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IPO: conheça as ciladas e saiba como lucrar com as novatas da bolsa

O maior problema do IPO para os pequenos investidores é a assimetria de informação. De um lado estão os atuais donos da companhia e os banqueiros coordenadores da oferta. Do lado oposto, estamos nós, os investidores, que precisamos decidir se vale a pena, ou não, investir na empresa.

24 de julho de 2020
5:23 - atualizado às 9:25
Ilustração relaciona IPO a casamento
IPO representa uma espécie de "casamento" das empresas com investidores na bolsa - Imagem: Pomb

Com o Ibovespa se aproximando da máxima histórica, muitas companhias têm aproveitado para emplacar as suas tentativas de IPO (oferta pública inicial de ações).

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Se você não entende muito bem essa relação entre bolsa em alta e o número de IPOs, lembre-se que o Ibovespa próximo às máximas significa euforia, o que permite às novatas venderem as suas ações por preços elevados.

Sob a ótica do nosso mercado de capitais, essa é uma excelente notícia, já que o número de companhias listadas é justamente uma das alavancas para o seu desenvolvimento. Mais companhias atraem mais investidores, que têm mais alternativas para investir. Mais investidores atraem ainda mais companhias, pois há mais dinheiro na mesa, e assim o ciclo segue se retroalimentando.

Aliás, vale a pena mencionar que nos Estados Unidos só a Nasdaq e a NYSE têm juntas mais de 5 mil companhias listadas, enquanto no Brasil esse número não passa de 600. 

Mas e sob a perspectiva dos investidores? Será que investir em IPOs é uma boa?

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O seu maior inimigo

O maior problema do IPO para os pequenos investidores é a assimetria de informação. 

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De um lado estão os atuais donos da companhia e os banqueiros coordenadores da oferta.

Nem preciso dizer que o interesse dos donos é vender as ações da companhia pelo maior valor possível, não é? Interesse esse que é compartilhado pelos bancos, já que a sua comissão também depende do preço das ações. 

Do lado oposto, estamos nós, os investidores, que precisamos decidir se vale a pena, ou não, investir na empresa. 

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Para basear a nossa decisão, temos à disposição algumas informações presentes em um documento chamado prospecto. O problema é que, além de conter dados limitados aos últimos três anos, adivinha quem elabora o tal do prospecto: sim, os mesmos banqueiros que vão ganhar comissão. 

Sabendo disso, você acredita mesmo que os verdadeiros riscos para a tese de investimento estarão descritos no documento da oferta?

"Quem vai vender as ações?"

Infelizmente, não existe uma bala de prata para decidir se vale ou não a pena investir em IPOs. Se alguém disser que existe, desconfie...

Os resultados estão melhorando, a dívida é "pagável", as perspectivas são boas e os múltiplos estão de acordo com o potencial das ações?

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Essas perguntas são importantes mas todo mundo já sabe disso. 

Por isso, eu gosto de lembrar de uma outra que normalmente é deixada de lado: "quem vai vender as ações que eu estou comprando na oferta?"

É a companhia (oferta primária) que está vendendo essas ações para usar o dinheiro em novos investimentos, ou os atuais acionistas (oferta secundária) que decidiram vender a sua participação na sociedade?

Pode até parecer um detalhe, mas não é!

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Se o negócio é tão bom – como normalmente os bancos descrevem nos prospectos –, por que os donos atuais optariam por vender a sua participação?

Será que eles estão querendo apenas colocar uma grana no bolso depois de tanto trabalho dedicado ao desenvolvimento da empresa até que ela chegasse à bolsa?

Ou será que eles acreditam que o futuro dela já não é mais tão promissor e decidiram vender suas ações?

Ou, pior, a companhia é uma porcaria, mas maquiou os números do prospecto para ficar mais bonita aos olhos dos investidores e permitir a saída dos atuais acionistas por preços interessantes? 

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Nunca teremos como saber. Mais uma vez, é a assimetria de informação jogando contra nós. 

Por esse motivo, sempre fique com um pé atrás quando as ofertas são majoritariamente secundárias.

A oferta é normalmente bem mais nobre quando é primária. Nesse caso, os antigos donos não vendem as suas ações. Quem faz isso é a própria companhia e todo o "dinheiro novo" vai direto para o seu caixa.

Além de ela poder utilizar os recursos para realizar algum investimento ou quitar dívidas caras, não deixa de ser positivo o sinal de que os antigos donos pretendem continuar firmes no negócio. 

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Não será a sua única chance

Outra dica que eu gosto de dar é: tenha paciência!

Às vezes eu tenho a impressão que muita gente decide entrar em um IPO porque acha que, se não comprar naquele momento, nunca mais terá essa oportunidade. 

Mas isso é um equívoco.

Um exemplo relativamente recente foi o caso da Centauro (CNTO3), que apesar da promessa de transformação digital que levaria a companhia para outro patamar, ainda apresentava resultados bastante erráticos e prejuízo na época do seu IPO. 

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A sugestão para os assinantes da Empiricus foi de não participar da oferta até que os resultados começassem a mostrar os primeiros sinais de virada.

Fonte: Google

Durante um bom tempo as ações ficaram de lado. Mas quando os resultados começaram a mostrar uma melhora sólida, entraram na carteira do Palavra do Estrategista e renderam ótimos lucros aos assinantes. 

Novas, sim. Melhores, não

Outro erro comum dos investidores é pensar que as companhias que estão em processo de IPO são melhores porque são mais novas.

Pode reparar: o seu interesse pela companhia que vai estrear na próxima semana é muito maior do que outra que já está listada há décadas. 

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"Ruy, esquece Banco do Brasil, cara! Esse daí já é velho na bolsa. Tem empresa novinha no pedaço". 

É como se essas estreantes fossem um carro zero quilômetro, e as veteranas um usado acabado.

Isso não faz o menor sentido!

As novatas não pagam mais dividendos, não tem resultados melhores, e não apresentam um melhor potencial de valorização só porque estrearam há menos tempo.

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Na verdade, o que normalmente acontece é que esse interesse todo acaba deixando as ações de IPOs caras, o que costuma se transformar em um péssimo negócio para quem participou do processo.

Agulha no palheiro

Antes que você fique frustrado, deixo claro que alguns IPOs valem muito a pena. Mas eu garanto que isso é mais uma exceção do que uma regra. 

Para ajudar a encontrar essas agulhas no palheiro, na Empiricus trazemos uma análise completa de cada um dos IPOs e distribuímos para os todos assinantes de cada um dos produtos – desde os básicos até os premium. 

Quando encontramos alguma oportunidade nessas ofertas, sugerimos a participação. Aliás, nesta semana indicamos a participação em um IPO que vai acontecer em breve de uma companhia com grande potencial de crescimento. 

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Além desta, já existem cerca de vinte outras empresas na fila para tentar emplacar suas ofertas. 

Quer receber em primeira-mão a nossa opinião sobre cada uma delas e as outras que ainda estão por vir? 

É só escolher qualquer um dos planos disponíveis a partir de R$ 5 e participar quando for sugerido.

Um grande abraço e até a próxima!

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