Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

A noite dos cristais: a infeliz comparação de Abraham Weintraub com o episódio nazista

se o caro amigo leitor, ou a cara amiga leitora, quiser ganhar dinheiro nas bolsas de valores ou nos mercados futuros, guarde suas paixões políticas no armário.

30 de maio de 2020
11:00 - atualizado às 14:28
(Brasília - DF, 29/05/2019) Ministro da Educação Abraham Weintraub. - Imagem: Carolina Antunes/PR

Numa de suas atitudes infelizes (para não usar adjetivo mais contundente), na quinta-feira o ministro da Educação, Abraham Weintraub, declarou, se referindo ao cumprimento de mandados de busca e apreensão executados pela Polícia Federal contra aliados de Jair Bolsonaro em inquérito sobre ameaças a ministros do STF e disseminação de fake news:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Hoje foi o dia da infâmia, vergonha nacional, e será lembrado como a Noite dos Cristais brasileira. Profanaram nossos lares e estão nos sufocando. Sabem o que a grande imprensa oligarca/socialista dirá? SIEG HEIL”.

Em 1938, na Alemanha nazista, a perseguição aos judeus seguia sua escalada odiosa. No dia 7 de novembro, Herschel Grynszpan, de 17 anos, judeu que se refugiara em Paris, após seu pai ter sido enviado para um campo de concentração, foi até a embaixada alemã na capital francesa e matou a tiros o terceiro-secretário Ernst von Rath.

Em represália, na noite de 9 para 10, partidários de Hitler, em sua maioria integrantes das tropas de assalto SA (Sturmabteilung), saíram pelas ruas das principais cidades alemãs, espancando e matando judeus e incendiando suas casas, lojas e sinagogas.

No dia seguinte, o marechal do Reich, Hermann Göring, detalhou preliminarmente os acontecimentos a seu companheiro de partido, Reinhard Heydrich, diretor da Gestapo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O relatório aparece na página 569 de Ascensão e queda do Terceiro Reich – Triunfo e consolidação 1933-1939, escrito pelo jornalista americano William L. Shirer, que durante anos fora correspondente de imprensa em Berlim:

Leia Também

“A extensão da destruição das lojas e casas judias ainda não pode ser calculada em números (...) 815 lojas destruídas, 171 residências incendiadas ou destruídas indicam somente uma fração do dano real quanto aos incêndios previstos (...) 119 sinagogas foram incendiadas, e mais 76 completamente destruídas (...) 20 mil judeus presos, 36 mortes confirmadas, e o número de feridos graves atingiu também 36. Os mortos e feridos são judeus (...)”

Na própria Alemanha, e História adiante, o episódio ficou conhecido como A Noite dos Cristais.

Weintraub comparar a execução de mandados de busca e apreensão executados pela Polícia Federal brasileira com A Noite dos Cristais hitlerista é um atentado ao bom senso e cria nova frente de atrito para Bolsonaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trata-se agora do governo de Israel, que tanto apoiou o capitão-presidente. A ponto do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter sido o único chefe de governo importante a comparecer à sua posse em 1º de janeiro de 2019.

O curioso é que, na véspera da operação policial contra aliados bolsonaristas, estes, inclusive o presidente, se regozijaram publicamente com o mesmo tipo de ação, só que contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, desafeto do Planalto, e sua mulher.

Esquerda ou direita? Nenhum. Olhe para os mercados

Para aqueles leitores que me escrevem pedindo para não falar sobre política, explico que faço isso porque ela sempre influencia o comportamento do mercado, principalmente as cotações da Bolsa e do dólar.

Já para os que me rotulam de socialista, esquerdopata ou petralha, gostaria de explicar que sempre fui favorável às privatizações e ao enxugamento da paquidérmica máquina governamental.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aliás, socialismo não é crime. Muito menos, defeito. É apenas uma corrente política que, entre outras coisas, defende o controle da economia e dos bens de produção nas mãos do Estado. Corrente essa da qual divirjo e sempre divergi, desde os tempos de João Goulart.

Em minha opinião, nos governos Lula e Dilma não houve socialismo. Houve sim, divisão de renda, ficando os petistas com a maior parte e criando programas de distribuição de dinheiro, alimentos e casas populares em troca de votos, no que obtiveram êxito. Só que a fatia dos governantes e seus asseclas era roubada, como ficou provado na operação Lava Jato.

Ao longo de minha vida, me acostumei com o fato de ser chamado de comunista pelo pessoal da direita e de fascista pelo da esquerda. E nem de centro posso dizer que sou pois isso pode ser confundido com Centrão, de melancólica folha corrida.

Pois bem, o mercado não gostou dos conflitos (até agora verbais) políticos desta semana. Mas não houve nenhum pânico. Acho que os investidores e especuladores já estão se acostumando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos dias em que Bolsa, dólar e taxas de juros estão sendo influenciados pela pandemia de Covid-19, este é meu assunto.

Hoje (estou escrevendo este texto após o fechamento do pregão de quinta-feira, 28 de maio) o mercado está olhando para a contenda Planalto/STF. Amanhã poderá ser o conflito sino-americano. No dia seguinte, para as decisões do FED ou do nosso BC.

Só para completar: se o caro amigo leitor, ou a cara amiga leitora, quiser ganhar dinheiro nas bolsas de valores ou nos mercados futuros, guarde suas paixões políticas no armário. E só as tire de lá quando estiver de férias.

Essa é uma das verdades que o investidor precisa saber. Eu falo de outras delas no meu novo livro "IVAN: 30 LIÇÕES DE MERCADO", que está disponível neste link.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro, se for de seu gosto, saia às ruas (após o fim da pandemia, por favor) enrolado na bandeira verde e amarela ou na vermelha e grite à vontade a favor de suas teses.

O artigo quinto da Constituição brasileira lhe garante isso.

Um grande abraço!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia