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Conhecida pela visão mais pessimista, a SPX avalia que o bom desempenho recente dos mercados é regido pela "mão visível" dos estímulos dos bancos centrais e dos governos

Depois de um longo período com uma aposta bem sucedida no dólar forte, a SPX Capital passou a apostar na valorização de outra moeda: o euro.
No relatório de gestão mais recente, a gestora de Rogério Xavier informou que mantém posições compradas na moeda do bloco europeu e vendidas nas divisas de países emergentes — sem informar quais. O fundo também mantém posições em metais preciosos.
Conhecida pela visão mais pessimista, a SPX avalia que o bom desempenho recente dos mercados é regido pela "mão visível" dos programas de estímulo dos bancos centrais e dos governos.
“A grande questão é saber até quando essa influência externa será suficiente para manter os prêmios de riscos contidos e indiferentes aos problemas idiossincráticos. Em tempos de inundação de liquidez, é impossível saber o tamanho dos buracos.”
Para a gestora, as incertezas são maiores nos mercados emergentes. “Muitos países já estavam em uma posição fiscal precária antes da crise, que só se intensificou com a expansão fiscal realizada nos últimos meses”, escreveu a SPX, que possui R$ 35 bilhões sob gestão.
No mês de julho, o fundo SPX Nimitz rendeu 0,99%, ante um CDI de 0,19% no mesmo período. Em 2020, a rentabilidade é de 4,02%, contra 1,96% do indicador de referência.
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Apesar da incerteza sobre a duração da eficácia dos pacotes de estímulo à economia, a SPX entende que as políticas monetária e fiscal vão continuar dando suporte para a economia global.
“Buscamos alocações em países nos quais enxergamos espaço para a acomodação adicional ou onde acreditamos que distorções nos preços tenham sido criadas.”
Aqui no Brasil, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros (Selic) para 2% era esperada. Apesar de o BC não ter descartado novos cortes, a gestora acredita que a Selic será mantida no atual patamar "por algum tempo".
Na bolsa brasileira, a SPX informou que mantém posições compradas em empresas dos setores como utilities (concessões de serviços públicos), telecom, consumo e mineração contra o índice Ibovespa.
Lá fora, as apostas do fundo em bolsa são baseadas em ações de empresas menos sensíveis à atividade corrente e mais sensíveis à queda do custo. A SPX informa ainda que mantém posições assimétricas em um cenário de vitória democrata na Presidência e no Congresso americano nas eleições deste ano.
A gestora detém ainda títulos de dívida de empresas com classificação de grau de investimento nos mercados desenvolvidos. No mercado de crédito da América Latina, a SPX também possui posições compradas em companhias menos expostas às consequências da pandemia.
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