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Imagine, caro leitor, um lago de águas claras e tranquilas. No centro dele, uma pedra é atirada, formando ondas que se espraiam por toda a superfície da água.
O lago em questão é o mercado financeiro global — ainda que seja difícil imaginar o nervosismo das bolsas dentro de uma paisagem bucólica.
O responsável por atirar a pedra nas águas dos mercados é Jerome Powell, o presidente do Fed, o Banco Central dos Estados Unidos.
O custo de todo o dinheiro que circula no mundo é determinado pelos juros da maior economia do mundo. Logo no começo da crise do coronavírus, o Fed não titubeou em cortar as taxas para zero.
A medida se reflete em todos os mercados porque o juro zero estimula os investidores a assumirem mais riscos para remunerar seu capital.
Como o corte nas taxas não foi suficiente para produzir a onda desejada, o Fed partiu para um programa de ativos no mercado, o que equivale, grosso modo, a imprimir dinheiro.
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Mas com a recuperação relativamente rápida dos indicadores da economia lá fora, os investidores passaram a se perguntar até quando o Fed estaria disposto a manter esses estímulos.
Pois a resposta veio nesta semana, com mais um pedregulho atirado no lago por Jerome Powell. Ele disse que o Fed vai manter as taxas em níveis baixos mesmo que as projeções de inflação superem a meta de 2% ao ano.
A combinação de juro zero, mais inflação e impressão de dinheiro promoveu uma onda que estimulou uma nova corrida por ativos de risco. Saiba como a fala do Fed ecoou na bolsa brasileira e na cotação do dólar.
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