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coronavírus

Não pode impor isolamento, como alguns Estados fizeram, diz Bolsonaro em entrevista à Rede TV

"Parece que há interesse por parte de alguns governadores de inflar o número de vitimados do vírus. Daria mais respaldo pra ele, pra justificar as medidas que eles tomara", defendeu o presidente

(Santos - SP, 10/01/2020) Presidente da República, Jair Bolsonaro. - Imagem: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar as políticas de contenção à proliferação do novo coronavírus, defendida por governadores brasileiros, em especial, a recomendação de quarentena. Segundo Bolsonaro, em entrevista à Rede TV!, "não se pode impor isolamento como alguns Estados fizeram de forma quase eterna".

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"Parece que há interesse por parte de alguns governadores de inflar o número de vitimados do vírus. Daria mais respaldo pra ele, pra justificar as medidas que eles tomara", defendeu Bolsonaro.

Para o presidente, há restrições a uma "quarentena maior que esta aí porque esse pessoal vai ter dificuldade para sobreviver". Bolsonaro disse tratar "da questão da doença, da preservação da vida e do emprego simultaneamente".

"O que o povo mais pede é para voltar a trabalhar", disse Bolsonaro relatando a conversa que teve com populares durante visita feita à Ceilândia (DF), no domingo. Segundo afirmou Bolsonaro, que desconsiderou as recomendações de isolamento defendidas pelo Ministério da Saúde: "Não houve nada preparado da minha parte para que houvesse gente na rua ontem."

Idade

Bolsonaro disse que "se (a covid-19) fosse algo terrivelmente mortal para mim, talvez não estivesse na rua". Em entrevista à Rede TV!, o presidente afirmou que "o H1N1 foi muito mais terrível e não trouxe esse pânico para nós".

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Bolsonaro ainda lembrou do atentado em Juiz de Fora e disse: "Se o vírus pegar em mim, não vou sentir quase nada". "Fui atleta e levei facada", recordou. De acordo com o presidente, a estimativa é de que "pelo menos 60% da população vai contrair o vírus". "O que o governo está tentando fazer é que nem todos peguem ao mesmo tempo", disse.

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Segundo o presidente, foi "equivocada" a decisão do TSJ de liberar provisoriamente presos no grupo de risco da doença. "Se depender de mim, não soltaria ninguém", disse Bolsonaro. "Estão mais protegido lá dentro. Têm comida, foram proibidas as visitas", afirmou.

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