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Pandemia derruba vagas formais: em março, país teve 250,7 mil de saldo negativo; no mês seguinte, foram 860,5 mil empregos a menos, segundo o Caged
O mercado de trabalho brasileiro perdeu 1,1 milhão de vagas de emprego com carteira assinada em dois meses de crise, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério da Economia nesta quarta-feira (27).
Os dados se referem ao acumulado entre os meses de abril e março, quando a pandemia paralisou as atividades consideradas não essenciais em todo o país. Em abril, foram 860,5 mil vagas a menos — 598,5 mil contratações e 1,4 milhão de desligamentos. No mês anterior, o país perdeu 240,7 mil empregos formais.
Ainda segundo Caged, de janeiro a abril, houve 4,9 milhões de admissões e 5,7 milhões de demissões, resultando em um saldo negativo de 763 mil. No mês passado, todos os setores econômicos registraram saldo negativo.
Os dados desta quarta são os primeiros sobre empregos formais relativos a este ano. O Ministério da Economia havia suspendido a divulgação do Caged alegando que as empresas haviam deixado de enviar informações, após uma mudança no sistema — o que comprometeria a qualidade dos dados.

Os dados do Caged se somam a uma serie de indicadores que atestam a paralisação da economia — entre eles a produção industrial e a inflação de abril —, enquanto o instituições financeiras relatam um pessimismo cada vez maior para este ano.
Segundo o Focus, publicação do Banco Central que reúne estimativas de mais de 100 instituições, o Produto Interno Bruto (PIB) deve cair ao menos 5,89% em 2020. Para o governo federal, a tombo deve ser de 4,7%
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Prevendo a deterioração do mercado de trabalho, em 1º de abril o governo editou uma Medida Provisória que prevê, entre outras coisas, a redução de jornada e a suspensão de contratos.
Com a medida, a estimativa oficial é de que 8,1 milhões de empregos tenham sido preservados desde o início da crise. Mas no primeiro trimestre deste ano o país já tinha 12,9 milhões pessoas desocupadas, segundo o IBGE — cenário fruto de uma economia que se recuperava de forma lenta desde 2017.
Na última semana, o mercado financeiro ignora a deterioração da economia doméstica. Os investidores sustentam a bolsa no campo positivo com base na retomada parcial das atividades no exterior, entre outras coisas — o Ibovespa sobe 1% nesta quarta-feira.
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