Despiorou
Acabou a crise? Nesta quarta-feira, os mercados mantiveram o otimismo dos últimos dias. As bolsas subiram aqui e lá fora, ao mesmo tempo em que o dólar assistiu a mais um dia de alívio, chegando perto dos R$ 5 novamente. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Está até difícil entender de onde sai […]

Acabou a crise? Nesta quarta-feira, os mercados mantiveram o otimismo dos últimos dias. As bolsas subiram aqui e lá fora, ao mesmo tempo em que o dólar assistiu a mais um dia de alívio, chegando perto dos R$ 5 novamente.
Está até difícil entender de onde sai tanto apetite por risco, dado que a pandemia de coronavírus não deixou de ser uma ameaça (notadamente no Brasil), assim como a crise política e as agitações sociais nos Estados Unidos. Os indicadores econômicos também estão horríveis, como já era de se esperar.
Mas a explicação possível para este movimento talvez não esteja tanto na melhora do cenário, mas sim no fato de que o mercado tenha precificado, como a sua brusca queda neste início de ano, um pessimismo excessivo.
Os investidores estão se apegando ao fato de que os dados não estão vindo tão ruins quanto o imaginado; que as reaberturas das economias europeias começaram mais cedo que o projetado (talvez isso tenha consequências deletérias, mas até agora, parece estar tudo bem); e, ao menos no campo da política - doméstica e internacional -, a falta de notícias se tornou boa notícia.
Em resumo, não é que tenha melhorado… só despiorou mesmo. Se o movimento tem fundamento ou se vai se reverter mais cedo ou mais tarde, ainda não dá para dizer, mas pelo menos por ora o investidor pode surfar essa onda.
Além da menor aversão ao risco, o câmbio ainda contou com uma ajuda adicional do Tesouro Nacional, que captou US$ 3,5 bilhões emitindo títulos de dívida no exterior. Dólar entrando gera algum alívio na cotação da moeda americana, fora que este ato ainda abre caminho para grandes empresas brasileiras também fazerem emissões lá fora.
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Vale a pena
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Socorro ao setor aéreo
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Tem coisa errada aí
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Os mercados assumem um tom positivo e há uma clara tendência de busca por ativos de risco nas últimas semanas. Mas há algumas questões importantes ainda sem resposta: como as empresas que já não conseguiam pagar suas dívidas antes ficarão agora? Em que pé fica o ajuste fiscal? E a política? O nosso colunista Felipe Miranda volta ao tempo dos dinossauros para mostrar que, possivelmente, só um desastre natural como o meteoro que os extinguiu produziria efeitos econômicos semelhantes ao do coronavírus — mesmo que o mercado não pareça estar muito aí para isso.
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