🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

tabelamento pode ir até 2021

Bancos na mira: Senado aprova PL que limita juros do cartão e do cheque especial em 30% ao ano

Os senadores ainda aprovaram uma emenda do PT abrindo espaço para o tabelamento permanente dos juros em operações de crédito com cartões após o período de calamidade

Estadão Conteúdo
6 de agosto de 2020
21:06 - atualizado às 10:38
Montagem com fachada de agências dos bancos Santander, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil
Fachada de agências dos bancos Santander, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil - Imagem: Montagem Andrei Morais / Estadão Conteúdo / Shutterstock

O Senado conclui a aprovação do projeto de lei nº 1.116 que limita em 30% ao ano os juros cobrados por bancos em operações com cartão de crédito e cheque especial. A medida dependerá da Câmara e vale para operações de crédito contratadas durante o período de calamidade da pandemia do novo coronavírus, que a princípio vai até 31 de dezembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso das fintechs (empresas de tecnologia do setor financeiro), o limite de juros proposto é de 35% ao ano. Ideia com forte apelo popular no Brasil, o tabelamento do juro do cartão e do cheque especial foi aprovado por 56 votos 14 pelo plenário do Senado, com uma abstenção. A medida foi proposta em março deste ano pelo senador Alvaro Dias (Podemos-PR), quando a pandemia se intensificou no Brasil.

Os senadores ainda aprovaram uma emenda do PT abrindo espaço para o tabelamento permanente dos juros em operações de crédito com cartões após o período de calamidade pública, no próximo ano. A medida prevê que o Conselho Monetário Nacional (CMN) regule o limite de juros no cartão, assim como fez com o cheque especial, após o período de calamidade pública.

O CMN é formado por dois representantes do Ministério da Economia (o ministro e o secretário especial de Fazenda) e o presidente do Banco Central.

No caso do cheque especial, já existe hoje uma limitação, feita pelo Banco Central, para os juros, de até 8% ao mês (151,82% ao ano).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A proposta original era de que, até julho de 2021, os bancos cobrariam até 20% ao ano em operações de crédito com cartão e no cheque especial. Para obrigar as instituições a manter a oferta de crédito, o texto proíbe a redução dos limites no cartão e no cheque neste período.

Leia Também

Posteriormente, para a proposta ter mais apoio entre os parlamentares, o teto proposto foi ampliado para 30% ao ano no caso dos bancos e a 35% ao ano entre as fintechs. Já a duração do tabelamento coincidiria com o período de calamidade da pandemia.

Ao justificar a proposta, Alvaro Dias defendeu que, durante a crise, o cartão de crédito e o cheque especial seriam utilizados por profissionais liberais e empregados em geral para pagar as contas. Sem renda, eles entrariam no rotativo do cartão, com juros que "superam 300% ao ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central, com instituições financeiras cobrando até mais de 600%".

Ao definir o teto dos juros cobrados pelos bancos em 30% ao ano, o parecer do senador Lasier Martins (Podemos-RS) não se aprofundou sobre o motivo para o porcentual sugerido ser este - e não 50% ou 60% ao ano, por exemplo. Ao defender a limitação hoje, na sessão do Senado, o relator admitiu não ter argumento técnico, mas sim "humano".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Há fundamentos humanos, isso também conta numa hora dessas e conta mais que aspecto técnico", disse Lasier Martins. "Nesta hora, vida, sobrevivência, é mais importante que eventuais erros técnicos, se é que existem", argumentou.

Os dados do Banco Central mostram que em fevereiro - antes do isolamento social - o juro médio do rotativo do cartão de crédito para pessoas físicas estava em 322,8% ao ano. Em junho, o porcentual era de 300,3% ao ano. De 55 instituições acompanhadas pelo BC, apenas 5 cobravam taxas superiores a 600% ao ano em julho: Sax CFI, Omni CFI, Agibank, Banco Triângulo e Omni Banco. Estas instituições abarcam fatia pequena do mercado de crédito.

No caso do cheque especial, a taxa média era de 130,6% ao ano em fevereiro e de 110,2% ao ano em junho. Na avaliação do economista Daniel Duque, do Centro de Liderança Pública (CLP), a limitação de juros levará os bancos a diminuírem a oferta de crédito, causando o efeito inverso ao pretendido. "Quanto menor a oferta de crédito, menor vai ser o consumo das famílias, a capacidade de gerar consumo e manter os níveis de consumo especialmente no cenário após o auxílio emergencial. Um impacto muito forte não só fiscal, mas também econômico."

O governo se posicionou contra o projeto. Sem ter votos, defendeu a emenda para submeter a taxação ao Conselho Monetário Nacional (CMN). "Essa decisão de hoje, tenho absoluta certeza, vai representar uma retração na recuperação da atividade econômica do varejo brasileiro", afirmou o líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apelo popular

Embora o projeto ainda tenha que passar pela Câmara e pela sanção do presidente Jair Bolsonaro, ele é uma preocupação para as instituições financeiras. Isso porque, em um País marcado pelos altos juros, o tabelamento possui forte apelo popular, ainda mais em um momento de crise.

Para a Febraban, "o tabelamento, ao invés de promover alívio financeiro, pode agravar a crise por distorcer a formação de preços, criar gargalos e gerar insegurança jurídica". Por isso, a entidade "vê com preocupação propostas que promovem intervenção artificial na atividade econômica e nos contratos". "Situações como essas ocorreram no passado e a história já revelou que não se mostraram eficazes", acrescentou a federação.

Propostas como a de Alvaro Dias encontram respaldo entre os parlamentares porque o Brasil não conseguiu, nas últimas décadas, resolver o problema dos juros na ponta final.

A Selic (a taxa básica de juros) está em 2,00% ao ano, seu menor nível da história, e os juros das linhas de crédito para famílias e empresas estão em níveis mais baixos que os vistos em anos anteriores. Ainda assim, a própria Febraban e o Banco Central reconhecem que é preciso reduzir ainda mais o custo do crédito. Nos últimos anos, surgiram tentativas neste sentido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em abril de 2017, começou a valer a regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos. A intenção do governo com a regra era permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recuasse, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado. Isso ocorreu em um primeiro momento, ainda em 2017, mas desde o ano passado a tendência mais geral do juro do cartão foi de alta.

No caso do cheque especial, desde julho de 2018 os bancos estão oferecendo um parcelamento para dívidas. A opção vale para débitos superiores a R$ 200. A expectativa da Febraban era de que essa migração do cheque especial para linhas mais baratas acelerasse a tendência de queda do juro cobrado ao consumidor. No entanto, a medida se revelou insuficiente.

Em função disso, o Banco Central anunciou a limitação dos juros do cheque especial em 8% ao ano (151,82% ao ano). A nova regra começou a valer em 6 de janeiro deste ano. Ainda assim, a taxa máxima de 151,82% - bem acima dos 30% do projeto que está no Senado - é uma das mais elevadas entre todas as linhas disponíveis para famílias e empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

ONDE INVESTIR

Onde Investir em março: as ações para ganhar com dividendos, uma pimentinha de olho na valorização e os FIIs e criptos favoritos para o mês

4 de março de 2026 - 7:00

Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos

MERCADOS HOJE

Medo generalizado com Irã vs. EUA toma conta e Ibovespa despenca quase 5%; dólar sobe acima de R$ 5,30

3 de março de 2026 - 12:19

O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045

DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

2 de março de 2026 - 19:35

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

ATÉ QUANDO

Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) em alta com conflito no Oriente Médio; vale investir? Veja por que a resposta não é tão simples

2 de março de 2026 - 14:32

O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda

SUCESSOR DO ORÁCULO DE OMAHA

Novo CEO da Berkshire Hathaway destaca 4 ações favoritas na primeira carta pós era Warren Buffett

2 de março de 2026 - 13:10

Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa supera medo da guerra entre EUA e Irã e fecha em alta; petroleiras dominam o pregão

2 de março de 2026 - 8:56

Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu

SOBE E DESCE

Raízen (RAIZ4) desaba quase 40% e vira a pior ação do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) dispara no mês

28 de fevereiro de 2026 - 15:01

Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques

SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

28 de fevereiro de 2026 - 13:21

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

DEU RUIM?

Ação da Cosan (CSAN3) cai 5% após Fitch rebaixar a empresa com perspectiva negativa

27 de fevereiro de 2026 - 18:24

A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)

BALANÇO DESAPONTOU?

Ex-Eletrobras, Axia (AXIA3) cai no Ibovespa apesar de ter dobrado o lucro líquido ajustado no 4T25: o que desanimou o mercado?

27 de fevereiro de 2026 - 15:01

Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)

VEJA O QUE FALTA ATÉ LÁ

O maior IPO reverso da história da B3: quando a Bradsaúde vai começar a ser negociada na bolsa?

27 de fevereiro de 2026 - 13:55

Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM

EXPECTATIVA VERSUS REALIDADE

Onda de IPOs está voltando? Diretor do BR Partners (BRBI11) vê mercado ‘tentando acreditar’ na reabertura da janela

27 de fevereiro de 2026 - 13:12

Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez

DE VENDA PARA NEUTRO

BB Investimentos eleva recomendação da Copasa (CSMG3), mas alerta: alta na ação vem da expectativa pela privatização, não do desempenho operacional

27 de fevereiro de 2026 - 10:17

O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento

ATENÇÃO, INVESTIDOR

A bolsa vai mudar de horário — confira o novo cronograma de negociação da B3 a partir de 9 de março

26 de fevereiro de 2026 - 14:01

Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior

'OPORTUNIDADE DOURADA'

Com potencial de alta de 23% em 2026, Aura Minerals (AURA33) é o pote de ouro da carteira do JP Morgan; entenda

25 de fevereiro de 2026 - 18:32

Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa

BTG SUMMIT 2026

‘Experimentem, vocês vão viciar’: mercado de ETFs pode chegar a R$ 1 trilhão no Brasil em alguns anos, dizem gestores

25 de fevereiro de 2026 - 17:46

Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar