🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Acabou a crise?

A maldição de maio não pegou de novo: bolsa foi o melhor investimento do mês, e dólar foi o pior

Pelo segundo ano consecutivo, a máxima “sell in may and go away” não se fez valer. Ativos de risco se saíram bem em maio, mas títulos públicos de longo prazo e o dólar tiveram desempenho negativo

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
30 de maio de 2020
5:30 - atualizado às 1:13
Trevo de quatro folhas e joaninha simbolizam sorte
Imagem: Shutterstock

A bolsa apresentou mais um mês de recuperação nesta crise, subindo 8,57% em maio e ficando em primeiro lugar no ranking dos melhores investimentos do mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pelo segundo ano consecutivo, a chamada "maldição de maio" não pegou. Reza a lenda que maio é um mês de desempenho ruim nas bolsas, tanto que nos Estados Unidos uma das máximas do mercado é "sell in May and go away" ("venda em maio e vá embora").

Mas o bom desempenho do Ibovespa em maio novamente contrariou, em 2020, a mitologia do mercado. O principal índice da bolsa terminou o mês aos 87.402 pontos, seguido pelo Bitcoin e pelos títulos públicos prefixados e atrelados à inflação de médio prazo.

Na ponta oposta do ranking, os títulos públicos de longo prazo e o dólar amargaram desempenho negativo. A cotação à vista da moeda americana caiu 1,83%, fechando o mês a R$ 5,34, enquanto o dólar PTAX terminou praticamente estável em R$ 5,43.

Para quem olha apenas a foto até parece que a crise acabou. Mas se dermos uma olhada no filme, veremos que maio foi mais um mês de intensa volatilidade, em que aconteceu de tudo e mais um pouco, e que o futuro ainda permanece repleto de incertezas. Confira o ranking completo dos melhores investimentos do mês a seguir:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os melhores investimentos de maio

Dois momentos diferentes

É possível dividir maio em dois momentos diferentes. Até a metade do mês, o Ibovespa viu altos e baixos, e o dólar disparou até beirar os R$ 6. Neste primeiro momento, o exterior operava com cautela diante da possibilidade de uma segunda onda de coronavírus no mundo, com novos casos surgindo em Wuhan, na China - hipótese que ainda não está descartada.

Leia Também

Por aqui, imperou a crise política, com uma deterioração nas relações entre o Congresso e o presidente Jair Bolsonaro, sobretudo em torno da questão da ajuda aos Estados - o poder Executivo desejava, como contrapartida, que reajustes a servidores não fossem permitidos, enquanto os parlamentares tentavam abrir brecha para essa possibilidade.

Também vimos conflitos dentro do próprio Executivo. Presidente e governadores discordando sobre a forma de lidar com a pandemia, os desdobramentos das acusações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro a Bolsonaro sobre interferência na cúpula da Polícia Federal, e a saída de mais um ministro da Saúde, desta vez o sucessor de Henrique Mandetta, o oncologista Nelson Teich.

Na segunda metade do mês, a cautela deu uma diminuída. Por aqui, Bolsonaro, governadores e presidentes da Câmara e do Senado sinalizaram uma espécie de trégua, o presidente aprovou a ajuda aos estados com veto ao reajuste a servidores públicos, e o vídeo da reunião ministerial que poderia ter reforçado as acusações de Moro foi interpretado, pelo mercado, como algo que não trazia fatos novos que pudessem pesar ainda mais contra Bolsonaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lá fora, os avanços nas pesquisas em busca de uma vacina contra a covid-19 animaram os investidores, bem como o início da reabertura das economias europeias. Tudo isso contribuiu para levar a bolsa para cima e tirar pressão do câmbio.

O Victor Aguiar explicou com mais detalhes tudo que afetou o dólar e a bolsa no mês nesta matéria.

Juros

Outro fator que pesou no câmbio na primeira metade do mês foram os juros. No início de maio, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) cortou a Selic em 0,75 ponto percentual, derrubando-a para 3,00% ao ano. Foi um corte superior ao esperado pela maior parte do mercado, que já se encontrava dividido quanto à prudência da medida.

É que um juro baixo demais num país emergente como o Brasil contribui para afastar os investidores estrangeiros que poderiam se interessar pelos nossos títulos, que passam a pagar menos. Com isso, o real tende a se desvalorizar frente ao dólar; e um dólar mais alto pode, mais adiante, pesar na inflação, obrigando o BC a subir os juros outra vez num momento de crise e atividade fraca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após a reunião do Copom de maio, o BC sinalizou que a Selic ainda poderia cair mais, mas se mostrou atento aos desafios desse ajuste fino. O mercado passou, então, a projetar juros mais baixos no curto e no médio prazos, mas jogou as projeções para os juros longos lá para cima.

Além disso, a possível deterioração fiscal do país com os gastos para combate ao coronavírus e o aumento do risco-Brasil contribuíram para pesar ainda mais na parte longa da curva de juros.

O resultado foi um ganho para os títulos prefixados e atrelados a inflação de prazos mais curtos, mas um impacto negativo nos de prazos mais longos. Lembrando que esses papéis se valorizam quando a perspectiva é de queda nos juros, e se desvalorizam quando a expectativa é de alta nas taxas.

O halving do bitcoin

Em maio, também tivemos o principal evento do ano no mercado de criptomoedas, o chamado halving do bitcoin. Este evento, que ocorre de quatro em quatro anos, consiste na redução da taxa de emissão dos bitcoins, o que contribui para a escassez progressiva da criptomoeda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa escassez é o que faz o bitcoin ser encarado por muitos como uma reserva de valor - mais ou menos como o ouro -, pressionando o seu preço para cima. Em abril, vimos uma forte valorização da criptomoeda, que foi bem mais modesta em maio, mas teve uma aceleração às vésperas do halving, no dia 11.

O bitcoin atingiu a máxima do mês em dólares e reais no dia 7 de maio, quando bateu US$ 10 mil ou pouco mais de R$ 58 mil naquela data. Depois, a criptomoeda perdeu força, mas ainda terminou o mês em alta.

A crise acabou?

O alívio no câmbio, apesar de modesto, e a alta em ativos de risco como ações e fundos imobiliários pode deixar o investidor perplexo, dado que a sensação geral ainda é de que o mundo está desmoronando.

Certamente a crise ainda não acabou - e a verdade é que nem sabemos se está perto de acabar. Ainda não temos nada mais concreto na descoberta de uma vacina ou medicamentos eficazes contra o coronavírus; não sabemos se pode haver uma segunda onda da doença, ou como ela seria; e definitivamente o cenário político no Brasil ainda não está pacificado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Soma-se a tudo isso o fato de que o presidente Donald Trump voltou a encrencar com a China, justamente num momento em que os protestos em Hong Kong se reacendem. Isso sem contar que, em breve, teremos eleições nos Estados Unidos, e os resultados ainda são imprevisíveis.

E, claro, as empresas têm apresentado, em sua maioria, resultados ruins, fora os indicadores econômicos, que têm vindo péssimos, independentemente de estarem em linha com o esperado ou não.

O cenário à frente ainda está muito turvo, mas o pessimismo é tanto que qualquer notícia "menos ruim" é o suficiente para o mercado se animar um pouco, principalmente se considerarmos que perdemos bastante as referências de preços. Podemos aguardar mais volatilidade adiante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

MEXENDO NA CARTEIRA

XP Malls (XPML11) vai às compras? FII de shoppings mira captação de R$ 400 milhões com emissão de cotas, com espaço para buscar ainda mais

20 de janeiro de 2026 - 11:46

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Sabesp (SBSP3): mercado projeta destruição bilionária de valor, mas JP Morgan vê exagero e mostra ‘saídas’ para a empresa

19 de janeiro de 2026 - 10:38

Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório

REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar