🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Dilema

Corte surpresa de juros nos EUA deixa o Copom entre a cruz e a espada

O Fed se antecipou e promoveu um corte extraordinário na taxa de juros do país, de modo a blindar a economia dos efeitos do coronavírus. O movimento, contudo, gerou incerteza e colocou pressão sobre o Copom, que agora está numa encruzilhada para decidir o futuro da Selic

Victor Aguiar
Victor Aguiar
3 de março de 2020
20:30 - atualizado às 14:42
Fed corte de juros
Imagem: Shutterstock

Cortar ou não cortar a Selic, eis a questão: o Copom tem um dilema shakespeariano adiante. Assim como Hamlet, a autoridade monetária brasileira terá que refletir profundamente sobre seus próximos passos, tendo em vista os acontecimentos que lhe foram revelados — e o tempo para a tomada de uma decisão é curto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não, nenhum membro do Copom foi visitado pelo fantasma do rei da Dinamarca. A visão foi muito mais intimidadora: uma movimentação surpresa do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na manhã de terça-feira (3), promovendo um corte extraordinário de 0,5 ponto na taxa de juros do país.

Eu, pelo menos, fiquei com os cabelos em pé. Todos os dias, eu monitoro inúmeras telas e gráficos com o desempenho em tempo real dos principais mercados do mundo. E, praticamente ao mesmo tempo — pouco antes das 12h de ontem —, todos os índices deram um salto.

E não é para menos: a última vez que o Fed mexeu na taxa de juros dos EUA fora da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, algo como o Copom de lá) foi no longínquo 2008 — ano da última grande crise financeira global.

Diante de uma situação tão insólita, a equipe do Seu Dinheiro se mobilizou para conversar com economistas e outras fontes do mercado financeiro, tentando entender as causas e consequências da movimentação do Fed. E o tema que domina a atenção é a postura que o BC adotará de agora em diante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na última reunião, o Copom sinalizou que o ciclo de reduções na Selic terminou nos atuais 4,25% ao ano. Mas, tendo em vista os riscos do surto de coronavírus, a economia doméstica ainda vacilante e a ação surpresa do Fed, o que era dado como certo agora já é duvidoso.

Leia Também

Para os especialistas, mais cortes na Selic não seriam uma boa saída, considerando os níveis já bastante estimulativos da taxa básica de juros. Mas o mercado já se empolga com a possibilidade de mais uma redução, colocando o BC numa posição desconfortável: e agora, o que fazer?

Afinal, há mais coisas entre a política monetária e os ciclos econômicos do que pode imaginar nossa vã filosofia...

Há algo de podre?

Indo aos números: o Fed não esperou pela próxima reunião do Fomc, marcada para o dia 18, e reduziu a taxa de juros do país em 0,5 ponto, para a faixa de 1% a 1,25% ao ano. A ideia é dar um estímulo extra à economia americana, antecipando-se aos eventuais impactos do coronavírus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Num primeiro momento, o mercado reagiu euforicamente à medida: o Ibovespa e as bolsas dos EUA dispararam, em meio à percepção de que a autoridade monetária americana faria de tudo para blindar a economia do país dos efeitos da doença.

Só que essa injeção de ânimo durou pouco. Logo, uma segunda leitura começou a ganhar força nas mesas de operação: a de que uma ação tão drástica indicava que a situação do coronavírus é muito mais grave do que o imaginado.

"Criou mais desconfiança que confiança", me disse Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos, destacando que a postura do presidente do Fed, Jerome Powell, em coletiva de imprensa após o corte extraordinário, contribuiu para aumentar o desconforto — ele citou, de maneira genérica, que os riscos à economia aumentaram.

Precipitado ou não, fato é que o movimento da autoridade americana aumenta a pressão sobre os demais bancos centrais do mundo, uma vez que abre espaço para um novo ciclo global de alívio monetário. Uma situação que coloca o Copom numa encruzilhada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Srour, há agora uma nítida pressão para que o BC corte novamente a Selic — possivelmente, já na reunião do dia 18. No entanto, por mais que o panorama esteja dado, ela acredita que tal medida não seria benéfica.

"Afrouxar ainda mais [os juros] vai trazer consequências não-estimulativas, como a depreciação maior do câmbio", diz a economista-chefe da ARX Investimentos. "Não vejo como um movimento correto, mas o mercado já está precificando".

E, de fato, as curvas de juros de curto prazo mostram que os investidores estão apostando em mais reduções na Selic. Os DIs com vencimento em janeiro de 2021 recuaram de 3,96% na segunda-feira para 3,85% ontem, um novo piso histórico para esses contratos.

Há método na loucura

Posição semelhante é assumida por José Márcio Camargo, economista da Genial Investimentos e professor da PUC-Rio. Em entrevista à Julia Wiltgen, ele se mostrou preocupado quanto aos desdobramentos da ação tempestuosa do Fed.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Cortar juros não resolve. Não é um problema de demanda, e sim de oferta", disse ele, mostrando-se cético quanto à eficácia da medida surpresa do BC americano. "Não vai resolver, não vai melhorar a situação e ainda cria uma incerteza no futuro".

Quanto às implicações para o Copom, Camargo também defende a manutenção dos juros no Brasil, uma vez que, no momento, o diferencial nas taxas em relação aos EUA voltou a subir — o que tende a trazer algum alívio ao mercado de câmbio e afastar o dólar das máximas.

Para ele, o BC tem sido explícito em relação à incerteza quanto à potência da política monetária e, nesse cenário, continuar reduzindo a Selic poderia não surtir efeitos práticos — ou pior: poderia gerar um surto inflacionário que forçará uma alta nos juros no futuro.

"Toda surpresa que não tenha fundamentos razoáveis acaba aumentando a incerteza"

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
José Márcio Camargo, economista da Genial Investimentos e professor da PUC-Rio

Quem também mostrou-se surpreso com a postura do Fed foi Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho. Embora parte do mercado já ventilasse a hipótese de um corte de juros nos EUA, o timing foi inesperado, já que a reunião oficial ocorrerá em apenas duas semanas.

Em conversa com o Felipe Saturnino, ele disse também enxergar a manutenção da Selic nos atuais 4,25% ao ano como opção mais apropriada, embora reconheça que aumentam as chances de mais um corte nos juros.

Afinal, por mais que o coronavírus represente um risco relevante no horizonte, há também a possibilidade de uma recuperação rápida das economias — e, assim como seus colegas, Rostagno também vê no real já bastante desvalorizado um entrave a mais cortes nos juros por aqui.

"Embora o cenário de inflação permaneça benigno, mesmo com o dólar a R$ 4,50, não há desancoragem de expectativas de inflação, mas começo a ver que a fraqueza relativa do real pode afetar a confiança dos investidores no país".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nada em si é bom ou mau

Pouco após o fechamento dos mercados nesta terça-feira, o Banco Central resolveu se manifestar. O posicionamento da autoridade monetária brasileira não foi tão dramático quanto o do Fed — mas foi, no mínimo, misterioso.

"À luz dos eventos recentes, o impacto sobre a economia brasileira proveniente da desaceleração global tende a dominar uma eventual deterioração nos preços de ativos financeiros", diz o BC, em nota, ressaltando que continuará avaliando o cenário nas próximas duas semanas.

Bem, a reunião do Copom ocorrerá daqui duas semanas — assim, esse vago cronograma não quer dizer muita coisa.

O Vinícius Pinheiro conversou com Roberto Padovani, economista-chefe do Banco BV. Ao contrário dos outros especialistas, ele não se mostrou tão surpreso com a medida do Fed.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que a decisão traga ruídos imediatos no mercado, ele considera que no médio prazo o estímulo é positivo e pode ajudar a retomar a confiança dos investidores na economia.

Aqui no Brasil, Padovani também está no time dos que acreditam na manutenção da Selic em 4,25% na reunião de março, mesmo com a pressão por novos cortes.

Para o economista, um caminho viável é a sinalização, por parte do Copom, de que há espaço para uma nova redução de 0,25 ponto na Selic mais à frente — e, eventualmente, de um movimento que derrube a taxa básica de juros para abaixo dos 4% ainda neste ano.

Silvio Campos Neto, economista e sócio da Tendências, disse em entrevista à Bruna Furlani que a próxima reunião do Copom, em 18 de março, está em aberto, já que não há como descartar a chance de o BC acompanhar o movimento externo — e a nota oficial da autoridade monetária não contribuiu para tirar a dúvida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na visão dele, o BC deve olhar mais para os novos dados da economia local, como o PIB, que sai nesta semana, para avaliar o nível de aquecimento da atividade doméstica e os efeitos econômicos de um novo corte de juros no curto prazo. 

Resumindo: o BC está entre a cruz e a espada, dividido entre a vontade do mercado e a real necessidade de um novo corte de juros. "Ser ou não ser", a dúvida cruel de Hamlet, fala sobre a necessidade de agir e se posicionar diante dos acontecimentos — cabe ao Copom assumir o protagonismo da história.

Ou, parafraseando Carlos Drummond de Andrade, outro gigante da literatura mundial:

"E agora, Copom?"

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CEO CONFERENCE 2026

Para os gringos, tanto faz o próximo presidente — a trajetória de crescimento do Brasil está traçada, diz André Esteves

11 de fevereiro de 2026 - 19:05

Eleições perderam peso nos preços dos ativos, e investidores estrangeiros seguem otimistas com o país

CEO CONFERENCE 2026

Brasil vive melhor momento em anos, diz André Esteves — e o próximo presidente só terá um desafio na economia

11 de fevereiro de 2026 - 17:03

Para o presidente do conselho de administração do BTG Pactual, o país está com a economia no lugar e o cenário ideal para acelerar

PRESIDENTE DO BC

“Banco Central é um transatlântico”: Galípolo sinaliza cortes da Selic, mas evita decisões precipitadas

11 de fevereiro de 2026 - 16:10

“Por que as taxas de juros são tão altas no Brasil? Por conta da nossa dificuldade de convergência com a meta de inflação”, resumiu o presidente do BC

LINHA GALAXY S

Já era, fofoqueiros: Samsung prepara celular com recurso anticuriosos; veja data de lançamento e como conseguir descontos de até R$ 1.500

11 de fevereiro de 2026 - 11:04

Veja o que esperar da nova linha Galaxy S com informações vazadas de insiders da Samsung

ATENÇÕES DIVIDIDAS

Lotofácil 3610 faz 5 milionários de uma vez só, mas Dia de Sorte paga o maior prêmio da rodada; Mega-Sena acumula

11 de fevereiro de 2026 - 7:28

Lotofácil não foi a única loteria a pagar prêmio de sete dígitos na terça-feira. Dia de Sorte pagou o maior valor da noite. Estimativa de prêmio da Mega-Sena sobe para R$ 55 milhões.

CEO CONFERENCE 2026

Até onde a Selic pode cair? BTG projeta cortes totais de 3 pontos nos juros este ano; questão fiscal é o principal risco

10 de fevereiro de 2026 - 18:32

Economistas enxergam ambiente mais favorável para cortes no Brasil do que nos EUA, mas com limites impostos pelos altos gastos públicos

REFÚGIO MILIONÁRIO

Quer ser vizinho do Bill Gates? Veja quanto custa a casa colocada à venda pelo fundador da Microsoft

10 de fevereiro de 2026 - 15:37

Apesar de não ser tão extravagante quanto a residência principal do bilionário, o imóvel tem várias características de luxo

BC INDEPENDENTE

Em ano eleitoral, Motta blinda autonomia do BC e descarta aumento de impostos para 2026

10 de fevereiro de 2026 - 14:04

O deputado acrescentou que, sob sua presidência, a Câmara não colocará em votação nenhuma proposta que altere o modelo atual de independência do BC

CEO CONFERENCE 2026

Com recordes no Ibovespa e dólar em queda, Haddad cutuca mercado: “quem não acreditou na gestão perdeu dinheiro”

10 de fevereiro de 2026 - 12:15

Na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o ministro avaliou sua gestão na Fazenda, rebateu o ceticismo de investidores, defendeu a autonomia do BC e comentou o caso Master, exaltando Gabriel Galípolo

SÓ DEU ELA

Lotofácil começa semana com 2 vencedores mais perto do primeiro milhão; Mega-Sena pode pagar R$ 47 milhões hoje

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.

POLÍTICA MONETÁRIA

Presidente do BC prega cautela nos juros e fala sobre Master: “não há regra que proíba captar acima do CDI”

9 de fevereiro de 2026 - 17:16

Mesmo com sinais de arrefecimento da inflação, Gabriel Galípolo afirma que mercado de trabalho forte e salários em alta exigem cuidado extra com cortes na taxa básica

QUEM PAGA A CONTA

FGC deve votar proposta para recuperar R$ 50 bilhões perdidos com o caso Master, diz jornal

9 de fevereiro de 2026 - 10:00

A proposta é antecipar as contribuições ordinárias dos associados do FGC, de 2026 a 2028, além de exigir uma contribuição extraordinária, segundo o jornal O Globo.

LOTERIAS

Com R$ 47 milhões em jogo, Mega-Sena promete o prêmio mais alto da semana, mas outras loterias também oferecem valores milionários

9 de fevereiro de 2026 - 7:36

Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina é a loteria da Caixa com o maior prêmio em jogo na noite desta segunda-feira (9); confira os valores.

TAÇA VAZIA

Crise do vinho na Argentina: consumo cai mais de 20% — e o principal motivo não é a economia do país

8 de fevereiro de 2026 - 16:03

Nos últimos cinco anos, a queda do consumo de vinho foi de 22,6%. O último ano positivo foi 2020, início da pandemia, quando o isolamento obrigou muitos argentinos a ficar em casa

DINHEIRO NO BOLSO

JHSF (JHSF3), BTG Pactual (BPAC11) e outras quatro empresas distribuem dividendos esta semana; veja quem pode receber

8 de fevereiro de 2026 - 15:06

Pagamentos de dividendos e JCP ocorrem em conjunto com a temporada de divulgação de balanços das principais empresas da B3

ENTRE JUROS E ELEIÇÕES

Estrangeiro impulsiona Ibovespa, mas institucional não compra a tese e foge da bolsa brasileira; entenda o desânimo dos investidores

8 de fevereiro de 2026 - 13:16

Dados preliminares mostram que, dos dias 1o a 29 de janeiro, a entrada de recursos na bolsa vindos do exterior somou R$ 25,3 bilhões

LOTERIAS

A sorte saiu da sala: loterias encalham, e prêmio da Mega-Sena sobe para R$ 47 milhões; confira os sorteios da segunda-feira

8 de fevereiro de 2026 - 11:02

A única loteria que contou com um vencedor na categoria principal foi a Lotofácil 3608

FUTUROLOGIA

Utopia ou distopia? Como seria a vida sem trabalho nem dinheiro sugerida por Elon Musk

8 de fevereiro de 2026 - 9:57

Enquanto o bilionário projeta um mundo sem mercado de trabalho, o debate filosófico e a ficção científica oferecem pistas sobre suas consequências

SORTE GRANDE

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 40 milhões neste sábado; confira como apostar

7 de fevereiro de 2026 - 17:02

Concurso 2970 acontece em São Paulo; último sorteio pagou R$ 141,8 milhões para uma única aposta

TORNOZELEIRA ELETRÔNICA?

MP denuncia Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, por esquema de propinas; valor pago por varejistas é de R$ 1 bilhão

6 de fevereiro de 2026 - 11:25

Na época da deflagração da operação, Sidney chegou a ser preso, porém foi solto dias depois. Agora, o MP pede à Justiça que os acusados usem tornozeleira eletrônica

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar