Itaú, Bradesco e Santander ainda são grandes negócios. Mas até quando?
Se antes até bancos mal geridos conseguiam ser um ótimo negócio para se investir, agora, apenas as instituições muito bem geridas é que conseguirão trazer retornos acima da média
Um velho amigo do mercado sempre repetia a seguinte frase quando a conversa no bar saía do assunto futebol e chegava no tema investimentos:
“Ruy, a classificação dos bons negócios é a seguinte: banco bem gerido, banco mal gerido, e depois vem todo o resto.”
Isso era mais ou menos 2016, e o track record dos bancos na Bolsa naquela altura não deixava dúvidas sobre a tal afirmação.
Mas será que continua assim?
Tecnologia é bom (para nós)
A tecnologia tem provocado uma reviravolta em praticamente todos os setores da economia, especialmente no bancário.
Se até pouco tempo atrás éramos obrigados a perder horas indo até uma agência para pagar um boleto, realizar uma transferência ou simplesmente consultar o saldo na conta corrente, hoje podemos fazer tudo isso (e muito mais) em menos de 5 minutos através do app e sem sair de casa.
Leia Também
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Mas o que representa uma facilidade extraordinária para nós acabou se tornando uma ameaça para os bancões por vários motivos.
Em primeiro lugar, porque eles tinham uma infinidade de agências espalhadas pelo país – algumas no mesmo quarteirão, inclusive.
Em um contexto no qual as interações são totalmente presenciais, as agências são mais do que um ponto onde o cliente pode ir resolver os seus problemas. Elas servem como uma bandeira poderosa para se transmitir confiança.
Imagina, dez anos atrás, guardar todas as suas economias em um banco que nem agência tinha... Seria algo impensável.
Mas com a queda brutal nas interações físicas, as agências perderam esse status e deixaram de ser uma barreira de entrada.
Além de terem passado a ser mais muito menos necessárias para os bancos – que, inclusive, começaram a fechar várias unidades –, essa mudança ainda abriu as portas para as famigeradas fintechs, que se apoiam em um serviço totalmente digital para oferecer produtos e serviços bancários que antes estavam concentrados nos principais nomes.
Tecnologia e concorrência é melhor ainda (para nós)
A tecnologia trouxe não só uma maior comodidade para nós, mas também um aumento brutal na competição do setor. Nos últimos anos, estamos vendo uma enxurrada de bancos digitais surgindo e oferecendo serviços muitas vezes até melhores e mais baratos do que dos bancos tradicionais.
Nesta semana, inclusive, o Seu Dinheiro mostrou que o PIX – que não é uma fintech mas substituirá a velha TED – deve impactar em até 8% a receita dos bancos.
Os dias de tarifa para cada consulta de extrato ou de TED pela "bagatela" de R$ 30 acabaram.
Se antes os bancões podiam usar e abusar das taxas, o aumento da concorrência está colocando em xeque toda aquela "receita fácil" que eles recebiam pelo simples fato de que os clientes não tinham para onde correr.
E se você está pensando que a receita com serviços é apenas uma parte dos resultados, saiba que foi ela a responsável por "segurar as pontas" dos bancões durante os períodos mais difíceis da última crise econômica. Aliás, a parcela das "tarifas e serviços" no lucro era maior que o das operações de crédito – acredite se quiser. E você reclamando dos juros altos...
Esse talvez seja o maior receio dos investidores com os bancos atualmente: as tarifas e serviços, que ainda representam boa parte dos lucros, estão fadados a sumir.
Está tudo acabado?
Voltando àquela afirmação de 2016 do meu amigo, o avanço da tecnologia nestes últimos anos acabou com a mamata do setor.
Se antes até bancos mal geridos conseguiam ser um ótimo negócio para se investir, agora, apenas as instituições muito bem geridas é que conseguirão trazer retornos acima da média, e isso inclui estar a par das inovações tecnológicas.
Por isso, os bancões estão correndo atrás do prejuízo e tentando se adaptar rapidamente a esse novo mundo. O jogo mudou, e quem não estiver disposto a mudar junto vai ficar para trás.
Além de estarem investindo pesado no desenvolvimento de apps e melhorando a experiência digital, alguns deles estão fechando muitas agências e cortando custos ao extremo para conseguir competir com as estruturas leves das fintechs.
Além disso, pelo próprio histórico de relacionamento, balanço forte e know-how, alguns bancos ainda possuem vantagens muito marcantes sobre as fintechs em vários nichos de negócio, como por exemplo o crédito imobiliário ou o segmento agro, que estão bombando nos últimos meses.
De olho nesses gatilhos e vantagens competitivas, o Max encontrou não apenas o melhor ativo do setor, mas aquela que considera ser a ação número 1 da Bolsa, com um potencial de retorno de 50%.
Uma companhia que tem muito mais mato para cortar do que a concorrência com essa transformação digital, que desfruta de muitos ativos para serem vendidos e ainda está bastante exposta a um dos nichos de crédito que mais cresce na pandemia.
Deixo aqui o convite, caso queira conferir essa outras dicas das Melhores Ações da Bolsa.
Um grande abraço e até a próxima!
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic
Flávio Bolsonaro presidente? Saiba por que o mercado acendeu o sinal amarelo para essa possibilidade
Rodrigo Glatt, sócio-fundador da GTI, falou no podcast Touros e Ursos desta semana sobre os temores dos agentes financeiros com a fragmentação da oposição frente à reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva
‘Flávio Day’ e eleições são só ruído; o que determina o rumo do Ibovespa em 2026 é o cenário global, diz estrategista do Itaú
Tendência global de queda do dólar favorece emergentes, e Brasil ainda deve contar com o bônus da queda na taxa de juros
Susto com cenário eleitoral é prova cabal de que o Ibovespa está em “um claro bull market”, segundo o Santander
Segundo os analistas do banco, a recuperação de boa parte das perdas com a notícia sobre a possível candidatura do senador é sinal de que surpresas negativas não são o suficiente para afugentar investidores