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2020-10-06T16:30:59-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Transferências gratuitas

PIX pode tirar até 8% das receitas com tarifas dos bancos, diz Moody’s

Pelos cálculos da Moody’s, os bancos faturam hoje até R$ 10,2 bilhões com a cobrança da TED, considerando um valor médio de R$ 10 por transferência

6 de outubro de 2020
16:30
Banco Central Pix
Imagem: Shutterstock

A instabilidade nos sistemas provocada pelo cadastro dos clientes pode ser o menor dos problemas dos bancos com o PIX, o sistema de transferências instantâneas do Banco Central.

Pelas estimativas da Moody's, a plataforma que permitirá aos brasileiros fazerem pagamentos e transferências com custo zero pode tirar até 8% das receitas com a cobrança de tarifas dos bancos. A entrada em operação do PIX está prevista para novembro, mas o cadastro já começou.

A perda dependerá do quanto cada instituição recebe hoje por tarifas com transferência. Pelos cálculos da Moody's, os bancos faturam hoje até R$ 10,2 bilhões com a cobrança da TED, considerando um valor médio de R$ 10 por transação.

Além das transferências, os bancos ganham hoje com o processamento de pagamentos no cartão com a cobrança de valores dos comerciantes por transação.

“Essas tarifas serão pressionadas à medida que o PIX se torne um substituto para o uso do cartão de débito”, escreveu a Moody's, em relatório assinado pelo analista Farooq Khan.

O aumento da concorrência, o avanço da tecnologia e as perdas no crédito com a crise provocada pela pandemia do coronavírus colocam imensa pressão sobre os bancos.

Não por acaso, as ações de Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander acumulam uma queda entre 36% e 41% no ano, contra uma queda de 17,4% do Ibovespa no mesmo período.

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