🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Value ou growth, nova ou velha economia: o que comprar?

A pergunta de um milhão de dólares agora: devemos sair dos casos da Nova Economia e migrar para bancos, petróleo e coisas parecidas?

11 de novembro de 2020
10:25 - atualizado às 13:22
comprar
Imagem: Shutterstock

As pessoas se preocupam com a possibilidade de alta dos juros longos no Brasil, mesmo diante de seu patamar já bastante elevado. Acho legítimo. Dado o panorama fiscal brasileiro, é razoável ficar vigilante. De minha parte, porém, estou mesmo preocupado é com o juro longo americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Explico.

Nesta semana, tivemos uma importante elevação do yield (remuneração) do Treasury de 10 anos, saindo de 0,83% na sexta-feira para 0,98% ontem. As notícias de vacina iminente e eficaz, com consequente recuperação das economias, impõem pressão sobre as taxas de juro mais longas. Os bancos centrais não poderiam ser tão expansionistas em meio ao crescimento econômico, o que implicaria taxas subindo lá na frente.

0,98% ainda é um nível baixo se comparado ao histórico. Contudo, a velocidade do movimento e a possibilidade de que isso continue subindo, talvez para a casa de 1,25%–1,3%, representam um dos grandes catalisadores para a rotação setorial observada nos últimos dias e mesmo entre classes de ativos.

O yield do Treasury de 10 anos, por exemplo, é o grande inimigo do ouro. Quando você tem taxas de juros maiores, você aumenta o custo de oportunidade dos ativos que não pagam yield, como é o caso do ouro. Some a isso overshooting técnico amplificado pelos fundos quant e entendemos a queda de 5% do ouro na segunda-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O metal precioso, que é o grande vencedor de 2020 até aqui ao lado do bitcoin, poderia encontrar sérias dificuldades de continuar subindo em meio à escalada dos yields norte-americanos, forçando uma adequação importante de portfólios em âmbito global. 

Leia Também

Setorialmente, também encontraríamos potencial inversão entre ganhadores e perdedores. Até aqui, 2020 tem favorecido bastante nomes de crescimento e da nova economia, muitos deles beneficiados pela dinâmica do “stay at home” (fique em casa). Tecnologia, e-commerce, empresas verticalizadas de saúde são talvez a maior representação desse pódio.

Enquanto isso, nomes associados ao value investing clássico e da velha economia são, até aqui, os grandes perdedores. Bancos, petrolíferas, educacionais, shoppings e varejo compõem o grupo.

As taxas de juro muito baixas são elementos fundamentais nesse processo. Note que esse é um movimento racional e alinhado às técnicas de valuation e à teoria econômico-financeira tradicional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O valor de um ativo é determinado pela soma dos seus fluxos de caixa de hoje até o infinito, trazidos a valor presente por uma taxa de desconto apropriada. Obviamente, quanto maiores as taxas de juro de mercado, maior será essa taxa de desconto. 

Os nomes de crescimento, como são tipicamente percebidos os casos de tecnologia, e-commerce e empresas verticalizadas de saúde, que negociam com múltiplos sobre os resultados atuais muito altos, têm a maior parte do seu valor vinda dos fluxos de caixa lá do futuro — muitas vezes até além do horizonte de projeção, ou seja, lá na perpetuidade. Se você sobe a taxa de desconto (por conta de um aumento das taxas de juro de mercado), esses fluxos lá no futuro chegam ao presente muito menores. Ou seja, diminui o valor justo de um ativo de alto crescimento. No relativo, os nomes de value passam a ficar mais atraentes frente aos casos de growth. 

Se você sai de um yield de 10 anos de 0,7%, como tivemos recentemente, para algo como 1,4%, você dobrou. O impacto disso sobre o valuation de nomes cujos fluxos de caixa estão muito no futuro é brutal.

Essa é uma questão fundamental hoje, porque boa parte do smart money local — os grandes ganhadores de dinheiro em Bolsa — está justamente alocada em nomes de nova tecnologia. A continuidade do movimento dos últimos dois dias poderia trazer uma underperformance importante para esse pessoal, catalisando, no limite, um processo de resgate dos fundos, que intensificaria o movimento de venda sobre nomes de tecnologia e nos jogaria num ciclo vicioso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A pergunta de um milhão de dólares agora: devemos sair dos casos da Nova Economia e migrar para bancos, petróleo e coisas parecidas? 

Minha visão é de que este movimento encontra boas chances de continuar no curto prazo. Há realmente coisas muito boas nesses setores, que foram apreçadas como se o mundo fosse acabar. Destaco, por exemplo: Yduqs, cujos resultados me surpreenderam positivamente (dado o contexto); Banco Pan, que ainda goza da opcionalidade de se tornar um banco digital; e Jereissati, com desconto sobre Iguatemi, que, por sua vez, também soltou resultados indicando uma recuperação mais intensa do que as projeções apontavam. Existem outras, claro.

Contudo, não me parece o caso de deixarmos as carteiras estruturalmente mais concentradas em nomes da velha economia, abandonando os casos de tecnologia, e-commerce, financial deepening e afins. Primeiro por uma razão quase etimológica: é muito difícil lutar contra uma tendência estrutural e secular. Para onde o mundo está indo? É nesses nomes em que precisamos estar. Se estivéssemos caminhando na direção da velha economia e não da nova, a primeira seria nova, e a segunda, velha; não o contrário. Independentemente de vacina ou pandemia, o cenário para bancos e petróleo a médio e longo prazo é bastante desafiador.

Em paralelo, ainda que possamos ter o yield de 10 anos dos EUA subindo alguns pontos-base a mais, não me parece provável uma extensão muito grande do movimento. Ainda temos meses, talvez trimestres, até que as economias voltem a operar “normalmente" (seja lá o que isso queira dizer, mas aqui no sentido mais simples do termo: de livre circulação de pessoas sem máscara e com a possibilidade de se reunirem inclusive em ambientes fechados — well, did I ask too much, more than a lot?). Mesmo quando retornarmos, ainda teremos uma grande ociosidade no mercado de fatores, tanto de capital quanto de trabalho. Estruturalmente, o problema global é de baixo crescimento, não de alta inflação. Isso, inclusive, serve para o caso brasileiro também, mas aí é assunto para outro dia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para completar, ainda que possa haver uma distorção ou outra em nomes de tecnologia em termos de valuation, não me parece uma bolha generalizada. Apple negocia a 30 vezes lucros. É uma pechincha? Claro que não, mas sejamos sinceros: também não dá para comprar Apple muito mais barata do que isso. Se Apple estiver mesmo muito cara, então precisamos avisar Warren Buffett, pois é uma de suas principais posições. Google também parece bem barato se você o modela pela soma das partes. E assim vamos. Temos, sim, questionamentos internos importantes. Felizmente, duvidamos de nós mesmos e temos autocrítica. Mas são situações pontuais, não algo sistêmico como o mercado quis tratar nos últimos dois dias. Posso entender o questionamento sobre nomes como Tesla, Magazine Luiza, Weg, XP. Mas acho muito prematuro estender o mesmo racional para Natura, B3, BTG Pactual, Lojas Americanas, cujos valuations são bastante razoáveis mesmo para patamares maiores de taxas de desconto. Aliás, com esse tanto de loja física, LAME é um caso da nova ou da velha economia? Não seria um pouco dos dois, o que a torna bem preparada para enfrentar qualquer um dos cenários? Como pode isso estar tão barato?

P.S.: Preciso agradecer a adesão além de qualquer expectativa ao nosso MBA com a Estácio. Se você ainda não se inscreveu, aproveite hoje, que conta com benefícios exclusivos. Reitero o que disse: Yduqs está muito barata e merecia um melhor apreçamento em Bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar