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Estadão Conteúdo

Em busca de investidores

Guedes vai a Davos para ‘vender’ o Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, será a principal autoridade brasileira no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça

Estadão Conteúdo
18 de janeiro de 2020
10:25 - atualizado às 10:26
Paulo Guedes
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Brasil Investment Forum

Depois de concentrar o primeiro ano do governo na administração dos problemas domésticos e no encaminhamento das principais reformas estruturais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer focar em 2020 na tarefa de atrair capital externo, não especulativo, para financiar os projetos brasileiros, principalmente, de infraestrutura.

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O primeiro teste começa na próxima semana, quando Guedes e sua equipe participam em Davos, na Suíça, do Fórum Econômico Mundial. A missão será mostrar que o Brasil mudou de cara em 2019, saindo do que classificou de "abismo fiscal" para um período de recuperação econômica, com inflação e juros baixo. Nesse cenário, "vender" o Brasil como o melhor destino no mundo para investimentos ganhou relevância.

Além de Davos, Guedes deve reforçar sua agenda internacional nos próximos meses, o que não aconteceu no ano passado quando ele cancelou muitas viagens e não aceitou convites para sair do País.

Para atrair o olhar dos estrangeiros, a equipe econômica pretende explorar também a perspectiva de acelerar a sua entrada como membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), depois do apoio dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura brasileira.

Um ano após a sua primeira participação no fórum, o ministro vai levar a mensagem de que o Brasil aprofundará as reformas em 2020, está corrigindo erros e começou a entregar a agenda de medidas prometidas pelo presidente Jair Bolsonaro.

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Sem o presidente, que cancelou a ida ao fórum, Guedes será a principal autoridade brasileira em Davos. O encontro reúne líderes mundiais e chefes das maiores empresas do mundo para discutir o aquecimento da economia global. A reunião deste ano acontecerá entre os dias 21 e 24 deste mês.

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No ano passado, Bolsonaro, na sua primeira viagem internacional após a posse, decepcionou em Davos com um discurso de apenas seis minutos e o cancelamento, em seguida, da sua primeira entrevista coletiva em reação às críticas que recebeu.

"Em que lugar no mundo está acontecendo o mais dramático processo de reformas institucionais e reformas estruturais? É no Brasil", afirma o secretário Especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, que acompanhará Guedes em Davos.

O secretário antecipa que governo vai mostrar aos investidores que o Brasil já percorreu uma parte do caminho das reformas: Previdência, abertura da economia via acordos internacionais de comércio, melhoria do ambiente de negócios por meio da aprovação da Lei de Liberdade Econômica, programa de privatizações.

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Paradoxo

Segundo ele, há um paradoxo hoje no mundo: muita liquidez (sobra de recursos) e ao mesmo tempo uma estiagem de oportunidade de investimentos viáveis e lucrativos. "Esses recursos podem fluir para infraestrutura", ressalta. "Uma das mais importantes fronteiras do investimento estrutural do mundo seja o Brasil", afirma.

Para secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Matar, o maior atrativo do governo a oferecer em Davos é o pacote de concessões. O governo prevê uma venda este ano de R$ 150 bilhões de privatização de estatais e participações em empresas, incluindo o leilão de 79 concessões. "Tudo melhorou: inflação, risco, Bolsa e juros. Guedes vai ter o que mostrar", diz.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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