Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Assassinato em Bagdá: como a tensão no Oriente Médio pode afetar os mercados

Desdobramentos do ataque dos EUA que matou general iraniano são imprevisíveis e podem mudar tudo, mas é bom repassar o que aconteceu em situações semelhantes no passado.

4 de janeiro de 2020
15:39 - atualizado às 9:31
petróleo e dólares
Imagem: Shutterstock

No primeiro dia útil de 2019, numa de minhas newsletters Warm Up Pro, à qual dei o título de “O Ibovespa já fez a mínima de 2019”, acertei na mosca ao dizer que, naquela data, o Ibovespa fizera a menor marca do ano a 87.535,87 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quinta-feira à noite, ao rascunhar a primeira versão desta crônica, que nomeei “Perspectivas 2020”, expliquei que não repetiria a dose este ano porque essas coisas só devem ser ditas uma vez na vida e outra no leito de morte, quando já não se pode mais ser cobrado em caso de erro. E prossegui no rascunho, com teor extremamente otimista em relação ao mercado acionário.

  • Oportunidade: Contrate o Ivan Sant’Anna como seu mentor de investimentos. Saiba mais aqui.

Já tinha enviado a minuta para a Inversa quando, conversando com meu filho Flavio, que mora em Belo Horizonte, ele me alertou que os Estados Unidos tinham atacado um alvo próximo ao aeroporto de Bagdá, matando, entre outras pessoas, o general Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, que visitava o país vizinho.

Isso pode mudar tudo, uma vez que os desdobramentos desse ataque são imprevisíveis. Mas uma coisa é certa. O evento é baixista (ou pelo menos não é altista) para as Bolsas e favorável ao dólar (contra todas as moedas, inclusive o real, é óbvio), bem como aos títulos do Tesouro americano, no fenômeno conhecido como fly to quality ("voo para a qualidade"). Os investidores se esquecem da rentabilidade e fogem para a segurança.

Evidentemente, é cedo para se antever um desfecho para a crise, mas acho bom repassar o que aconteceu em situações semelhantes no passado naquela região, que volta e meia se transforma em um barril de pólvora (com minhas desculpas pelo clichê).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aliás, só para vender rapidamente o meu peixe, o comportamento do petróleo diante de conflitos internacionais está entre os assuntos mais abordados no livro que acabo de lançar pela Inversa: "30 lições de mercado".

Leia Também

Retroagindo no tempo, comecemos pelas guerras de Suez (1956), quando os Estados Unidos se puseram ao lado do Egito contra a França, Inglaterra e Israel (o presidente Eisenhower ficou puto porque não foi avisado da ofensiva), e dos Seis Dias (1967), oportunidade em que Israel derrotou em menos de uma semana os exércitos e as forças aéreas do Egito, da Líbia, da Jordânia e da Síria.

Como os dois conflitos duraram pouco, as consequências nos mercados foram pequenas. O mesmo não aconteceu por ocasião da guerra do Yom Kippur, em outubro de 1973, quando Israel foi atacado pelas Forças Armadas do Egito e da Síria e quase foi destruído, tendo sido salvo por ajuda americana, sob a forma de armamentos e munições, enviados às pressas por via aérea para a península do Sinai.

Embora o conflito do Yom Kippur tenha durado menos de um mês, seus desdobramentos mudaram a história econômica da humanidade, por causa do embargo do petróleo. Logo de saída, o preço do barril se elevou de três para 12 dólares e continuou subindo, nunca mais voltando para aqueles valores pré-guerra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 11 de fevereiro de 1979, o xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, foi derrubado pela Revolução Islâmica liderada de Paris pelo aiatolá Khomeini. Jovens revolucionários invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Teerã, tomando 52 norte-americanos como reféns.

Além de o incidente ter provocado o segundo choque do petróleo, a inabilidade, ou infelicidade, do presidente Jimmy Carter em lidar com a crise, culminou com uma tentativa fracassada de libertar os reféns (operação Eagle Claw – Garra da Águia).

O resultado foi a morte de quatro comandos americanos e ferimento em outros quatro, numa série de trapalhadas: colisão de helicópteros americanos num ponto de encontro no deserto.

O mercado de ações desabou com o insucesso militar, que custou também a reeleição de Carter.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 1980, julgando que as Forças Armadas do Irã estavam muito enfraquecidas por causa do expurgo de grande quantidade de oficiais superiores monarquistas perpetrado por Khomeini (da linha xiita do islamismo, como quase todos os iranianos), o líder iraquiano (de credo sunita) Saddam Hussein atacou o país vizinho. Se tivesse tido sucesso, o Iraque se tornaria o maior produtor mundial de petróleo.

A guerra durou nada menos do que oito anos, sem a vitória de nenhum dos dois lados. Durante esse tempo, para enfraquecer o Irã, ou simplesmente para manter o equilíbrio entre as duas partes (com desgaste de ambas), os Estados Unidos forneceram armas aos exércitos de Saddam. Só que forneceram demais. Agora precisavam minar essa força, que ameaçava Israel.

Em 1990, numa recepção em Bagdá, a embaixadora americana no Iraque, April Glaspie, seguindo instruções do Departamento de Estado, insinuou ao ditador que se ele invadisse o Kuwait (que vinha trapaceando no sistema de cotas da Opep), os Estados Unidos se limitariam a um protesto formal nas Nações Unidas.

Saddam caiu na arapuca. Suas tropas entraram no Kuwait em 2 de agosto daquele ano. No início do ano seguinte, levaram uma sova da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Antes disso, e durante cinco meses, o petróleo experimentou forte alta, saindo de US$ 10 para US$ 40. É verdade que só permaneceu nesse preço por alguns minutos no dia do primeiro, e bem-sucedido, bombardeio de Bagdá.

Mais tarde, após o 11 de setembro, George Bush promoveu a Segunda Guerra do Golfo, sob a alegação (que se provou falsa) de que o Iraque possuía armas de destruição em massa.

As consequências desses eventos no Oriente Médio são difíceis de prever. Mas é importante que o caro amigo leitor preste atenção ao comportamento da China, da Rússia, dos países europeus e da Arábia Saudita.

O certo é que o Irã é osso duro de roer. A morte de seu general mais importante pode unir o país, que andou meio dividido nos últimos tempos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A melhor maneira de se saber se teremos uma crise prolongada, e até mesmo uma guerra, é observar o preço do barril de petróleo, sobre o qual o Oriente Médio já não tem a mesma influência de antes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

ALUGUEL DE AÇÕES EM DISPARADA

Às vésperas de eleição decisiva na Hapvida (HAPV3), controladores ‘mostram os dentes’ para defender o poder na empresa

27 de abril de 2026 - 18:45

Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO

Sabesp (SBSP3) quer a Emae só para si: com oferta na mesa, EMAE4 dispara até 20% fora do Ibovespa

27 de abril de 2026 - 12:25

As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia