas por um longo tempo, podendo inclusive ficar em território negativo, para estimular as economias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação também deve dificultar o cumprimento das metas de inflação, uma das principais funções de um banco central. Com as autoridades monetárias de mãos atadas, dependerá da política fiscal o rumo dos preços.

A resposta dos países à crise, facilitada pelo aumento das compras de títulos públicos pelos bancos centrais, injetando liquidez no mercado, deixou basicamente duas possibilidades para as políticas fiscais ao redor do mundo. De um lado, os estímulos são retirados, resultando em inflação muito abaixo da meta. Do outro, os gastos permanecem elevados, aumentando os déficits fiscais, junto com uma aceleração da inflação.

Como proceder?

A Pimco projeta que os juros baixos derrubarão o retorno de investimentos em títulos públicos. Mas isto não significa que os mercados acionários devem ganhar com os menores retornos destes ativos. “Em um período de fraca atividade econômica, vemos o potencial de crescimento dos lucros como proporção do PIB estagnar ou reverter”, diz trecho do relatório.

Para a gestora, este cenário exigirá cautela. Ela avalia que será necessário reduzir as expectativas de retorno dos investimentos, ao invés de buscar ativos de maior risco em um momento de enorme incertezas e riscos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar dos alertas, a Pimco não hesitou em apontar locais com oportunidades. Um deles é a Europa, caso a zona do euro consiga se manter estável. A gestora elogiou as medidas tomadas pelos governos da união monetária e do Banco Central Europeu (BCE) para lidar com os efeitos da pandemia.

A Ásia também apresenta oportunidades, região que saiu primeiro da pandemia, especialmente na parte de crédito corporativo.

Mercados emergentes também foram citados, por terem ativos baratos e possibilidade de alto retorno, mas destacou que também são regiões mais sensíveis a rupturas no cenário econômico.

“Em mercados emergentes, assim como em crédito corporativo, nós acreditamos fortemente que uma administração ativa [de investimentos] não é um luxo, mas uma necessidade, à medida que buscamos retornos atraentes enquanto administramos riscos nos portfólios dos clientes”, diz trecho do relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BALANÇO 1T26

“Não poderíamos estar mais preparados” — presidente da Azul (AZUL3) comenta impacto da guerra; aérea quase zera o prejuízo

7 de maio de 2026 - 12:58

Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio

FIM DO JEJUM

O que esperar da estreia da Compass (PASS3), o primeiro IPO da B3 em quase 5 anos e que pode movimentar até R$ 2,9 bilhões

7 de maio de 2026 - 9:31

A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia

FII DO MÊS

Fundo imobiliário de shopping rouba a cena com dividend yield de 11% e lidera recomendações para investir em maio; confira o ranking completo

7 de maio de 2026 - 6:02

Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa

VENTOS DE FORA

O que está por trás da subida de 4% da Vale (VALE3) hoje? BTG eleva preço-alvo

6 de maio de 2026 - 16:54

Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026

MERCADOS HOJE

Entre a paz e a pólvora: Ibovespa sobe no meio de um cabo de guerra que derruba o petróleo e a Petrobras (PETR4); dólar segue sob pressão

6 de maio de 2026 - 13:33

O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia