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2020 foi um ano para se esquecer - ou talvez para lembrarmos e não cometermos novamente os mesmos erros. Mas, pelo menos na bolsa, até agora, estamos sendo agraciados com um rali de fim de ano antecipado que quase zerou as perdas do ano.
Terminamos mais uma semana de Ibovespa em alta, desta vez de 4%. No mês, o principal índice da B3 acumula ganhos de nada menos do que 17,69%, com uma perda de apenas 4,38% no ano. Mal dá para acreditar.
Essa valorização estrondosa foi impulsionada sobretudo pelas boas notícias sobre as pesquisas de vacinas contra o coronavírus que saíram ao longo do mês. Em testes avançados, três imunizantes mostraram elevadas eficácias, dois deles num nível surpreendente.
O mercado, que tenta antecipar tudo, já vislumbra a retomada econômica com o mundo voltando ao normal lá na frente - o “velho normal” ou, como eu prefiro chamar, o normal de fato.
Além do Ibovespa no azul, a semana também foi marcada pela repercussão, no mercado e no mundo corporativo, da morte de João Alberto Silveira Freitas, homem negro espancado por seguranças de uma loja do Carrefour em Porto Alegre.
A semana termina com a Black Friday e o segundo turno das eleições municipais, a ser realizado amanhã, e o principal mercado imobiliário do país está de olho no resultado do pleito em São Paulo.
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A seguir, eu selecionei para você as matérias publicadas no Seu Dinheiro nesta semana sobre os principais temas dos últimos dias.
A cidade de São Paulo escolhe, neste domingo, quem ocupará a prefeitura nos próximos quatro anos. O pleito é municipal, mas interessa a todos os brasileiros que invistam, ainda que indiretamente, no principal mercado imobiliário do país, via ações de construtoras ou fundos imobiliários.
O poder municipal tem a capacidade de dificultar ou facilitar a vida das empresas do setor, e no ano que vem, São Paulo revisará o seu Plano Diretor, válido até 2030. Além disso, um dos candidatos, que ainda tem chances de virar na disputa, tem um histórico ligado à militância em movimentos de moradia e tem, na habitação, um dos seus principais temas de campanha.
Eu conversei sobre o assunto com o CEO da Mitre Realty, empresa com forte atuação na cidade de São Paulo, um advogado especializado em direito imobiliário que atua na estruturação de FII e um gestor de FII para entender como o setor imobiliário poderia ser afetado, dependendo de quem vença. Está tudo nesta reportagem.
Nesse movimento recente de disparada das bolsas, só se fala nele: o “rotation trade” ou rotação de carteiras. Investidores vêm realizando lucros com as ações mais valorizadas no ano, aquelas que se beneficiaram das medidas de distanciamento social, e retornando para os papéis que mais apanharam, mais voltados para a chamada “velha economia”.
Também observamos um movimento de realocação geográfica. O maior apetite ao risco leva os investidores estrangeiros para os mercados emergentes, como o brasileiro, onde a entrada massiva de dólares tem contribuído para impulsionar a bolsa.
Nossos colunistas falaram bastante sobre esses rebalanceamentos de carteiras nesta semana. O Matheus Spiess, por exemplo, explicou por que os mercados emergentes devem ser a bola da vez em 2021; o Ruy Hungria situou a pessoa física no contexto do rotation trade para esclarecer se é, afinal, para o pequeno investidor seguir esse movimento; já o Alexandre Mastrocinque escolheu um fundo imobiliário que ganha em qualquer cenário: tanto com o Fique em Casa quanto com o advento das vacinas.
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A morte do cliente negro João Alberto Silveira Freitas chocou o país e rendeu, ao Carrefour, campanhas de boicote e uma série de protestos, inclusive violentos. Mas o efeito demorou a aparecer nos preços das ações, evidenciando o quanto a relevância das boas práticas ESG - ambientais, sociais e de governança - ainda engatinha no país.
O Kaype Abreu conversou, nesta semana, com Fabio Alperowitch, gestor especialista em ESG, para quem o mercado brasileiro ainda demora a entender como a falta de atenção a essas questões é nociva aos negócios e aos preços dos ativos.
Acionista do Carrefour, o empresário Abilio Diniz também se pronunciou a respeito do caso, e disse que irá fazer pressão para que a varejista se torne referência mundial em combate ao racismo.
O Kaype também bateu um papo com Pedro Bartelle, CEO da calçadista Vulcabras para falar sobre a nova fase da companhia, focada em artigos esportivos. Depois de repassar a Azaleia à Grendene e comprar a Mizuno no Brasil, a companhia quer deixar a crise para trás.
No ano em que o e-commerce brasileiro mais brilhou, por força da necessidade, a Black Friday testou os modelos das varejistas on-line que atuam no Brasil. Magalu, Via Varejo, B2W, Mercado Livre, Amazon… Alguma delas sairá campeã desta história? Ou há espaço para todas? Confira nesta matéria.
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