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O clima nos mercados nesta semana continuou amargo. Ainda está tudo meio truncado. A polêmica em torno da fonte de financiamento do Renda Cidadã, que deve substituir o Bolsa Família, levou o governo a repensar o programa, mas até agora não temos novidades sobre como, afinal, iremos pagar essa conta.
Nos Estados Unidos, as discussões em torno de mais estímulos fiscais chegaram a ser abortadas pelo presidente Donald Trump, que as adiou para depois das eleições. O republicano chegou a falar em aprovar medidas pontuais de estímulo em vez de um grande pacote. No fim, os debates foram retomados - mas até agora, também nada.
Mas apesar desse clima de chove, não molha (na política, porque aqui em São Paulo choveu à beça), a bolsa a terminou a semana com saldo positivo.
Se as incertezas dos últimos meses se restringissem à bolsa e ao câmbio, até que seria bom. Mas vivemos um momento em que não tem um ativo que não esteja apanhando. Na semana passada, você viu que, no balanço de setembro, só três investimentos se salvaram, e um deles foi a poupança. Até o Tesouro Selic, o mais conservador dos investimentos brasileiros, teve retorno negativo.
O que esperar do futuro num cenário assim? O que será das contas públicas brasileiras, cuja situação tanto pesa nos mercados? E onde investir com tantos riscos no horizonte? A nossa seleção de reportagens do Seu Dinheiro nesta semana tenta responder a essas perguntas. Espero que goste!
Neste início de mês, vemos uma continuidade do mês passado. O Tesouro Selic continua apanhando, o que significa que o investidor mais conservador, se não está praticamente no zero a zero da poupança, está perdendo dinheiro. Para os demais investidores, isso significa perdas na reserva de emergência.
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Afinal, é hora de repensar os investimentos da reserva de emergência? Diversificá-la ou mesmo trocar o Tesouro Selic por outro ativo? Nesta reportagem, que também foi uma das mais lidas da semana, eu explico tim tim por tim tim o que está acontecendo com o Tesouro Selic e oriento sobre o que fazer com as suas reservas.
Como já é tradição, a Jasmine Olga trouxe, nesta semana, as indicações das ações preferidas de 13 corretoras para o mês de outubro. Nesta edição, tivemos um empate triplo: uma ação que caiu muito no mês passado e abriu oportunidade de compra; uma empresa robusta que serve de amuleto contra a alta volatilidade; e uma companhia pronta para dar uma guinada pós-crise. Em momentos de incerteza, diversificação é fundamental.
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As ações dos grandes bancos - Itaú, Bradesco, BB e Santander - estão entre as que mais apanharam na bolsa neste ano. Juntou a ameaça das fintechs com a vontade de comer da pandemia, que levou as instituições financeiras a aumentarem as provisões contra calotes, prejudicando sua rentabilidade.
Mas é cedo para decretar a morte dos “bancossauros”. O UBS BB soltou um relatório essa semana com excelentes projeções para os resultados dos bancos no terceiro trimestre, o que fez as ações dos quatro grandes dispararem. Já o nosso colunista Ruy Hungria escreveu um ótimo texto sobre o futuro dos bancões, com a seguinte provocação: quem irá sobreviver à batalha com as fintechs? Recomendo a leitura!
Não é só o governo federal que está com a corda no pescoço. Os estados e municípios brasileiros também andam vendendo o almoço para comprar a janta. Na sanha de arrecadar mais, alguns estados vêm, de uns tempos para cá, cobrando ITCMD (aquele imposto sobre doações e heranças) de planos de previdência privada. Antes, esses produtos eram transferidos aos herdeiros após a morte do titular gratuitamente.
O mais novo integrante desse grupo é o estado de São Paulo, onde tramita um projeto de Lei para, entre outras coisas, cobrar ITCMD de previdência privada. Mas afinal, para quem usa previdência privada para fazer planejamento sucessório - isto é, transmitir recursos aos herdeiros de uma forma mais fácil e barata - a cobrança de ITCMD é mesmo tão danosa assim? Há alternativas? Eu explico tudo nesta matéria.
Se o futuro é nebuloso, um farolzinho de milha até que viria a calhar. A gestora global Pimco, uma das maiores do mundo e responsável por quase US$ 2 trilhões, soltou essa semana um relatório com as suas projeções para a economia mundial nos próximos cinco anos. E as previsões da gestora não são lá muito animadoras.
Outra gestora que ousou, desta vez na sua carta mensal aos investidores, foi a Verde. A gestora de Luis Stuhlberger fez um estudo detalhado sobre os impactos do auxílio emergencial na economia e nas contas do governo. A conclusão foi que o Brasil foi um dos países que mais gastou com a pandemia e simplesmente não tem espaço fiscal para acomodar mais gastos, com o aumento do déficit ou dívida.
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A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência